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Exportações têm queda de 32,7% no trimestre

Mercado | 04/04/2014 | 20h29

Exportações têm queda de 32,7% no trimestre

Restrições na Argentina prejudicam embarques do setor

SUELI REIS, AB

A queda de 34,7% das exportações de veículos no primeiro trimestre sobre igual período do ano passado, para pouco mais de 75 mil unidades, acendeu a luz amarela do setor a respeito de sua relação com a Argentina, para onde as montadoras instaladas aqui destinam quase 80% do total de seus embarques. O resultado é reflexo direto das restrições impostas pelo país vizinho às importações.

-Veja aqui os dados da Anfavea

Durante a divulgação dos números do setor na sexta-feira, 4, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, informou que no sábado, 29 de março, os dois governos assinaram um memorando de entendimento que aponta para “um horizonte melhor” e que em até 10 dias os países começam a conversar sobre como melhorar suas operações comerciais.

“Nossa relação com a Argentina não é só comercial, não nos interessa só comprar ou vender, mas de aumentar nossa integração produtiva. Somos interdependentes e buscamos um acordo que permita continuar abastecendo as vendas e linhas de montagem de ambos os países.”

O executivo, que traz informações do governo brasileiro, diz que será criada uma comissão de monitoramento do acordo que deverá ser selado entre os dois países. “Em abril ainda não, mas seguramente em maio teremos um cenário mais positivo.” Moan acrescentou que o período mais grave da crise cambial na Argentina já passou, que se concentrou no primeiro trimestre e que o setor espera retomada das importações por parte do país vizinho, que deve começar pelo agronegócio, com a compra de grãos produzidos aqui.

Muitas das montadoras instaladas no Brasil têm a Argentina como estratégia de produção para atuar nos dois mercados, principalmente no segmento de automóveis, montando plataformas complementares e produtos diversificados, além do envio e compra de autopeças tanto para a indústria como para o mercado doméstico de reposição.

Neste cenário de reviravoltas nos três primeiros meses do ano, as exportações de veículos leves caíram 34,7% contra igual intervalo do ano passado, para 68,8 mil unidades. Já o cenário para caminhões foi bem diferente: o segmento, que não tem o mesmo nível de dependência da Argentina como o de leves, viu suas exportações crescerem 9,2% no período, com o embarque de 4,6 mil unidades. Mas para chassis de ônibus houve recuo de 17,5%, para 1,4 mil unidades.

Apesar do resultado – e acreditando em uma solução rápida para a Argentina – Moan reafirma que a entidade mantém a projeção de crescimento das exportações para 2014: os dados da Anfavea apontam que haverá aumento de 1,6% sobre 2013, com a venda de 575 mil veículos ao exterior. Ele acrescentou que aguarda o anúncio, por parte do governo, das resoluções a respeito do Exportar-Auto, uma série de medidas propostas pela entidade a fim de alavancar os embarques e tornar o País mais competitivo para exportar:

“Em 2005, nossa balança comercial apresentou superávit de US$ 10 bilhões. Em 2012, registramos US$ 10 bilhões em déficit. Nossa proposta sobre o Exportar-Auto é para reverter esse cenário”, concluiu.

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:




Tags: Exportações, Anfavea, Argentina, Luiz Moan, Exportar-Auto.

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