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Legislação | 12/05/2014 | 20h30

Montadora pressiona e Contran adia rastreador nos veículos

Fornecedores reclamam investimentos perdidos de R$ 400 milhões

PEDRO KUTNEY, AB

Atendendo uma solicitação da presidente Dilma Rousseff ao Ministério das Cidades, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou na semana passada mais uma vez a inclusão obrigatória de rastreadores nos veículos vendidos no País, norma que estava prevista para entrar em vigor a partir de 30 de junho próximo, após vários adiamentos desde a criação da medida, em 2007. A obrigatoriedade foi postergada por mais 24 meses, segundo a Resolução 485 do Contran publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 8.

Dilma teria aceitado o argumento de que o equipamento deve ser opcional e atendeu ao pleito das montadoras, feito em reunião no fim de abril. Os fabricantes alegaram que a medida iria encarecer desnecessariamente os carros, o que poderia aprofundar ainda mais a queda nas vendas. Outra argumentação que pesou a favor das montadoras é de que o rastreador viria desativado e o consumidor precisaria comprar o serviço de rastreamento para fazer o sistema funcionar. Assim muitos iriam adquirir o produto sem de fato usá-lo.

Quem não gostou nem um pouco do novo adiamento foram os fornecedores de rastreadores. Segundo calculam fontes ligadas ao setor, os fabricantes do equipamento no País estavam investindo quase R$ 400 milhões para desenvolver produtos e linhas de produção, com o objetivo de atender à demanda extra que seria gerada pela obrigatoriedade de instalação em todos os veículos.

No fim de 2013, usando o mesmo argumento do aumento de preços, as montadoras tentaram adiar a obrigatoriedade de inclusão de airbags frontais e freios com ABS em 100% dos veículos vendidos no País a partir de janeiro deste ano. Daquela vez, no entanto, por se tratar de equipamentos de segurança, houve reação negativa de entidades da sociedade civil e o Contran barrou a tentativa de prorrogação. Desta vez, como não houve manifestações contrárias conhecidas, os rastreadores foram novamente empurrados para frente.



Tags: Rastreador, Contran, Ministério das Cidades, investimento, Resolução 485.

Comentários

  • Daniel Camillo

    Como esse tipo de atitude do governo, de postergar a inclusão de itens de acordo com a pressão de determinados setores, os empresários não tem nenhum tipo de segurança em fazer investimentos no país. Foi assim com o adiamento da introdução do EuroV, Airbag, ABS,....

  • Rafael

    Rídiculo como o governo ainda fica adiando isso, já deveria ter sido cancelado há tempos, além de ter a reclamação das montadoras em relação ao custo do produto, nós não temos infra-estrutura de telecomunicações que cubra todo o território nacional , ou seja em alguns casos ter ou não o rastreador não ajudaria em nada. O governo deveria gastar tempo/dinheiro com coisas muitos mais úteis de verdade, pois quem quer serviço de rastreamento do veículo irá pagar por isso sem problemas em qualquer empresa prestadora do serviço.

  • Vinicius Paim

    É ridículo que se pense e se obrigue a colocar rastreadores em 100% dos carros fabricados, pois de uma forma bem simples qualquer ladrão saberia onde o tal equipamento se encontra dentro de cada modelo de carro, conseguindo facilmente burlar o sistema. é simplesmente inútil ter um rastreador padrão, e a médio prazo não iria diminuir roubos, iria haver somente uma especialização maior por parte dos ladrões, para burlar o sistema.

  • Guest

    Bom, e o extintor de incendio mais caro que ninguem usa que entra em vigor em 2015 ninguem fala nada.... e detalhe... alem dos veiculos novos, os veiculos em circulação tbm sao obrigado.... PARABENS PT pelo deserviço

  • Edison

    Realmente é lamentável que o desevolvimento do pais seja em tecnologia, educação ou qualquer outra area esteja atrelado a interesses politicos do comando. Enquanto paises desenvolvidos fornecem ao seu povo condições e produtos de qualidade, nos ainda engatinhamos rumo ao "progresso" empurrando para depois.

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