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Motos: só 21% delas têm ABS de série no Brasil

Segurança | 26/11/2014 | 19h21

Motos: só 21% delas têm ABS de série no Brasil

Presença do item cresceu em 1 ano, mas é mínima abaixo de 400 cc

REDAÇÃO AB

Um levantamento do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) mostra que o ABS está presente em 21% dos modelos de motocicletas à venda no Brasil como item de série, resultando em alta de cinco pontos porcentuais em relação ao levantamento de 2013. Outros 10% têm o equipamento como opcional.

“Embora a oferta do sistema tenha crescido como item de série, ela ocorreu basicamente em categorias de alta cilindrada, que custam mais e representam uma fatia pequena do mercado”, afirma o diretor executivo do Cesvi, Almir Fernandes. O levantamento mostra que nenhum modelo com cilindrada até 125 centímetros cúbicos traz ABS. No semento de 125 e 250 cc, só 1% tem o item e ainda assim como opcional.

Entre 250 e 400 cc o número de versões com ABS de série sobe para 5%. Na categoria acima, de 400 e 750 cc, o número vai para 18% como item de série e para 37% como opcional. Na categoria acima de 750 cc, 63% das motos têm freios antitravamento de série. O levantamento do Cesvi revela também que nenhuma das poucas motos elétricas encontradas no País tem o equipamento.

FALTOU O CBS NO LEVANTAMENTO

Apesar de o Cesvi ter considerado as motos com “ABS mecânico” (dispositivo presente em poucos modelos e que não impede o travamento da roda), faltou incluir no estudo a presença do sistema CBS, em que o acionamento dos freios traseiro e dianteiro é combinado e não independente como na maioria das motocicletas à venda.

Esse sistema já está presente em modelos de baixa cilindrada como Honda CG 150 Titan, nos scooters Honda Lead 110 e PCX 150, por exemplo. Bem mais simples e acessível que o ABS, o item consegue diminuir as distâncias de parada em até 20%. E, se não impede, reduz a possibilidade de travamento das rodas.

O levantamento também pecou, como em 2013, por incluir marcas e modelos com pouca representatividade (Johnny Pag, Miza e Haobao, por exemplo), ou fora de produção há mais de um ano, caso das marcas Flash e Kasinski, que saíam da mesma fábrica de Manaus.

Sobre as motos com “ABS mecânico”, Automotive Business somou-as às motos sem ABS nos totais desse artigo.



Tags: Motos, motocicletas, ABS, CBS, Honda, Lead 110, PCX 150, Cesvi, Almir Fernandes.

Comentários

  • Olimpio Alvares

    Aparentemente, uma porcentagem até alta, mas tem uma pegadinha na notícia me informa um colega estudioso do assunto. A reportagem fala em 21% dos MODELOS à venda no Brasil e não 21% das motos produzidas. Como 90% das motos brasileiras são até 150 cc, a maioria das motos produzidas e vendidas não têm ABS. O ideal seria a adoção OBRIGATÓRIA do CBS + ABS. Isso aumenta o custo das motos, mas é o preço a ser pago para compensar a altíssima vulnerabilidade ao risco de morte. Pesquisas do IIHS comprovaram que a probabilidade de uma moto com ABS ser envolvida em um acidente fatal é 35% menor.

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