Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Duas Rodas | 21/10/2014 | 15h33

Kawasaki: produção em Manaus já tem cinco anos

Como outras fabricantes, empresa aguarda a recuperação do setor de motos

MÁRIO CURCIO, AB

A Kawasaki comemorou recentemente cinco anos do início da produção de sua fábrica de motos em Manaus e seis de atividades desde que se instalou no Brasil. Ao contrário de outras marcas premium, ela vive um momento de queda acentuada porque suas vendas têm grande dependência de um modelo de média cilindrada, a Ninja 300, cuja demanda foi bastante afetada pela restrição ao crédito.

Em 2011, melhor ano do setor de motos, a antecessora Ninja 250 respondia por 42,4% das vendas. Em 2012, ano de transição para a 300, as duas juntas chegaram a 50% do total de Kawasakis repassadas da fábrica à rede. Atualmente, a Ninja 300 tem 36,6% das vendas totais da marca. Nem só este modelo é atingido pela dificuldade de aprovação das propostas de financiamento: “Os modelos ER6N e Ninja 650 também acabam afetados”, afirma o consultor de marketing da Kawasaki, Ricardo Suzuki.

O executivo afirma que um grande problema das fabricantes de motos de Manaus é a necessidade de planejamento de longo prazo, prejudicada pelas oscilações do mercado. “A empresa foi pega de surpresa com o aumento da restrição ao crédito no fim de 2011 e início de 2012. Já havíamos adquirido os kits (motos desmontadas) para um mercado crescente. Nossa programação é de um, às vezes dois anos de antecedência. Por isso ainda temos motos 2012 à venda”, explica Ricardo Suzuki.

Com o mercado em queda, a rede deixou de crescer: “Temos atualmente 45 concessionárias, o mesmo número há três anos”, afirma. “Deveríamos estar em cerca de 70 revendas”, estima. Ricardo Suzuki cita também o aumento da concorrência, usando como exemplo a chegada da Triumph e ampliação da oferta de modelos Honda. A insegurança dos consumidores pelo momento econômico também estaria adiando a decisão de compra das motos. No momento, a Kawasaki aguarda os desdobramentos da eleição e a definição de um cenário. “Ainda não estamos aumentando nossos pedidos (à matriz). Se o País sair desse círculo vicioso e entrar numa rota ascendente, ainda vai demorar mais um ano para o mercado superar a crise”, crê Ricardo Suzuki.

A fábrica da Kawasaki em Manaus produz apenas motos, mas a empresa também importa e vende no Brasil jet skis e quadriciclos. Antes de inaugurar a própria fábrica, a Kawasaki já havia montado localmente por intermédio da AVA, que deixou de atuar na década passada.



Tags: Kawasaki, Triumph, Honda, Ricardo Suzuki, Ninja 250, Ninja 300, Ninja 650, ER6N.

Comentários

  • Odair

    Diante desse cenário e com a coisa agravada em 2015, existe a possibilidade da Kawasaki parar suas atividades no Brasil? Att Odair

  • César

    Engraçado, o consultor da Kawasaki é o Suzuki! Ficou engraçado demais. Mas o caso é que a rede Kawasaki é bem limitada e a negociação simplesmente não existe. O preço é esse, quer você pague à vista, em dinheiro, com cartão, com troca, com consórcio... Quer andar de moto, pague o preço pedido, compre e fique na sua. Não quer, deixa ali. Assim fica fácil entender porque a rede Kawasaki enxugou em 60% nos últimos 7 anos. E mais ainda, porque a rede têm motos ano 2012 zero quilômetro encalhadas à venda.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência