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Tecnologia | 20/08/2014 | 18h53

Iveco e Coca-Cola fazem testes com caminhão a GNV

Motor reduz custo operacional e também emissões de poluentes

REDAÇÃO AB

A Iveco e a Coca-Cola Femsa Brasil testam um caminhão Tector 170E20 movido a Gás Natural Veicular (GNV) para entrega de bebidas. Segundo a fabricante do veículo, a tecnologia do motor desenvolvido pela FPT Industrial permite redução de emissões de poluentes, principalmente NOx, partículas, CO2 e economia de custo operacional, pois o caminhão tem autonomia de até 300 quilômetros.

Os testes fazem parte de um projeto da Iveco realizado desde 2011 com diferentes empresas, contando com dois veículos leves GNV da família Daily, dois Tector 17 toneladas, preparados para coleta de lixo, um ônibus GNV e um Tector GNV alimentado com biometano.

O engenheiro sênior de produto, Fábio Nicora, responsável pela área de Inovação da Iveco, destaca que, quando comparado com o mesmo caminhão a diesel, o modelo a GNV gera reduz em 86% a emissão de NOx, em 77% as partículas e em 25% o CO2. “Essa tecnologia é popular na Europa na coleta de lixo e no transporte por ônibus urbanos.

A tendência é de que o Brasil siga esse caminho nos próximos anos, com o aumento da frota de caminhões e ônibus GNV," diz o engenheiro.

O Tector da Coca-Cola Femsa começou a rodar durante a Copa das Confederações 2013. Depois foi utilizado em outras regiões da cidade e voltou a abastecer o estádio na Copa do Mundo.

Um dos benefícios adicionais desse tipo de combustível quando aplicado ao transporte é a redução de ruído, seis decibéis a menos quando comparado com o motor diesel. Ainda segundo a Iveco, o caminhão tem sistema de armazenamento formado por seis cilindros de alta pressão, que comportam até 126 metros cúbicos de gás. Isso permite autonomia entre 200 e 300 quilômetros, dependendo da aplicação.

O implemento para bebidas leva oito pallets (oito toneladas). Desenvolvido e fabricado pela FPT Industrial, o motor NEF 6 GNV, com 5,9 litros, tem injeção de combustível multiponto, sistema de aceleração eletrônico Drive by Wire e sistema de controle em malha fechada, além de turbocompressor com válvula de controle Waste Gate e intercooler. Desenvolve 200 cavalos, tem torque de 66,3 mkgf, sistema de diagnose de falhas, atende o padrão de emissões Euro 5 e permite intervalos de manutenção de até 40 mil quilômetros.



Tags: Iveco, Tector, Coca-Cola, Femsa, GNV, biometano, Fábio Nicora, Copa das Confederações, Copa do Mundo.

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