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Honda conclui renovação da linha com o City

Lançamentos | 19/09/2014 | 12h55

Honda conclui renovação da linha com o City

Sedã teve incremento de 2,5% nos preços, que partem de R$ 53,9 mil

GIOVANNA RIATO, AB

Depois de lançar no Brasil as novas gerações do Fit e do Civic, em maio e em julho, respectivamente, a Honda apresenta o City reestilizado. O modelo global chega ao Brasil com a missão de superar as expectativas dos consumidores e retomar o patamar de vendas que o carro tinha antes de a sua produção desacelerar para a chegada da nova versão, entre 3 mil e 4 mil unidades por mês. A meta é ambiciosa para o momento desafiador do mercado brasileiro, que diminuiu 9,7% de janeiro a agosto na comparação com igual intervalo do ano passado.

Para alcançar o objetivo a fabricante se empenhou para tornar o modelo mais atrativo. O irmão menor do Civic teve design atualizado. A ideia, segundo a companhia, foi conferir ao sedã compacto aspecto mais esportivo e reforçar seu posicionamento premium. O resultado é a dianteira com aparência baixa e lanternas traseiras mais horizontais, que invadem a tampa do porta-malas. “Fizemos pesquisa global com usuários para desenvolver o City. Percebemos que no Brasil a expectativa com o carro era alta e os consumidores queriam visual atraente, menor consumo de combustível, desempenho superior, além de espaço e conforto”, detalha o líder global do projeto do modelo, Toshikazu Hirose, que veio ao Brasil para o lançamento do carro, provando a importância do mercado local, um dos cinco maiores para a marca.

No interior, além do desenho mais atraente do console central e do painel de instrumentos, o automóvel ganhou mais espaço. O entre-eixos ficou 55 milímetros maior com o objetivo de entregar espaço interno equivalente ao de um sedã de categoria superior. A altura cresceu 10 mm. A maior diferença do aumento dos tamanhos é percebida pelos passageiros do banco de trás, que ganharam bom espaço para as pernas. “Trabalhamos baseados no conceito MM - máximo para o homem, mínimo para a máquina”, conta Daniel Florentino, líder do projeto do modelo no Brasil. Os ajustes feitos no carro para o mercado local foram realizados no centro de pesquisa e desenvolvimento em Sumaré (SP), inaugurado em fevereiro deste ano com investimento de R$ 100 milhões.

Honda City

PREÇOS E VERSÕES

O City 2015 chega em quatro versões, todas equipadas com motor 1.5 i-VTEC 16V de até 116 cv, equipado com o sistema FlexOne, que dispensa o tanquinho de gasolina para a partida a frio do motor bicombustível. Com a tecnologia, o etanol é aquecido nos próprios bicos injetores. Os preços do carro começam agora em R$ 53.900 na configuração DX, que é equipada com transmissão manual de cinco velocidades. A versão mais básica sai de fábrica com retrovisores, travas e vidros elétricos, sistema de áudio com CD e MP3 player, direção elétrica EPS e ar-condicionado manual.

A partir da configuração LX, com tabela que já salta para R$ 62.900, o carro ganha câmbio automático CVT, que tem sete velocidades virtuais programadas. Nas opções EX e EXL o modelo é equipado com paddle shift – borboletas atrás do volante para a troca de marchas. Os preços no entanto, saltam para R$ 66.700 e R$ 69.000, respectivamente. A gama de equipamentos passa a incluir faróis de neblina, câmera de ré e piloto automático. Internamente, o console central ganha comandos touch screen para o ar-condicionado e sistema multimídia com monitor de cinco polegadas.

A Honda aponta que a nova linha teve incremento médio de cerca de 2,5% nos preços que, segundo a fabricante, é justificado pela inclusão do câmbio CVT e melhorias como o aumento da eficiência energética. Em teste em rota de 100 quilômetros na estrada, no entanto, o modelo não se encaixou exatamente na categoria econômica, com consumo indicado no painel do carro foi de 9 quilômetros por litro.

Apesar dos valores mais salgados, a montadora espera que a maior parte da demanda se concentre entre a versão intermediária LX e na topo de gama, ELX, que devem somar 71% das vendas. A companhia projeta que opção de entrada, DX, só responda por 4% dos negócios e a EX seja responsável pelos 25% restantes.

Honda City



Tags: Honda, City, lançamento, sedã.

Comentários

  • ricardo

    Qual é o consumo real médio ? Caso contrário, perderá vendas para o Novo Logan c Easy-R.

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