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Eventos | 04/09/2014 | 22h00

Veículos elétricos se reúnem na cidade de São Paulo

Salão simultâneo a congresso atrai grandes e pequenos fabricantes

MÁRIO CURCIO, AB

Ocorre até sexta-feira, 5, no pavilhão amarelo do Expo Center Norte o 10º Salão Latino-Americano e Congresso de Veículos Elétricos. A feira atrai grandes montadoras como Toyota, o Grupo PSA Peugeot Citroën e a Aliança Renault Nissan, fabricantes de ônibus elétricos e híbridos Byd e Eletra e outras empresas que vendem ou montam no País bicicletas e veículos de pequeno porte para aplicação utilitária (como hotéis e campos de golfe, por exemplo).

Com os modelos elétricos Leaf, Kangoo, Twizzy e Zoe que já trouxe, vendeu ou cedeu em comodato no Brasil, a Aliança Renault Nissan afirma ter deixado de emitir na atmosfera cerca de 170 toneladas de gás carbônico (CO2) desde 2012. Sobre as empresas que adquiriram os carros, a gerente para veículos elétricos da Renault no Brasil, Sílvia Barcik, afirma: “Os clientes estão felizes porque o custo de manutenção é 40% menor. Não há troca de velas, óleo, filtros ou correias, por exemplo.”

No primeiro dia do congresso, palestrantes apresentaram projetos adotados no Brasil e outros que serão implantados no exterior, como em Bogotá, que trocará pouco a pouco os coletivos a diesel do sistema BRT por veículos híbridos, a gás e trólebus: “Em 2017 serão substituídos cerca de 600 ônibus; 40% serão elétricos trólebus e o restante estará dividido entre modelos híbridos e a gás”, afirma Nelson Guauque Cruz, subgerente de desenvolvimento comercial da Codensa, companhia energética que atua na Colômbia.

Atualmente não há rede aérea que forneça energia para trólebus em Bogotá e 20 ônibus híbridos circulam como parte de um projeto piloto na cidade. “Em 2017 teremos implantado 42 quilômetros.” Segundo o executivo colombiano, toda a frota a diesel de Bogotá dará lugar a modelos elétricos, híbridos ou a gás até 2021, quando a rede aérea dos trólebus chegará a 74 quilômetros.

A gerente para a América Latina da Organização Não Governamental UITP, Eleonora Pazos, falou a respeito da busca dessa entidade pela redução do peso dos trólebus, otimização de arquitetura e divulgação de atrativos desse tipo de veículo. Os números da UITP revelam que em 301 cidades situadas em oito regiões diferentes do mundo rodam 27,8 mil trólebus.

“Recentemente teve início na Europa o Projeto Zeus (iniciais de Zero Emission Urban Bus System), que reúne 40 sócios europeus, orçamento de € 22,2 milhões e duração prevista de três anos e meio em oito cidades europeias. A intenção é demonstrar a viabilidade, economia e ganhos ambientais e sociais com os ônibus elétricos”, diz Eleonora.

Modelos 100% elétricos do projeto começaram a rodar recentemente em Barcelona, Espanha. São coletivos com 12 metros, para 78 passageiros. Têm autonomia de 200 a 250 quilômetros, segundo a UITP.

PRIMEIRO ÔNIBUS ELÉTRICO ARTICULADO

A Eletra levou à feira pela primeira vez um ônibus articulado totalmente elétrico. O modelo foi encarroçado pela Caio. Utiliza baterias Mitsubishi e está rodando há seis meses com passageiros num importante corredor da Grande São Paulo. Sobre a utilização dos trólebus tradicionais, aqueles que dependem da rede aérea, a gerente comercial da Eletra, Ieda Oliveira, afirma: “O custo por quilometro para implantação de um sistema BRT é de R$ 20 milhões. A instalação da rede aérea sai por R$ 2 milhões por km (ida e volta), já incluída a subestação. Assim, com 10% a mais esse corredor se torna verde.”



Tags: Expo Center Norte, Nissan, Renault, Byd, Eletra, Mitsubishi, Sílvia Barcik, Leaf, Kangoo, Twizzy, Zoe, BRT, Codensa, Eletra, Ieda Oliveira.

Comentários

  • Anuar Jorge

    Em um País que compra energia elétrica e uma estatal elétrica que só da prejuízos infelizmente é um cenário para qualquer Pais menos o Brasil.

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