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Mercado | 22/04/2014 | 20h20

Carcon prevê queda na produção de veículos

Haverá retração na fabricação de leves e de pesados no Brasil e na Argentina

REDAÇÃO AB

A produção de veículos leves, que encerrou 2013 com 3,49 milhões de unidades no Brasil e 780 mil na Argentina, deverá cair este ano em ambos os países. É o que aponta estudo preparado pelas consultorias Carcon Automotive e LMC Automotive especialmente para Automotive Business, e que passa a ser atualizado mensalmente neste portal (veja o estudo completo com dados do Brasil e América do Sul aqui). Todas as projeções foram revisadas para baixo.

Segundo a análise, a nossa produção deve sofrer retração para 3,48 milhões de unidades, 100 mil a menos do que o volume entregue pelas montadoras no ano passado. No país vizinho a queda será ainda mais acentuada, de cerca de 150 mil veículos, chegando a 630 mil unidades.

Mas em 2015 a produção brasileira de veículos leves deverá voltar a crescer, apontam Carcon e LMC, para 3,65 milhões de unidades. A capacidade produtiva da indústria automotiva nacional deverá ultrapassar a barreira dos 4 milhões de veículos leves em 2017, quando a Argentina ainda não terá ultrapassado as 800 mil.

As vendas de veículos leves, por sua vez, não serão recorde no País este ano, como esperava a Anfavea, a associação dos fabricantes. O estudo indica o licenciamento de 3,44 milhões de unidades em 2014, o que representa 130 mil a menos do que o entregue no ano passado. Em 2015, as vendas poderão crescer para 3,59 milhões de veículos. E em 2018, poderão atingir 4,26 milhões de unidades. Na Argentina, deverão ser licenciados 660 mil veículos leves em 2014 e cerca de 800 mil em 2018.

CAMINHÕES

A produção de caminhões também vai desacelerar fortemente em 2014. As consultorias preveem que as linhas vão fabricar 157,5 mil caminhões em 2014, 30 mil a menos do que no ano passado, quando produziram mais de 187 mil unidades. Em 2015, a produção de caminhões deverá ficar em torno de 160 mil unidades e, em 2016, não deve ultrapassar 165 mil. Não há expectativas de que a produção nacional de caminhões volte ao nível de 2011, quando ultrapassou as 220 mil unidades.

A Carcon e a LMC explicam que os estoques altos e a queda nas exportações à Argentina, de 38% no último trimestre, levaram as montadoras a adotar paradas na produção, além de medidas de efeito rápido para contenção da produção dos pesados.

As vendas dos pesados já estão sentindo reflexos negativos. Se em 2013, mais de 154 mil deles foram emplacados; em 2014 não deverão passar de 140 mil, isso porque os financiamentos pelo Finame/PSI simplificado só voltaram a acontecer a partir de a primeira semana de abril. E mesmo com IPI reduzido a zero e Finame com taxa de 6% ao ano, as vendas continuam fracas. Em 2016, elas deverão se aproximar das 145 mil unidades, segundo o estudo.



Tags: Carcon, LMC, produção, vendas, mercado, Brasil, América do Sul, Argentina, indústria, projeções.

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