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Scania desenvolve caminhão para aeroportos

Negócios | 15/07/2014 | 17h30

Scania desenvolve caminhão para aeroportos

Secretaria da Aviação Civil adquiriu 64 veículos para combate a incêndios

CAMILA FRANCO, AB

Diante da retração nos licenciamentos de pesados no País, motivada pelo enfraquecimento da economia (leia aqui), a Scania aproveita a expertise com produtos customizados para fechar novos negócios. A empresa acaba de entregar um primeiro lote de 33 caminhões de combate a incêndio aeroportuário, modelos P 440 4x4, desenvolvidos em parceria com a Lavrita Engenharia, para a Secretaria de Aviação Civil. Outros 31 deles, que ainda estão sendo montados com 85% de peças nacionais, vão ser fornecidos até o fim do ano. Mais caminhões estão sendo negociados com a Secretaria e deverão chegar ao total de 80 unidades. Cada um deles custou cerca de R$ 1,6 milhão.

Durante cerimônia de entrega do primeiro lote de caminhões, na terça-feira, 15, o ministro da aviação civil, Moreira Franco, contou que a aquisição dos veículos faz parte do programa nacional de investimento em logística, que pretende levar a aviação comercial às áreas mais isoladas do Brasil. Hoje, cerca de 170 aeroportos nacionais são homologados para voos domésticos. O plano visa homologar mais 270 deles que não operam comercialmente, o que significa modernizá-los com novos equipamentos, como a adesão de um a dois caminhões de bombeiros.

De acordo com Rogério Rezende, diretor de assuntos institucionais e governamentais da Scania Latin America, a empresa foi a escolhida porque é a única a montar atualmente no Brasil caminhão 4x4 que atende normas nacionais e internacionais de combate a incêndios em aeroportos. A empresa já produzia este tipo de caminhão na Suécia. Convencida pela Lavrita e com o aumento da demanda nacional, decidiu trazer a tecnologia para o Brasil.

“Desenvolver este caminhão com a Lavrita é motivo de orgulho para a Scania. Mundialmente oferecemos soluções de transporte completas de produtos e serviços par aplicações especiais e customizadas. Este fornecimento no Brasil reforça o nosso compromisso com o entendimento das necessidades dos clientes”, comenta Rezende.

Wilson Molina, diretor técnico da Lavrita, explica que a empresa especializada na montagem de equipamentos especiais venceu a licitação em 2009 e procurou a Scania para fabricação dos chassis e cabines e a austríaca Rosenbauer para fornecimento das bombas de água e de canhões monitores. O acordo, segundo o executivo, envolveu R$ 101,7 milhões para a fabricação inicial dos 64 caminhões.

O CAMINHÃO

Os chassis P 440 4x4 offroad entregues aos aeroportos têm 85% das peças nacionais. As bombas de água e canhões produzidos pela Rosenbauer na Áustria são os únicos itens importados. Os veículos são equipados com motor Scania de 13 litros e 440 cavalos de potência, transmissão automática da Allison com divisor eletrônico de potência, formato de joystick e tomada de força, além sistemas de freios com ABS/EBS. Com eles, é possível extinguir totalmente um incêndio mesmo em movimento. Vão de 0 a 80 km/h em menos de 35 segundos e atingem a velocidade máxima de 113 km/h com carga de até 20 mil quilos.

O seu reservatório de água comporta até 6,1 mil litros; o de espuma, 780 litros; e o de pó químico, 200 quilos. A vazão da bomba de água é de 5,5 mil litros por minuto. Enquanto cada um dos dois canhões monitores disparam 4 mil litros de água, espuma ou pó químico por minuto em alcance de até 70 metros.

A Scania demorou dois meses para fabricar chassis e cabines desses 64 caminhões. A empresa tem capacidade para produzir dois deles por dia. A Lavrita, com os seus 260 funcionários, é capaz de adaptar em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) 15 deles em um mês. A vida útil destes caminhões nos aeroportos é de 20 anos.



Tags: Scania, caminhões, bombeiro, vendas, Lavrita, Rosenbauer, aeroportos, Moreira Franco, Rogerio Rezende.

Comentários

  • Jorge Pimentel de Morais

    Pena que essa tecnologia (NÍVEL INTERNACIONAL), DESENVOLVIDA POR EMPRESAS SÉRIAS E COMPETENTES, não possa estar disponível para todos. Em nossas cidades, vemos veículos PRIMITIVOS, CUJO SISTEMA OPERACIONAL É O MAIS BARATO, INDEPENDENTE DOS RESULTADOS QUE ENTREGA!

  • Aristeu Soares Baboza

    Belo texto, que bom expor ao publico essa noticia << mais a Lavrita não é a única a montar >> pois temos a TRIEL HT em Erechim RS que esta montando e com muita propriedade e tecnologia - Foram diversos os lotes e outros em andamento, como deve ser do conhecimento de todos!!! Gostaria muito de ver uma reportagem como essa, tratando do mesmo assunto sem discriminação!!!! Grato, Aristeu S Barboza

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