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Ford Ka vs. New Fiesta: risco calculado
Oswaldo Ramos, gerente-geral de marketing da Ford (foto: Mário Curcio)

Mercado | 14/11/2014 | 04h10

Ford Ka vs. New Fiesta: risco calculado

Migração para o carro mais acessível foi menor do que se esperava

MÁRIO CURCIO, AB | De Sorocaba (SP)

A queda nas vendas do Ford Fiesta no ranking da Fenabrave coincidiu com a chegada do novo Ford Ka, o que trouxe à tona o assunto canibalização. Essa retração nos números do Fiesta também se explica pelo fim do estoque do Ka antigo, Rocam, que era somado ao New Fiesta na mesma linha do ranking e deixou de ser fabricado em Camaçari (BA), dando lugar justamente para o novo Ka.

O gerente-geral de marketing da Ford, Oswaldo Ramos, admite que este era um risco, especialmente com a chegada da versão 1.5 hatch do Ka (leia aqui): “Essa migração é menor do que esperávamos”, afirma. “Além de os consumidores de Ka e New Fiesta terem perfis diferentes, há também a questão geográfica. Temos mapeadas as regiões onde cada modelo tem maior aceitação e o New Fiesta continua com boa saída onde já vendia bem”, afirma.

Ramos comentou também o mix de produção do Ka. “Neste mês deveremos montar 15 mil unidades, sendo 10 mil do hatch. Com a retração no mercado argentino, o menor volume de EcoSport favoreceu a produção do Ka. Os dois são feitos na mesma linha de montagem”, recorda. Vale dizer que as vendas do EcoSport também encolheram no Brasil, que teve 45,1 mil unidades emplacadas este ano, 20,7% a menos que em igual período de 2013.

Atualmente, a equipe da Ford se esforça para atender a demanda do novo Ka: “A procura pelo 1.0 é maior que do que esperávamos. Os clientes fazem o test drive e percebem que esse motor já é suficiente. Sua produção poderá chegar a 90% nos hatches”, afirma o gerente.

Ele recorda que os consumidores desse segmento são sensíveis a variações de preço: “80% das vendas do hatch serão da versão de entrada, SE. A intermediária SE Plus terá 10% e a topo de linha SEL também.” Na versão sedã Ka+ a motorização predominante será 1.5, cerca de 80%. “A rede acha que fomos conservadores e há espaço para mais de 20% dos sedãs 1.0”, diz Ramos. No mix de versões, a aposta do executivo é de 70% para a opção SE, 10% para a SE Plus e 20% para a SEL.



Tags: Ford, New Fiesta, Ka, Ka+, Oswaldo Ramos.

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