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Peugeot 2008 entra na briga dos SUVs
Peugeot investiu R$ 400 milhões para montar o 2008 no Brasil e adequá-lo ao mercado local

Lançamentos | 08/04/2015 | 03h15

Peugeot 2008 entra na briga dos SUVs

Novo modelo chega em maio com cinco opções e preço inicial de R$ 67.190

MÁRIO CURCIO, AB | De Porto Seguro (BA)

A Peugeot mostrou, enfim, o esperado modelo 2008, que poderá responder por 30% das vendas da marca no Brasil. O lançamento chega em maio às concessionárias e tem preço inicial de R$ 67.190, valor pedido pela versão Allure 1.6 de 122 cavalos com transmissão manual. O 2008 topo de linha, Griffe 1.6 THP, tem motor turbo com injeção direta, 173 cavalos, câmbio manual de seis marchas e preço sugerido de R$ 79.590.

“A produção do carro no Brasil custou R$ 400 milhões entre o desenvolvimento para o mercado e as adaptações na fábrica de Porto Real”, afirma o diretor do Grupo PSA para a América Latina, Carlos Gomes. O índice de nacionalização é de 80%, garante o executivo.

De acordo com a engenheira responsável pelo projeto, Maria Célia Zican, o desenvolvimento para a produção das grandes partes metálicas da carroceria como laterais, tampa traseira, capô e para-lamas levou um bom tempo. Os componentes são fornecidos pela Magneto.

“Algumas peças estão em processo de nacionalização, como a cortina que fica sob o teto panorâmico”, afirma a engenheira. Os componentes eletrônicos como a tela sensível ao toque permanecerão importados. Ao todo, o 2008 terá cinco opções, todas flex e montadas no Brasil.

“Esperamos vender mil unidades por mês”, estima o diretor de marketing, Frederico Battaglia. Embora chamado de crossover pela montadora, o modelo vai concorrer com Ford EcoSport, Renault Duster e outros dois utilitários esportivos recém-lançados, o Honda HR-V e o Jeep Renegade. Também competem nesse segmento de SUVs compactos o Chery Tiggo e o Lifan X60, chineses montados no Uruguai e vendidos no Brasil.

O 2008 será vendido em cinco versões, todas flex, e somente a topo de linha usará o 1.6 turbo de 173 cv. Das quatro opções com 122 cv, duas têm transmissão automática de quatro marchas (com aletas para trocas atrás do volante). A opção Allure com essa caixa sai por R$ 70.890 e é a mais em conta entre os concorrentes nacionais automáticos.

Diante da grande quantidade de rivais, Frederico Battaglia e o diretor-geral da Peugeot do Brasil, Miguel Figari, preferiram não dizer em qual ou quais deles a montadora vai apontar o 2008. Battaglia acredita que a versão mais vendida será a Griffe 1.6 automática, tabelada em R$ 74.990. Seu concorrente nacional com preço mais próximo é o Honda HR-V, tabelado em R$ 75,4 mil. Ele também se arrisca a dizer que a opção mais cara, Griffe THP, responderá por 10% a 15% num primeiro momento “e tende a cair depois”.

O novo Peugeot tem três anos de garantia com assistência 24 horas e revisões com preços predeterminados conforme a quilometragem (de 10 mil até 60 mil). Para os 1.6 de 122 cv, variam de R$ 372 a R$ 916. No caso do 1.6 THP, custam entre R$ 426 e R$ 992.

LISTA DE EQUIPAMENTOS


Peugeot 2008 tem acabamento caprichado e materiais agradáveis ao toque. Banco traseiro é melhor para dois do que para três. Quando rebatido abre boa área para carga, mas o porta-malas em condição normal de uso tem somente 355 litros.

Desde a versão mais acessível, o 2008 traz central multimídia com tela sensível ao toque, ar-condicionado com duas zonas distintas de temperatura, airbags laterais, sensor de estacionamento traseiro, rodas de liga leve de 16 polegadas, controlador automático de velocidade, barras no teto, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico.

As versões Griffe vêm também com três apoios de cabeça traseiros, airbags do tipo cortina, acionamento automático dos faróis e do limpador de para-brisa, teto solar panorâmico, sensores traseiro e dianteiro de estacionamento.

