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Mercedes passa a MAN no 1º semestre

Mercado | 04/07/2014 | 22h30

Mercedes passa a MAN no 1º semestre

E Volvo tira a Ford da terceira posição do ranking de caminhões

PEDRO KUTNEY, AB

A queda generalizada do mercado de caminhões na primeira metade do ano, com retração média de 12,2% em relação ao mesmo período de 2013, provocou uma revolução no topo do ranking das marcas mais vendidas. No primeiro semestre, líder e vice-líder trocaram de lugar: a Mercedes-Benz subiu à primeira colocação, deixando a MAN/VW na segunda. E o tradicional terceiro lugar ocupado por anos pela Ford agora foi conquistado pela Volvo.

Foi um semestre duro, em que as vendas demoraram a acontecer, primeiro por falta de financiamento do BNDES/PSI e, depois, pela retração da economia. A Volvo foi uma das duas únicas marcas a apresentar crescimento entre as 10 mais vendidas. De resto, Mercedes e Sinotruk tiveram retração abaixo da média do mercado e todas as outras seis amargaram quedas acima da média. Das 10, que representam 99,6% do mercado, só três conseguiram conquistar participação, todas as demais perderam market share.

Subindo ao topo do ranking, a Mercedes-Benz teve queda de 5,5% nas vendas nos primeiros seis meses do ano, mas desbancou a MAN/VW porque ganhou 1,9 ponto porcentual de participação, para 26,85%. A atuação forte nas duas pontas do mercado, pesados e semileves, vem rendendo frutos.

Em contrapartida, com presença inexistente em semileves e fraco desempenho com seus pesados, as vendas da MAN/VW caíram bem mais: 16,3%. Com isso, a marca perdeu 1,27 ponto de share e desceu para a segunda posição do ranking, com 26% de participação.

Com forte presença no segmento de pesados, o menos afetado pela queda nas vendas de caminhões, além do bom desempenho de seu modelo semipesado, a Volvo conseguiu galgar duas posições no ranking semestral, subindo da quinta para a terceira posição, com ganho de 2,23 pontos porcentuais de share, o maior do período. Suas vendas cresceram 3,3% em meio à crise e a marca ainda ficou com 14,9% de participação de mercado.

Logo atrás, a Ford perdeu sua tradicional terceira posição e caiu para a quarta, com queda de 14,31%. Foi perdido 0,32 ponto de share, que desceu para 12,9%. A linha Cargo extrapesada ainda não emplacou e o resto da gama está encaixada nos segmentos de maior declínio.

A Scania não conseguiu aproveitar em nada o momento de safra para vender seus pesados. Apresentou a maior queda percebida entre as dez marcas mais vendidas no semestre, com tombo de 28,3%, e também teve a maior perda de share, de 2,38 pontos, reduzindo sua participação para 10,5% e descendo da quarta para a quinta posição do ranking.

Outra que na comparação semestral caiu uma posição, da quinta para a sexta, foi a Iveco, que registrou queda de 20,7% nas vendas do período e cedeu 0,71 ponto de participação, ficando com 6,55%.

Todas as demais marcas de caminhões venderam menos de mil veículos no primeiro semestre. A International, graças à conquista de licitação pública para fornecimento de quase mil unidades de seu modelo semipesado Durastar, teve o maior crescimento de vendas do período (177%) e assim conseguiu seu primeiro ponto porcentual cheio de participação no mercado brasileiro, fechando o semestre com ganho de 0,81 e share de 1,2%.

O restante das marcas tem menos de 1% das vendas de caminhões no País. A Agrale, mesmo com recuo de 20,9% nos emplacamentos do semestre, permaneceu com share estável de 0,29% e, ainda assim, subiu da nona para a oitava posição.

A chinesa Sinotruk também subiu uma posição, da décima para a nona. Teve retração de 9,9% nas vendas, mas ficou com sua participação estável em 0,25% do mercado.

A Hyundai, apenas vendendo seu estoque de caminhões médios HD, subiu da 11ª para a décima posição do ranking. Mesmo com substancial declínio de 41,6% nas vendas do semestre, a participação praticamente não variou, ficou parada em 0,16%.

Ranking



Tags: Mercado, ranking, vendas, Mercedes-Benz, MAN, VW, Ford, Volvo, Scania, Iveco, Agrale, International, Sinotruk, Hyundai.

Comentários

  • Antonio Carlos Sencio Paes

    É interessante destacar que embora o Governo tenha mantido o programa PSI com 6% de juros ao ano que podemos afirmar que será menor que a inflação resultante em " inflação garantida em 6% e sem juros ou com juros de 6% sem inflação" somado a boa safra, redução sensível nos preços de aquisição tanto do caminhão como dos equipamentos não motivou os clientes às compras. Acredito que se estas oportunidades não geraram vendas o problema deverá estar na logística do transporte + queda no valor dos fretes e nos procedimentos fiscais, pelos ministérios do Governo, fiscal, trabalhista e responsabilidades civil no próprio transporte da mercadoria e do condutor. Já se comenta em apagão no transporte.

  • João Silvano da Rocha Loures Pacheco

    Meu Caro Antonio Carlos, Concordo com você, no entanto em minha opinião, o fator preponderante para o comportamento do mercado é a incerteza em relação à nossa política econômica. O atual governo tem tido uma administração catastrófica neste campo, e a perspectiva da re-eleição e continuidade desta política mantém o mercado retraído. A possibilidade de um 2º turno e de mudança nos ministérios da área irão, certamente, gerar um otimismo e maior abertura em nossos negócios. É esperar para ver.

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