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Conjuntura | 30/05/2014 | 20h15

Medidas para alavancar investimentos estão fora de cogitação, diz Mantega

Fazenda descarta a criação de um fundo garantidor de crédito

REDAÇÃO AB COM AGÊNCIA BRASIL

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou na sexta-feira, 30, o desempenho econômico do Brasil no primeiro trimestre deste ano. Os números mostram que os investimentos no País caíram 2,1% de janeiro a março na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Segundo o ministro, a retração nos investimentos foi o fator que mais impactou no baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que avançou só 0,2% na comparação anual. Mas também foi acompanhado por queda de 0,1% no consumo das famílias (primeira redução desde o terceiro trimestre de 2011), além de recuo na concessão de crédito por motivos como uma taxa básica de juros maior este ano.

As exportações também tiveram redução no primeiro trimestre de 2014, na comparação com o último do ano passado, de 3,3%. Ao mesmo tempo, as importações subiram 1,4%, o que também prejudicou o desempenho do PIB.

Mantega lembrou que a demora para a regulamentação da linha de financiamento Finame, do BNDES, que só ocorreu em 26 de janeiro, impactou fortemente as compras de bens de capital, como máquinas, veículos comerciais e equipamentos, que são componentes dos investimentos.

“A regulamentação do BNDES demorou e, somado a isso, as famílias tiveram dificuldades para consumir por causa da alta inflação e de crédito escasso. Com o consumo fraco, os estoques de produtos aumentaram e as empresas reduziram os ritmos de investimentos”, comentou Mantega.

Para o segundo semestre, o ministro acredita que alguns desses fatores, como a alta inflação e a volatilidade internacional, não estarão presentes. “Isso significa que vamos devolver o poder aquisitivo para as famílias, que a taxa de inadimplência deverá cair (em 3% é uma das mais baixas dos últimos anos) e que os bancos vão liberar mais crédito, ajudando a voltar o aumento dos investimentos.”

Mantega prefere não fazer projeções para o ano, por enquanto. “Este é apenas o primeiro trimestre. Em janeiro tivemos dificuldade para liberar crédito, mas isso já foi reconstituído. O BNDES já está liberando recursos em seu ritmo normal, em nível alto. E as perspectivas são de crescimento do investimento nos próximos anos. O governo não pretende tomar nenhuma medida neste momento para aumentar os investimentos. Já há estímulo suficiente, como o crédito barato e em condições convenientes para o desenvolvimento brasileiro. O que precisamos é a recuperação do consumo.”

Mantega descartou, por enquanto, a criação de um fundo garantidor de crédito, mesmo para o setor automotivo, que foi um dos maiores prejudicados no primeiro trimestre do ano pelo ritmo da economia.



Tags: Guido Mantega, ministro, PIB, economia, consumo, crédito, inflação.

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