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Duas Rodas | 15/04/2014 | 16h21

Dafra consolida 3º lugar no mercado de motocicletas

Fabricante utiliza vários fornecedores e também terceiriza operações

MÁRIO CURCIO, AB

Na década passada, com um investimento de R$ 100 milhões em Manaus, o Grupo Itavema construiu em Manaus uma fábrica de motos e a marca Dafra. A empresa começou a produzir no segundo semestre de 2007, viveu o bom momento do setor em 2008, sobreviveu ao período de escassez de crédito em 2009 e ao período ruim que o mercado de duas rodas vem enfrentando desde 2012, também pelo rigor na aprovação de financiamentos.

Uma chuva de fornecedores compõe a linha Dafra: só de chineses tem Lifan, Zongshen, Haojue e Jianshe. Há ainda a sul-coreana Daelim, a indiana TVS e a Taiwanesa SYM. A empresa também nacionaliza e revende as motos italianas MV Agusta e em algumas semanas começará operação semelhante com a austríaca KTM. A planta de 35 mil metros quadrados de área construída é utilizada ainda por BMW e Ducati, que montam ali alguns de seus modelos vendidos no Brasil.

Durante o lançamento do scooter Maxsym 400i (veja aqui), Automotive Business entrevistou o presidente da Dafra, Creso Franco.

Automotive Business – A Dafra ainda comportaria outras operações terceirizadas se fosse preciso?

Creso Franco - Sim. Espaço sempre tem, mas para quem? Todas já estão aqui! (a brincadeira de Franco faz sentido pela entrada de operações recentes no Brasil como Triumph, Benelli e a própria a KTM, que ele vai gerir).

A Dafra parece consolidar a terceira posição em volume de emplacamentos, à frente da Suzuki, mas perdeu participação se compararmos o primeiro trimestre deste ano com o de 2013 (queda de 1,73% para 1,49%).

O mercado caiu 15,6% de 2011 para 2012 e outros 7,4% em 2013. Mas, para empresas com menor participação de mercado, esse movimento de queda é muitas vezes de 100%.

A Dafra monta e vende três motos urbanas de 150 cc (Speed, Apache e Riva) compradas de fornecedores diferentes. Tem espaço para todas elas?

Há algumas regiões que demandam motos mais baratas, por isso há produtos diferentes. Mas acredito que com esses modelos a Dafra contribuiu para a evolução do mercado. A Honda atualizou o design de suas motos e adotou painel digital depois que nós introduzimos essas mudanças.

Em dezembro de 2013 o Contran publicou a resolução 465, que estabelece características e regras de uso de bicicletas elétricas. A Dafra continuará atuando nesse segmento?

A Dafra vende hoje cerca de 400 bicicletas por mês. É um mercado pequeno, mas importante e que tende a crescer. Em menos de 30 dias lançaremos um modelo cujo conceito resulta em alto torque, baixo consumo de energia e autonomia de até 70 quilômetros a cada recarga.



Tags: Dafra, Lifan, Zongshen, Haojue, Jianshe, Daelim, TVS, SYM, BMW, Ducati, KTM, Maxsym, Creso Franco, Triumph.

Comentários

  • Feliciano JR

    Acho ótimo o mercado ser aberto e o consumidor ter mais opções de compra ! porém se as empresas chinesas não tiverem uma associação ou apoio de banco chinês ou mesmo brasileiro , não irão conseguir sobreviver no Brasil , e a Honda por exemplo continuará nadando de braçada !! já que eles sim tem o banco Honda e acabam aprovando as fichas da "carroçada" Sundown motos , Kasinski , não sobreviveram e em breve a Traxx que só está viva por vender motos de baixa cilindrada 50 cc que não precisam de habilitação em muitas regiões do Brasil e principalmente nordeste , e sendo assim, baixa cilindrada , baixo preço , não dependem de bancos para aprovação de créditos.

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