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VW Fox cobra o preço da modernização

Lançamentos | 19/08/2014 | 22h00

VW Fox cobra o preço da modernização

Carro ganha visual atraente e muita tecnologia opcional

PEDRO KUTNEY, AB

O Volkswagen Fox chega à sua terceira geração bastante modernizado para defender o posto de segundo carro mais emplacado da marca no País, após acumular 1,2 milhão de unidades vendidas no Brasil e 440 mil exportadas para mais de 10 países desde o lançamento, em 2003. “Lançamos esse segmento (compacto de teto alto) aqui, não existia antes”, lembra Thomas Schmall, presidente da subsidiária brasileira da empresa, onde o carro foi desenvolvido sob o conceito do desenho em volta do passageiro, de dentro para fora, para privilegiar o espaço interno.

O novo Fox ganhou design mais refinado, ao estilo Golf 7, e agora tem quatro opções de motorização (dois 1.0 e dois 1.6, incluindo os dois modernos 1.0 e 1.6 da família EA 211) e três transmissões (manual ou automatizada de cinco velocidades ou a nova manual de seis marchas). Também foram incluídas muitas tecnologias de conforto e segurança, como a central multimídia/navegador com tela de 5,5 polegadas sensível ao toque (igual a de modelos importados) embutida no painel e controle eletrônico de estabilidade e tração.

O problema é que poucos terão acesso, pois a maior parte disso só está disponível como opcional para a versão mais cara do carro, a Highline, equipada com motor 1.6 de 120 cavalos (bloco e cabeçote de alumínio), que tem preço básico a partir de R$ 48.490 (câmbio manual de seis marchas) ou R$ 51.790 (automatizado de cinco velocidades), mas com tudo incluído pode custar mais de R$ 53 mil (manual) ou quase R$ 58 mil (automatizado).

Transitando entre um hatchback e um monovolume, até hoje o Fox não tem concorrentes diretos, mas na prática briga no bolo mais disputado do mercado com outros hatches na mesma faixa de preço. Por isso já estava precisando de renovação (a mais recente foi feita em 2009), para tentar estancar sua queda nas vendas, que vinha ajudando a aprofundar a perda de participação da Volkswagen este ano.

Os emplacamentos do Fox caíram 28% de 2012 para 2013, de 167 mil para 130 mil unidades, fazendo o carro descer da quarta para a quinta colocação no ranking dos caros mais vendidos do País. Nos sete meses primeiros meses de 2014 foram emplacados 57,7 mil Fox e ele perdeu mais três posições: fica em oitavo de janeiro a julho. Com a renovação, os executivos de vendas da Volkswagen esperam que o modelo volte a vender acima dos 10 mil por mês. Contudo, os preços cobrados não facilitam essa tarefa.

A versão mais barata Trendline, com motor 1.0 de quatro cilindros e 76 cavalos (etanol) e câmbio manual de cinco marchas, tem tabela de R$ 35,9 mil, incluindo direção com assistência elétrica. Mas esse valor sobe para salgados R$ 41.450 se instalar o módulo com sistema de som, computador de bordo e volante multifuncional, mais o pacote completo de conforto que inclui ar-condicionado, acionamento elétrico dos vidros e travas com controle remoto, entre outros itens de menor serventia.

EVOLUÇÃO

Volkswagen
Traços da dianteira e traseira do novo Fox seguem identidade visual global da Volkswagen e lembram o desenho do Golf 7

O Fox de fato ficou mais atraente por fora e por dentro: ganhou traços da identidade global dos carros da marca, com clara inspiração no Golf 7 quando se olha a linha mais baixa dos faróis na dianteira e as novas lanternas traseiras retangulares horizontais. “Quisemos transmitir um perfil mais baixo ao Fox, para suavizar o teto mais alto e conferir maior esportividade”, explica Luiz Alberto Veiga, diretor de design da Volkswagen. O acabamento interior segue em franca evolução. Os materiais e cores utilizados no painel, portas e bancos parecem melhores do que os aplicados na segunda geração – que já haviam saído da indigência espartana percebida no primeiro Fox.

