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Mercado | 04/09/2014 | 23h51

Fiat minimiza cenário difícil na América Latina com foco no futuro

Belini aponta zigue-zague do mercado e analisa situação como passageira

SUELI REIS, AB | De Buenos Aires (Argentina)

O difícil cenário do mercado brasileiro de veículos, com aprofundamento da queda nas vendas mês a mês, não assusta a Fiat. Durante o lançamento da linha Uno 2015, Cledorvino Belini, presidente da Fiat Chrysler na América Latina, analisa a conjuntura e avalia a situação como passageira.

“Apesar deste momento de baixa do ciclo econômico, estamos atentos ao futuro, de uma economia com crescimento mais estável. Tem sido assim em nossa história, esse é o zigue-zague da economia, no Brasil e na América Latina”, disse.

O executivo pondera que, mesmo com a retração, a posição da Fiat é melhor do que há 10 anos, período em que dobrou suas vendas no Brasil. Destaca a manutenção da liderança de mercado por 12 anos.

“Nossa posição será melhor ainda nos próximos cinco anos porque a Fiat acredita no Brasil e na América Latina. Em 2018, nossas vendas serão de 1,8 milhão de unidades na região, dos quais 1,1 milhão da marca Fiat, o que representa um crescimento de 43% em cinco anos”, projeta.

Belini ressalta que a conjuntura brasileira passa pelo que ele chamou de “surto de pessimismo”, influenciado pelas expectativas negativas de curto prazo, citando o descontrole fiscal, aumento da inflação e dos juros, o baixo índice de confiança do consumidor e dos investidores. “A consequência são dois trimestres de PIB negativo. Mas essas dificuldades não são novidades para nós, não nos pegou de surpresa. Elas são as causas da recessão técnica que atravessamos neste momento. Claro que gostaríamos de ver a economia crescendo mais rapidamente, mas não se pode negar que há um grande potencial econômico e as muitas oportunidades de negócios a longo prazo”, defendeu.

Munido de expectativas e análises de especialistas, aponta um horizonte pouco menos sombrio, citando estimativa de crescimento de 2% do PIB na América Latina este ano e de 2,6% em 2015, abaixo da média histórica, de 3,1% nos últimos cinco anos, e também abaixo da média da alta do PIB mundial, de 3,3%, puxado pela Ásia. “Mas se olharmos com atenção, a economia latino-americana vem mantendo a média e um dinamismo muito positivo, com taxas de expansão projetadas para este e para o próximo ano que superam as estimativas para Estados Unidos e Zona do Euro no mesmo período.”

Belini defende o planejamento de longo prazo da Fiat na região, que inclui o ciclo de investimento atual do grupo no Brasil, estimado em R$ 10 bilhões, destinado à modernização, novas tecnologias e aumento de capacidade produtiva, com a expansão da unidade de Betim (MG) e da construção de nova fábrica em Goiana (PE), cuja inauguração está prevista para 2015. Ele promete ainda sete novos produtos nos próximos dois anos, dos quais cinco Fiat e dois Chrysler, incluindo o Jeep Renegade, que será o primeiro modelo a sair da linha de montagem pernambucana.

LIDERANÇA NOS COMPACTOS

“O nosso novo Uno, com mais tecnologia e mais conforto representa a materialização dessa nossa ousadia e de acreditarmos no futuro do Brasil e da América Latina.”

Por sua vez, Lélio Ramos, diretor comercial Fiat Chrysler, ressalta a importância do lançamento da linha 2015 do Uno, responsável por 33% das vendas da marca neste segmento e reforça que a empresa está seguindo o caminho para fechar 2014 no mesmo patamar. Dados de emplacamentos mostram que a Fiat encerrou o período acumulado entre janeiro e agosto deste ano com 460 mil unidades vendidas, representando participação de mercado de 21,5%.

“Atingimos este ano a maior diferença histórica com relação ao segundo colocado, com quase 82 mil carros à frente. No segmento do Uno, o de hatches compactos, a Fiat possui 24% de participação. Desde 2010, quando lançamos o novo Uno, vendemos quase 2 milhões de veículos deste segmento e o Uno é justamente um dos modelos mais emplacados. Até hoje já vendemos mais de 550 mil unidades, somente no Brasil, e 40 mil na América Latina.”

O modelo, que a Fiat escolheu apresentar na Argentina, chega à rede de concessionárias no Brasil este mês, mas embarcará para o país vizinho apenas em 2015.



Tags: Fiat, vendas, mercado, Cledorvino Belini, novo Uno.

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