E o Griffe THP tem ainda assistente de partida em subidas, controle eletrônico de estabilidade e o sistema Grip Control, um seletor no console central que permite melhorar a tração em diferentes situações: neve, barro, areia e asfalto.

COMO ANDA

Automotive Business dirigiu a versão Griffe THP por cerca de 60 quilômetros em diferentes tipos de piso, como asfalto bom e ruim, terra batida e areia. Muito ágil, o carro acelera de zero a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge 209 km/h.

O câmbio manual de seis velocidades tem engates bem fáceis, mas a segunda marcha é um pouco longa e tira parte da agilidade do carro nas saídas de lombada, por exemplo. E é pena que esse motor mais potente esteja restrito a uma transmissão manual.

O sistema Grip Control do Griffe THP ajuda mesmo o carro a escapar de alguns atoleiros com areia ou terra, mas se mostrou limitado nas subidas com lama. E o 2008, vale ressaltar, não tem opção 4x4.

Segundo a Peugeot, os carros de 122 cv com câmbio manual de cinco marchas aceleram de zero a 100 km/h em 10,2 segundos e atingem 190 km/h de velocidade máxima. Com a transmissão automática de quatro velocidades, a prova de zero a 100 km/h sobe para 11,9 segundos e a máxima fica em 177 km/h. Os dados citados na reportagem foram obtidos pela montadora com etanol.

Assim que se abre a porta do 2008 chama a atenção o tamanho reduzido do volante. Ele tem assistência elétrica e torna o carro agradável de dirigir porque facilita o acesso das pernas e permite que o quadro de instrumentos seja olhado por cima do aro.

O carro tem acabamento caprichado e materiais agradáveis ao toque. A versão Allure usa bancos de tecido e a Griffe traz couro nas laterais dos encostos e assentos. Por derivar da plataforma do hatch 208, o novo carro tem espaço dianteiro meio acanhado. E o banco de trás é bom para dois. Um terceiro passageiro ficará pouco à vontade no meio. O porta-malas tem apenas 355 litros e o estepe fica escondido debaixo da forração. O comprimento total do 2008 é de 4,16 metros.



Tags: Peugeot, 2008, crossover, SUV, utilitário esportivo, Allure, Griffe, THP, Frederico Battaglia, Miguel Figari, Maria Célia Zican, Ford, EcoSport, Renault, Duster, Honda, HR-V, Jeep, Renegade, Chery, Tiggo, X60.

Comentários

  • José Indio Alves

    Sobre o badalado lançamento da Peugeot 2008, apregoada como "forte candidata a brigar no segmento das SUVs" tenho uma opinião pessoal mas que penso ser comum a boa parcela do publico: Uma SUV sem opção de câmbio automático é como um televisor de led sem controle remoto, ou seja, um desequilíbrio, uma desarmonia entre as tecnologias embarcadas. O incremento tecnológico de um produto qualquer deve avançar em níveis crescentes de complexidade e sofisticação. Assim, do produto de entrada ao topo da linha, as estratificações devem estar em patamares distintos, havendo em cada estágio, um conjunto de elementos que se complementem e se harmonizem. Isso vale desde o revestimento interno ao detalhe do retrovisor, passando por todos os ítens. José Indio Alves

  • Mário Curcio

    Em relação ao comentário acima, vale reforçar que o Peugeot 2008 tem quatro versões com motor de 122 cv e duas delas saem de fábrica com câmbio automático de quatro marchas. Mas a escolha do motor mais potente, de 173 cv, só é mesmo possível com transmissão manual de seis velocidades.

  • Fábio Lima

    Diante de um cenário de tantos lançamentos como HR-V e Renegade a Peugeot nos traz um SUV onde para se ter uma melhor performance de desempenho você fica atrelado somente a um câmbio manual, sendo que o consumidor de veículos nesse patamar de valores e sofisticação não pretendem investir muitas vezes (e até mesmo) retornar a câmbios manuais.

  • Fábio Lima

    Diante de um cenário de tantos lançamentos como HR-V e Renegade a Peugeot nos traz um SUV onde para se ter uma melhor performance de desempenho você fica atrelado somente a um câmbio manual, sendo que o consumidor de veículos nesse patamar de valores e sofisticação não pretendem investir muitas vezes (e até mesmo) retornar a câmbios manuais.

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