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Legislação | 24/03/2015 | 16h05

Concessionárias de SP deixam de pagar R$ 100 milhões em tributos

Receita descobre manobra contábil que deixa de recolher PIS e Cofins

AGÊNCIA BRASIL

Uma operação da Receita Federal descobriu que 14 concessionárias de veículos do estado de São Paulo deixaram de pagar R$ 100 milhões em tributos em um ano. As empresas não recolheram os valores referentes ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre bonificações pagas pelas montadoras.

Os valores são repassados às revendedoras pelas fabricantes como forma de subsidiar as atividades das lojas. “São concessionárias vinculadas a determinadas marcas de automóveis. Não são lojas multimarcas ou revenda de carros usados”, explicou o auditor fiscal Fernando Poli, que participou da Operação Carro Zero, que descobriu as manobras contábeis. As empresas estão sendo investigadas por planejamento tributário abusivo.

A partir da fiscalização da contabilidade de uma das concessionárias, os fiscais descobriram que os valores não eram declarados como receita, mas como reduções de custo. Com a manobra, as empresas deixavam de recolher os tributos que, somados, representam alíquota de 10,85% sobre o montante. “Nós decidimos baixar a contabilidade das maiores empresas do ramo de todo o estado de São Paulo. Com isso, conseguimos observar que mais ou menos 70% do setor praticam isso”, disse Poli.

Ao todo, as montadoras repassaram aproximadamente R$ 1 bilhão às concessionárias dessa forma. “Estamos falando das maiores concessionárias do Brasil. São concessionárias que têm faturamento acima de R$ 800 milhões por ano”, ressaltou o auditor. A maioria das lojas (11) fica na capital paulista e três, no interior, nos municípios de Sorocaba, Piracicaba e Ribeirão Preto.

As empresas autuadas terão agora de pagar os tributos sonegados, corrigidos pela taxa Selic, mais multa de pelo menos 75% dos valores devidos. Caso seja identificada alguma fraude na contabilidade ou nas declarações, a sanção pode chegar a 150%.



Tags: Concessionárias, tributos, PIS, Cofins.

Comentários

  • Moacyr Castro

    Não dar os nomes das concessionárias não é notícia. Operação de um órgão público tem obrigatoriamente de ser transparente. A omissão dá margem à barganha e chantagem: "Quanto sua empresa me paga para eu não divulgar?" Faltou ao AB questionar a Agência Brasil e exigir os nomes. Se ela não disser, tem de dizer o motivo. Se atribuir à Receita, a Receita tem de ser questionada e dizer em que lei ela se baseia para ser omissa.

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