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Mercedes-Benz abre PDV em São Bernardo

Trabalho | 19/03/2015 | 19h32

Mercedes-Benz abre PDV em São Bernardo

Com mercado retraído, medida pretende adequar produção à demanda

REDAÇÃO AB

A Mercedes-Benz abriu Programa de Demissão Voluntária (PDV) em sua planta de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde são feitos caminhões e chassis de ônibus. A medida foi anunciada no último dia 17 e funcionará até 31 de março. A companhia não divulga a meta de adesão, mas destaca que a iniciativa é voltada tanto para os trabalhadores que atuam hoje na linha de produção, que representam grande parte dos 11 mil funcionários da unidade, tanto para os 750 colaboradores que estão afastados em regime de layoff, suspensão temporária do contrato de trabalho.

Até então, o PDV mais recente anunciado pela Mercedes-Benz começou em 26 de fevereiro e foi fechado justamente para a abertura do programa atual. A montadora oferece valor fixo de R$ 28,5 mil para os funcionários ativos na fábrica que aderirem. No caso do pessoal que está afastado, além deste valor a empresa pagará R$ 6,5 mil. Nas duas situações a fabricante de caminhões garante ainda que os colaboradores receberão todos os benefícios previstos na legislação e acordados com o sindicato dos metalúrgicos da região.

A Mercedes-Benz é mais uma montadora que trabalha para abrandar os efeitos da forte contração do mercado no início de 2015. A demanda por caminhões diminuiu 39,4% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. A conjuntura puxou o desempenho da empresa para baixo, com redução de 40,6% em seus negócios no período, para 3 mil unidades.

O cenário aprofundou uma dificuldade com a qual a fabricante lida desde julho do ano passado. Foi nesta época que a montadora anunciou o primeiro dos recentes layoffs, que vem sendo prorrogado desde então.



Tags: Mercedes-Benz, PDV, fábrica, layoff, trabalhadores, caminhões.

Comentários

  • Herbert Gerevini

    É cada vez mais preocupante a situação econômica do Brasil com seus reflexos em todos os setores da economia, cujas consequências acabam por atingir a todos, principalmente pelo aumento do desemprego e seu resultado para a população. O mais grave de tudo o que vivenciamos nestes dias é que todo o ônus está caindo sobre o setor privado, já que o governo federal, responsável por termos chegado a esse cenário, não se dignou a enxugar a obesa e ineficiente máquina administrativa. O que se vê é tão somente penalizações de setores dependentes do governo federal que, sob a cortina de fumaça de falhas em sistemas ou morosidade de processos, estão sofrendo com a falta de repasse financeiro e penalizando, novamente as classes mais desfavorecidas. Para que o mau prolifere basta que o bem se cale.

  • Feliciano JR

    Esses Alemães ganham" rios" de dinheiro aqui as custas do suor do brasileiro, e quando o mercado tem qualquer retração é esse tipo de respeito e parceria que eles mostram pelo nosso povo !

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