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Abeifa: queda de 5,3% no 1º quadrimestre

Mercado | 13/05/2014 | 16h52

Abeifa: queda de 5,3% no 1º quadrimestre

Para a entidade, problema não é falta de crédito, mas redução da demanda

GIOVANNA RIATO, AB

A Abeifa, que representa importadores e fabricantes de veículos, divulgou os resultados de seus associados no primeiro quadrimestre de 2014 durante coletiva de imprensa na terça-feira, 13. As vendas diminuíram 5,3% entre janeiro e abril, para 32,9 mil unidades. O volume garantiu à entidade participação de 3,1% no mercado brasileiro.

Considerando apenas abril, as marcas da entidade emplacaram 7,7 mil automóveis e comerciais leves, com evolução de 3,7% na comparação com março e retração de 29% sobre o mesmo período de 2013. “O crescimento na base mensal aconteceu apenas porque março foi muito fraco”, explica Marcel Visconde, presidente da Abeifa.

A entidade aponta que houve redução da demanda principalmente por modelos com preço de até R$ 100 mil. As empresas associadas venderam 16,9 mil unidades nessa categoria no primeiro quadrimestre, com retração de 14,1% na comparação com igual intervalo do ano passado. Enquanto isso a demanda por veículos de luxo, de R$ 100 mil a R$ 300 mil, subiu 6,2%, para 15,2 mil carros. O interesse do consumidor por modelos com preço superior a R$ 300 mil também cresceu, com aumento das vendas da ordem de 5,5%, para 1,2 mil automóveis.

DEMANDA EM BAIXA

Ao contrário da Anfavea, associação que representa apenas os fabricantes de veículos, a diretoria da Abeifa não acredita que o aumento da liberação de crédito será a saída para alavancar as vendas no mercado nacional. Segundo a entidade, o problema é falta de demanda. “Tivemos um janeiro forte por causa do estoque de veículos com IPI reduzido do ano passado, mas, depois disso, tivemos queda média de 10%. Não há um aperto de crédito na comparação com o ano passado que possa explicar isso”, avalia Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors no Brasil.

Ele pondera que as vendas caíram ainda mais do que aparece nas estatísticas porque as entregas diretas feitas a locadoras de veículos ficaram aquecidas com a proximidade da Copa do Mundo. “O varejo sofreu tombo ainda maior”, avalia. O executivo acredita que, dependendo de como o evento esportivo vai afetar as vendas com os feriados nas cidades-sede, é possível esperar que o mercado doméstico encerre o primeiro semestre com queda de 6%.

Visconde, presidente da Abeifa, concorda que a redução da demanda não será resolvida com o afrouxamento da oferta de crédito. “Essa seria uma medida de curto prazo. Precisamos de um conjunto de ações de longo prazo. Não existe nenhum colapso na oferta de crédito na comparação com o ano passado” O dirigente avalia que o clima de incerteza tem afetado os consumidores. “Sem confiança no cenário econômico as pessoas não investem em um bem durável”, ressalta.

Diante disso a Abeifa reduziu a projeção para este ano. A entidade apostava que as marcas associadas venderiam 120 mil unidades. Após o fraco resultado do primeiro quadrimestre do ano, no entanto, a organização espera agora manter o mesmo patamar do ano passado, de 111 mil veículos emplacados.



Tags: Abeifa, vendas, importadores.

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