“Nas clínicas que fizemos antes do lançamento, os clientes perceberam as mudanças para mais luxo e esportividade”, confirma Axel Schroeder, diretor de marketing da Volkswagen. Ele destaca, contudo, que as qualidades antigas continuam no Fox, como o maior espaço interno e altura do teto, vários porta-objetos (17), agilidade no trânsito das cidades, posição de dirigir mais elevada e o banco traseiro sobre trilhos (de série na Highline e opcional nas demais versões), que pode aumentar de 270 para 353 litros o espaço do porta-malas.

Com a adoção da também global arquitetura eletroeletrônica da Volkswagen, o painel do novo Fox ganhou ares dos modelos importados da marca, como Passat, Golf e Jetta. Integram essa arquitetura o volante multifuncional com vários comandos, o visor do computador de bordo no centro do quadro de instrumentos e a central multimídia com tela tátil que inclui navegador, sistema de som e conexão com celular – infelizmente opcional por R$ 3.050 e só disponível na versão topo de linha Highline; para as demais versões existe a opção de rádio/CD/USB/Bluetooth mais simples.

Volkswagen
O interior do Fox melhorou com materiais e acabamento de boa qualidade. O painel (foto maior) pode receber sistema de som e, na versão Highline, a central multimídia com navegador e tela tátil de 5,5 polegadas (no alto, à direita). A abertura da tampa do porta-malas agora é feita com um toque no emblema da Volkswagen.

Outra evolução do novo Fox são os sistemas de segurança ativa, especialmente o ESC, controle eletrônico de estabilidade (comprado da Bosch), que aciona os freios para evitar derrapagens e capotamentos. O sistema agrega uma série de outras funções, como assistente de partida em rampa HHC (mantém o freio acionado por dois segundos para evitar o deslizamento), controle de tração com redução automática do torque do motor quando necessário, além de bloqueio eletrônico de diferencial para evitar perda de tração e assistência de frenagem de emergência, que aumenta a pressão dos freios. A contraindicação é que tudo isso está atrelado ao ESC, só disponível na versão Highline e como opcional, por R$ 1.140 (o pacote inclui também faróis de neblina que acompanham o ângulo do volante para iluminar as cusrvas).

A versão básica Trendline e a intermediária Confortline estão disponíveis com os motores mais antigos da Vokswagen, da família EA 111 com bloco de ferro, quatro cilindros e oito válvulas, o 1.0 de 76 cavalos (etanol) e o 1.6 de 104 cavalos (etanol), ambos com transmissão manual de cinco marchas. A opção Bluemotion, que integra soluções para baixar o consumo, é equipada com o moderno três-cilindros 1.0 EA 211 com bloco e cabeçote de alumínio, o mesmo que equipa o Up!, com 12 válvulas de comando variável e até 82 cavalos (etanol), capaz de levar o carro à máxima de 167 km/h. Já o Fox Highline vem com o EA 211 de 1,6 litro, também de alumínio, de 16 válvulas e quatro cilindros, que gera até 120 cavalos e garante desempenho bastante esportivo na estrada – segundo a Volkswagen vai até 189 km/h. Outra exclusividade do Highline é o câmbio manual de seis marchas, com a última bastante longa, para reduzir consumo. A versão topo de linha também pode receber a transmissão automatizada de cinco velocidades, fornecido pela Magneti Marelli com atuador eletro-hidráulico.

A terceira geração do Fox está mais bonita e, para aqueles que podem pagar, tem possibilidade de ficar bem melhor equipada. Ao menos a boa direção eletroassistida progressiva (fornecida pela NSK) está incluída em todas as versões.

Veja abaixo os preços básicos de tabela do Fox 2015 (a única versão que inclui ar-condicionado de série é a Highline):

• Trendline 1.0 8V (76 cv): R$ 35.900
• Trendline 1.6 8V (104 cv): R$ 39.800
• BlueMotion 1.0 12V (82 cv): R$ 37.690
• Confortline 1.0 8V (76 cv): R$ 38.190
• Confortline 1.6 8V (104 cv): R$ 41.490 (manual 5)
• Confortline 1.6 8V (104 cv): R$ 44.590 (automatizado 5)
• Highline 1.6 16V (120 cv): R$ 48.490 (manual 6)
• Highline 1.6 16V (120 cv): R$ 51.790 (automatizado 5)



Tags: Volkswagen, VW, Fox, terceira geração, lançamento.

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