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Aftermarket | 17/09/2014 | 19h50

Bosch quer triplicar número de oficinas credenciadas

Objetivo é chegar a 20 mil estabelecimentos na rede até 2020

PEDRO KUTNEY, AB | De Frankfurt (Alemanha)

A Bosch tem objetivo de mais do que triplicar o número de oficinas credenciadas com sua marca no Brasil. A meta é aumentar o número de estabelecimentos dos atuais 6 mil (dos quais 2 mil usam a logomarca Bosch) para 20 mil até 2020, revela Carlos Barbosa, diretor da divisão de aftermarket automotivo da empresa no País. Em visita com parte de sua equipe à maior feira mundial de autopeças, a Automechanika , onde a Bosch ocupa imenso espaço no evento que acontece de 16 a 20 de setembro em Frankfurt, Alemanha, Barbosa quer tirar bons exemplos de como aproveitar o crescimento da frota brasileira para ampliar o faturamento da sua unidade de negócio, que responde por cerca de 15% das vendas. “Estamos em linha com a proporção do negócio para a companhia nas diversas partes do mundo onde atuamos”, explica o executivo.

A Bosch tem 17 mil empregados trabalhando em 150 países na divisão de aftermarket automotivo, que executa o suprimento de 650 mil peças. Em todo o mundo cerca de 200 mil veículos por dia são reparados nas oficinas Bosch Car Service. No Brasil a empresa trabalha com 17 linhas de produtos que somam 25 mil itens ativos para o mercado de reposição, sendo que 50% são os de maior volume, principalmente componentes para freios, baterias, sistema de injeção gasolina/etanol e diesel, elétricos, palhetas de limpadores de vidros e filtros. Cerca de 20% das vendas da unidade são de peças originais para concessionárias, que têm atendimento separado.

O mercado de reposição vem crescendo no Brasil ao ritmo anual de 6% a 7% nos últimos seis anos, mas Barbosa avalia que deverá haver desaceleração, por causa da retração das vendas de veículos novos em 2013 e 2014. “Isso deve impactar o aftermarket logo mais adiante, por isso já estamos refazendo nossas projeções de crescimento. Daqui para frente essa taxa vai ser reduzida”, explica.

TRANFORMAÇÃO

“A cadeia de reposição está se transformando rapidamente no Brasil, ganhando mais capilaridade. Antes fazíamos negócio com distribuidor que vendia para as oficinas, hoje já negociamos com grandes redes de varejo de autopeças”, conta Marcelo Gomes, gerente de vendas da divisão de aftermarket automotivo da Bosch. Ele explica que boa parte desse movimento se explica pela mudança no sistema de cobrança o ICMS, em regime de susbstituição tributária, em que o imposto estadual é recolhido na origem da venda. “Para evitar bitributação muitos dos distribuidores dobraram o número de filiais, o que aumenta a complexidade do nosso negócio”, diz.

Gomes lembra que na última década, com a multiplicação de lançamentos de veículos que trazem sistemas cada vez mais complexos, houve uma explosão no número de partes de reposição no mercado brasileiro. “Precisamos nos adaptar rapidamente a essa nova realidade para manter a expansão dos negócios da divisão”, diz o gerente.

Uma das medidas nesse sentido foi trazer de volta para dentro da empresa o controle da operação de logística de distribuição de peças, que até o ano passado era terceirizada. “Os distribuidores focavam preferencialmente nos componentes de maior valor para aumentar a rentabilidade e com isso nossos clientes podiam ser prejudicados. Agora colocamos para tomar conta disso nosso pessoal, que entende melhor as demandas do mercado, assim já resolvemos 90% a 95% dos problemas que tínhamos”, conta Gomes.



Tags: Bosch, oficinas, credenciamento, autopeças, aftermarket, reposição, Automechanika 2014, Alemanha, Messe Frankfurt.

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