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06/11/2014 | 18h45

Mercado

Caminhões vivem pequena recuperação

Frotistas aproveitaram benefício do Finame simplificado


MÁRIO CURCIO, AB

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) atribuiu a alta de 8,6% nos emplacamentos de caminhões em outubro sobre setembro à antecipação de compras pelos frotistas. Termina no dia 21 de novembro o prazo para que os veículos comprados pelo Finame simplificado sejam faturados ainda este ano. A indefinição das futuras taxas para o programa também teria acelerado as vendas no décimo mês do ano, que teve 12.172 caminhões licenciados.

- Veja aqui os números da Anfavea.

“Precisamos que 2015 comece com as regras do Finame já definidas, porque em 2014 isso só ocorreu em 23 de janeiro”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes, recordando que o fato teve impacto negativo no começo do ano. “Esperamos a definição já neste mês. A previsibilidade é muito importante para a venda de caminhões”, diz.

No segmento de carga, a maior alta em outubro ocorreu para os semipesados, que tiveram 4,13 mil unidades vendidas e crescimento de 12%. A queda mais expressiva, de 7,1%, foi registrada pelos modelos médios, que somaram 982 unidades no mês. No acumulado do ano foram lacrados 111,2 mil caminhões novos, volume 13,4% menor que o de igual período de 2013. Até o fim do ano a Anfavea estima a venda de 130 mil a 135 mil unidades.

EXPORTAÇÃO E PRODUÇÃO DE CAMINHÕES

Em outubro foram enviados ao exterior cerca de 1,4 mil caminhões, uma queda de 12,3% ante setembro. No acumulado do ano, a venda ao mercado externo soma 15,3 mil unidades e resulta em retração de 26% ante o mesmo período do ano passado. Os segmentos com quedas mais expressivas foram os de semipesados (-41,1%) e pesados (-28,9%).

A retração tem como principal motivo o mercado argentino. De acordo com Moraes, para ampliar as vendas ao exterior a Anfavea trabalha em acordos, especialmente com o México, e também com nações africanas. “Defendemos também de medidas que ajudem a competitividade.”

Nos próximos dias, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, viaja para o México a fim de dialogar com as associações locais de fabricantes de veículos leves e pesados: “Esperamos renovar os acordos para os próximos anos não só para compra e venda, mas também para integração produtiva”, afirma Moan.

Em outubro, a produção de caminhões foi próxima a 12,4 mil unidades, registrando acréscimo de 5,2%. As altas mais expressivas ocorreram para os modelos médios (19,4%) e semileves (12,6%). No acumulado do ano, contudo, a queda da produção chega a 24,6%, motivada pela retração tanto no mercado interno como nas exportações. Dos semileves aos pesados, todos os segmentos apresentam recuo de janeiro a outubro ante igual período de 2013.

ÔNIBUS

Motivada por entregas de lotes recentes, a venda de ônibus em outubro aproximou-se de 2,9 mil unidades e registrou alta de 30,9% sobre setembro. No acumulado do ano, porém, as 22,8 mil unidades licenciadas resultam em queda de 15,2%. Até o fim do ano a Anfavea estima entre 27 mil e 27,5 mil emplacamentos de ônibus.

A exportação em outubro somou 591 unidades, registrando leve alta de 2,4%. No acumulado do ano, porém, os 5.472 veículos enviados ao exterior resultam em recuo de 29,4%, comportamento semelhante ao dos caminhões e também motivado pela retração do mercado argentino. A queda nos embarques afetou bem mais os modelos urbanos (-39,9%) que os rodoviários (-6,7%).

A produção de chassis de ônibus em outubro aproximou-se de 2,7 mil unidades, resultando em pequena queda de 3% ante setembro. De janeiro a outubro o Brasil produziu 30,5 mil unidades, 13,3% a menos que em igual período do ano passado.

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