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JAC Motors começa a vender T6 por R$ 69.990
Carroceria do T6 mede 4,47 metros

Lançamentos | 14/04/2015 | 18h25

JAC Motors começa a vender T6 por R$ 69.990

Primeiro SUV da marca tem porte de ix35 e preço pouco acima do EcoSport

MÁRIO CURCIO, AB

Com um atraso de quatro meses, a rede JAC começa a vender o T6, primeiro utilitário esportivo da marca no Brasil. Equipado com motor 2.0 flex que produz até 160 cavalos com etanol, ele chega com preço inicial de R$ 69.990, mesmo valor previsto durante o Salão do Automóvel de 2014. O câmbio é sempre manual de cinco marchas. Há dois pacotes de equipamentos que elevam os preços para R$ 71.990 e R$ 75.670.

“A versão mais completa responderá por 90% das vendas”, afirma o presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib. “Ao todo venderemos 3,6 mil T6 até o fim do ano (...) O segmento dos SUVs vem crescendo no Brasil. Em 2014 foram 300 mil unidades. Os três lançamentos recentes (Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008) devem elevar esse número para 365 mil unidades em 2015. Os T6 que venderemos equivalem a cerca de 1% disso”, diz Habib.

As 3,6 mil unidades do T6 que a empresa quer emplacar equivalem a 75% da quota de 4,8 mil carros livres dos 30 pontos porcentuais extras de IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) que ela pode trazer em 2015. “Tenho carros em estoque; poderei vender 7 mil unidades este ano”, diz Habib.

O preço básico do novo modelo é semelhante ao do Ford EcoSport 1.6 Freestyle e do Renault Duster 1.6 Dynamique, versões equipadas com câmbio manual assim como o novo JAC. Mas os 4,47 metros de comprimento do T6 tornam seu espaço interno e porta-malas comparáveis aos de modelos de cerca de R$ 100 mil como o Kia Sportage e o Hyundai ix35. Mas estes oferecem câmbio automático.

ESQUECERAM DO COURO

O T6 vem equipado desde a versão de entrada com ar-condicionado digital, faróis com ajuste elétrico de altura, travamento automático das portas a 15 km/h, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, som com rádio e CD/MP3 player, volante multifuncional, banco do motorista e direção com ajuste de altura.

O primeiro pacote, aquele de R$ 71.990, adiciona barras longitudinais no teto, detalhes externos cromados e retrovisores pintados da cor do carro e com rebatimento elétrico. O segundo conjunto, de R$ 75.670, soma a estes itens a câmera de ré e o kit multimídia Mirror Link. Não há bancos de couro nem controlador automático de velocidade em nenhum pacote.

ESPAÇO É A MAIOR QUALIDADE


Novo JAC tem bons itens de série, mas bancos são sempre de tecido. Porta-malas em posição normal comporta 610 litros. Banco traseiro é bipartido e rebatível.

Seja nos bancos dianteiros ou traseiros, quem anda no JAC T6 fica à vontade, sobretudo pelo espaço para movimentação das pernas e de cabeças. O porta-malas de 610 litros é outra vantagem. Como comparação, o Ford EcoSport tem 362 litros e o Renault Duster, 475 litros. O acerto das suspensões é mais macio do que a média do segmento e colabora com o conforto.

O motor 2.0 do T6 tem pouca força em baixas rotações e obriga a reduções de marcha frequentes. O câmbio é outro ponto negativo, não por ser manual, mas pelos engates secos, ruidosos. Segundo a JAC, seu novo carro atinge 186 km/h de velocidade máxima e acelera de zero a 100 km/h em 12,2 segundos.

O QUE DIZ HABIB SOBRE A FÁBRICA

Durante a apresentação do T6 aos jornalistas, Sérgio Habib, prevendo perguntas inevitáveis sobre a fábrica, afirmou: “Hoje dou graças a Deus por ainda não ter inaugurado. O início de toda operação depende muito de componentes importados. E o dólar acima de R$ 3 seria um grande problema.”

Também é verdade que Habib aguarda ansioso desde o início do segundo semestre de 2014 a liberação de um empréstimo de R$ 120 milhões aprovado pela Desenbahia, agência de fomento, para começar a erguer a unidade em Camaçari. “A coisa está caminhando”, diz sobre os entendimentos com o órgão. “Mas quando, afinal, será liberado esse dinheiro?”, perguntou Automotive Business ao executivo. “Bem que eu queria saber a resposta”, afirma presidente da JAC.

Questionado sobre a possibilidade de os chineses aplicarem o próprio dinheiro para resolver o impasse, ele afirmou: “Essa hipótese está totalmente descartada.” O fato é que agora Sérgio Habib já fala em “fim de 2016 ou início de 2017” quando o assunto é inauguração. Até pouco tempo, a previsão era para a metade do ano que vem.

Sobre o futuro carro nacional, o empresário garantiu que o projeto já está pronto e terá uma versão aventureira chamada T3, com as mesmas dimensões do hatch, mas diferenças de desenho e suspensões mais altas. “Ele será mostrado em breve no Salão de Xangai e chegará em agosto de 2016, ainda como importado, antes da produção nacional”, diz.

Antes do modelo aventureiro, a JAC passará a vender no Brasil o T5, utilitário esportivo mais próximo em tamanho ao Ford EcoSport. O motor será 1.5 flex. A previsão indica dezembro deste ano para a versão manual de seis marchas e maio de 2016 para a opção automática CVT.



Tags: JAC Motors, Sérgio Habib, T6, Hyundai, ix35, Kia Sportage, Ford EcoSport, Renault Duster, Honda HR-V, Peugeot 2008.

Comentários

  • Ricardo

    Um pecado lançar um carro deste segmento sem incluir o Cambio Automático nem como opcional. Siceramente, faltou analisar o mercado. Quanto ao carro. Parece muito bonito.

  • ANTONIO LUIZ DE CARIO

    EU ACHO QUE O SERGIO HABIB, ESTA CORRETO EM FALAR QUE PRODUZIR, NO BRASIL E DIFICIL O MELHOR E TRAZER DA CHINA AINDA FICA MAIS BARATO QUE PRODUZIR NO BRASIL.

  • Jose Fernandes

    Sou cliente da JAC. Estudei muito a compra e as pesquisas feitas pelo Sergio na China. Comprei o J6 em 2012, mas confesso que estou um pouco triste. Não com o produto dos chineses que tem alguns pontos a melhorar, mas é um carro bom e a empresa está evoluindo. A decepção foi com os sócios ou distribuidores no Brasil - SHC. Pós-venda ruim, preços elevados das revisões, qualquer troca cobram como desgaste natural, até hoje espero um orçamento, o atendimento das oficinas e lojas como de Florianopolis é de qualidade sofrível. Tem um produto bom, mas que não surpreendeu nós clientes como dizia o Faustão. Na verdade a surpresa foi ruim.

  • Vinicius Siqueira

    Bem, no geral a montadora fez muita propaganda na chegada ao Brasil, após isso mergulhou na inércia, um comentário perfeito de alguém resume a montadora no país, as concessionárias parecem ter funcionários despreparados para informações diversas, no quesito peças, é lamentável, vendedores de peças desconhecem seus produtos, e má vontade em responder questões simples, que em montadoras consagradas como Ford e Gm nao há. Precisam trabalhar muito no Brasil para difundir a marca.

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