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Duas Rodas | 10/12/2014 | 13h02

Abraciclo procura novo caminho para as bicicletas

Associação dos fabricantes encomendou pesquisa para nortear a indústria

MÁRIO CURCIO, AB

A necessidade de encontrar um rumo para o mercado de bikes levou a Abraciclo a encomendar à Rosenberg Associados a pesquisa “Uso da bicicleta no Brasil: qual o melhor modelo de incentivo?”. O trabalho será entregue no início de 2015 e mostrará como são as indústrias de bicicletas no Brasil e no exterior e a melhor forma de incentivar a utilização desse transporte. O mercado de bicicletas no Brasil vem recuando desde 2008, ano em que as vendas do setor atingiram 5,5 milhões de unidades.

Veja aqui o estudo da Abraciclo.

Em 2014, porém, o País deve encerrar com 3,9 milhões de unidades vendidas. “As bicicletas vêm perdendo para as motos e os carros como meio de transporte, como ocorreu na Índia e na China”, recorda o vice-presidente da Abraciclo, Eduardo Musa. Em 1994, como transporte individual, as bicicletas vendidas representavam 80% do mercado brasileiro, enquanto os automóveis respondiam por 19% e as motos, 1%. Em 2013 a parcela dos carros saltou para 39% e a das motos para 16%, restando 45% para o transporte a pedal.

Outras dificuldades do setor se referem ao comércio exterior. Em 2005 o Brasil exportou 135,2 mil unidades, mas desde 2006 vem com volumes pouco expressivos. Em 2013 os embarques não chegaram a 6 mil unidades.

As importações, contudo, voltam a crescer apesar da sobretaxação imposta em setembro em 2011. Naquele ano entraram no País 369,2 mil unidades, total que recuou para 327,6 mil em 2012 e para 241,4 mil em 2013, mas fechará 2014 com 244 mil unidades, segundo estimativa da Abraciclo.

CICLISTAS QUEREM PRODUTOS MAIS ELABORADOS

Com a mudança de perfil dos consumidores, as bicicletas utilizadas como transporte básico (em regra feitas de aço, sem marchas e equipadas com bagageiro e para-lamas) perdem espaço ano a ano no Brasil. Em 2009 elas respondiam por 45% das vendas totais e fecharão 2014 com menos de 30% de participação.

Segundo a Abraciclo, esses modelos vêm sendo substituídos por outros com maior valor agregado pela utilização de alumínio, marchas (em regra 21) e adoção de freios a disco. São bicicletas usadas para lazer ou transporte urbano.



Tags: Bicicletas, bikes, Abraciclo, Eduardo Musa.

Comentários

  • Luiz Marcelo Sampaio

    Como conhecedor do mercado de ciclo peças ,na cadeia produtiva,acredito que as industrias de bicicletas devem sim investir em produtos de valor agregado maior.Mas ressalto a necessidade de se olhar com um carinho especial o nicho de mercado de produtos com boa qualidade mas preços acessíveis.Como fazem as montadoras nacionais. No Brasil se tem a cultura de adquirir produtos com valores baixos, e não devemos esquecer a renda per capita do brasileiro em geral menor que a de outros países .Bicicletas com valores entre R$ 200,00 a R$ 300,00 tem maior facilidade de venda nos magazines ao qual parcelam as compras.Isto deve ser avaliado de região para região no Brasil

  • Leo

    O referido estudo, que só será revelado em 2015, já deu mostras qual seu objetivo. Excerto do último slide da apresentação: ..."Algumas propostas até parecem bem intencionadas mas quando analisadas de forma mais profunda e técnica podem prejudicar a indústria nacional de bicicletas ao beneficiar importadores."

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