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Indústria | 08/09/2014 | 19h17

Montadoras aumentam aporte para baixar CO2

Inovar-Auto elevará valor injetado de R$ 1,9 bilhão para R$ 5 bilhões

MÁRIO CURCIO, AB

Desde a introdução do Inovar-Auto, há quase dois anos, a soma dos investimentos necessários em tecnologias de aumento de eficiência energética e controle de emissões de CO2 saltou de R$ 1,9 bilhão para R$ 5 bilhões para atender às metas do programa. O cálculo foi mostrado por Vitor Klizas, diretor da consultoria IHS Automotive, drante o II Workshop Os Novos Desafios da Legislação Automotiva, realizado por Automotive Business em São Paulo na segunda-feira, 8.

“Dois por cento de IPI é muito dinheiro, a montadora não pode abrir mão disso”, afirmou Klizas sobre a necessidade de aportes da indústria para atingir e superar as metas do programa de eficiência energética criado pelo governo, para assim ganhar o incentivo fiscal extra.

Segundo Klizas, os investimentos extras podem garantir a adoção de tecnologias de redução de consumo em carros de maior volume (modelos de entrada), já que o Inovar-Auto usa como base uma média ponderada.

O diretor da IHS Automotive demonstra a necessidade real de a indústria local adotar padrões mais rígidos de emissões: “Hoje, nossos parâmetros são semelhantes aos do Japão. Se não baixarem nos próximos anos, só poderemos vender nossos carros dentro de uma ilha chamada Brasil.”

Vitor Klizas recorda que as tecnologias para isso são conhecidas e aponta o start-stop como importante recurso, já que seu custo cairá a partir de 2015 com o aumento de produção local e fornecimento a várias montadoras. Recentemente, o Fiat Uno ganhou esse item em parte da linha 2015 (veja aqui).

Além do start-stop, a injeção direta de combustível, os pneus verdes (de baixa resistência à rodagem), motores com comandos de válvulas variáveis, medidas para redução de atrito (nos rolamentos, por exemplo), direção com assistência elétrica em vez de hidráulica, turbocompressores e novos alternadores também vão contribuir para a redução de emissões.

Em sua apresentação, o consultor abordou os investimentos das montadoras em novas fábricas e linhas de produção e demonstrou que a maior parte dos US$ 20,8 bilhões previstos para o período 2012-2016 está concentrada em fabricantes já instalados no Brasil. “Das novas montadoras serão injetados apenas US$ 2,1 bilhões.”

Klizas recorda que entre 2010 e 2013 a Volkswagen perdeu 2,3% do mercado, a Fiat, 1,3%, a GM, 1,7% e a Ford, 0,8%. “Elas abriram espaço especialmente para as asiáticas”, afirma o diretor da IHS, usando como exemplo os modelos do segmento B como Hyundai HB20, Nissan March e Toyota Etios. Vitor Klizas aposta também no compacto Honda Brio para 2017, embora a montadora descarte produzi-lo aqui, ao menos exatamente como aquele feito no mercado indiano.

Ele recorda que as chinesas Chery e JAC estão chegando, acredita ainda na produção local pela Lifan e recorda que o início da abertura local de novas fábricas manterá o nível de utilização da capacidade instalada no Brasil próximo a 70% até 2018.



Tags: Inovar-Auto, Vitor Klizas, IHS Automotive, Volkswagen, Toyota, Honda, Hyundai, Nissan, Hyundai, Start-Stop, pneus verdes, comando variável.

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