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Máquinas | 06/10/2014 | 19h19

Anfavea prevê melhora das vendas no último trimestre

Desempenho não deve mudar expectativa de queda para o ano

SUELI REIS, AB

Uma tendência de melhora das vendas de máquinas agrícolas é esperada pela Anfavea para os últimos três meses do ano. O ritmo de crescimento modesto verificado em setembro – que ficou 2,2% acima do volume de agosto, ao somar 6,6 mil unidades – também deve se estender até o fim do ano, mas não a ponto de alterar a projeção de queda da entidade, de 12% sobre 2013, com volume previsto em 73 mil.

Contudo, no acumulado de nove meses, a queda já está bem mais acentuada: ficou 18% abaixo do volume registrado em iguais meses do ano passado, para 52,4 mil, considerando equipamentos agrícolas e rodoviários.

- Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea.

Diante dos resultados, a entidade dá sinais de que uma possível revisão apresentará um volume ainda menor. “No fim de 2013 já prevíamos que o desempenho daquele ano não se repetiria neste: alcançamos o recorde de 83 mil máquinas. Não há nenhum indicativo de problema ou redução de demanda para os três últimos meses do ano, mas acreditamos em um volume próximo ao de 2012 (70,1 mil unidades)”, disse Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea e diretora de assuntos governamentais da AGCO, grupo que reúne as marcas Massey Ferguson e Valtra.

As exportações também recuaram no acumulado até setembro: as empresas registraram vendas 8,1% menores para o exterior na comparação com mesmo período do ano passado. Segundo Ana, a expectativa é de que o movimento melhore no último trimestre, em especial por causa da Argentina.

“Nos últimos dois meses, houve aumento das importações por parte da Argentina e a nossa expectativa é de que haja um bom volume de embarques até o fim de dezembro. Eles aceleraram os processos de importação, mas isso não vai recuperar a perda já estimada em 10% para o ano”, ressalta a executiva.

Ela também afirma que o crescente processo de nacionalização de conteúdo local mantido pelo governo vizinho deve afetar apenas o mix das exportações, sem ajustes nos volumes previstos.

Já para a produção, Ana reafirma que as empresas estão adequando suas linhas de montagem conforme o ritmo das vendas, fator que a executiva atribui à queda de 15,8% no acumulado de nove meses, para 63,8 mil unidades. A Anfavea prevê queda de 13,3% na produção de máquinas sobre o ano passado, para 87 mil.



Tags: Anfavea, máquinas agrícolas, vendas, Ana Helena de Andrade, AGCO.

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