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Trabalho | 27/06/2014 | 18h58

Caminhoneiros têm a pior saúde entre os profissionais

Dos 10 setores pesquisados, transporte tem mais distúrbios, aponta SulAmérica

REDAÇÃO AB

Caminhoneiro é o profissional do ramo de transporte com mais problemas de saúde, aponta o Estudo Saúde Ativa - Ramos de Atividade Econômica, realizada pela SulAmérica. Segundo o estudo, que ouviu 2.735 pessoas de 30 a 39 anos e de 14 empresas diferentes do ramo, a maior incidência deste profissional é a presença de colesterol alto, verificado em 15% dos entrevistados.

Sobrepeso e obesidade apareceram como os maiores índices dentro o ramo de transporte, com 49,8% e 63,4%, respectivamente, sendo este último acima dos 51% estimados pelo Ministério da Saúde. A pesquisa, que considerou profissionais dos segmentos terrestre, aéreo e aquaviário, mostrou que os índices de sedentarismo alcançaram elevadas taxas em todas as áreas, entre 54,6% a 69,5%, o que indica que mais de 50% dos entrevistados não pratica exercícios, estatística 20% superior ao dado mundial.

“Esse resultado pode ser atribuído, em grande medida, aos reflexos das condições de trabalho dos motoristas profissionais, que costumam passar longos períodos longe da família e em solidão, dormindo poucas horas por dia quando viajam. Falta de infraestrutura rodoviária e estímulos pecuniários para a diminuição do tempo de entrega da mercadoria, muitas vezes envolvendo cargas perigosas, são fatores que também contribuem para o desencadeamento de alterações das condições de saúde do indivíduo”, ressalta o superintendente de gestão de saúde, Gentil Alves.

Apesar dos dados negativos, a categoria de caminhoneiros apresentou taxa de estresse moderado ou alto de 29,5%, o segundo nível mais baixo deste quesito entre todas as atividades econômicas. O estudo avaliou mais de 15 dados, como pressão arterial, consumo de álcool, sedentarismo, prevenção de câncer, estresse, tabagismo, glicemia, colesterol, IMC entre outros.

Entre os ramos pesquisados, além de transportes, estão comércio, indústria da transformação, atividades administrativas, atividade financeira, construção, informação e comunicação, saúde e sindicatos ligados às áreas de cultura, arte e política. No total, a pesquisa entrevistou 40 mil pessoas de 240 empresas. A SulAmérica investiu R$ 25 milhões para a realização do estudo.



Tags: Caminhoneiros, transportes, saúde, SulAmérica.

Comentários

  • Jorge Pimentel de Morais

    Aqui está uma das razões dos altos níveis de acidentes que envolvem caminhões.

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