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Aftermarket | 19/03/2014 | 19h41

Mais eletrônica nos carros eleva número de defeitos

Estudo mostra que sistemas eletrônicos aumentam gastos com reparos

REDAÇÃO AB

O rápido crescimento do número de sistemas eletrônicos a bordo dos carros, que controlam desde o funcionamento dos motores até a estabilidade, sem dúvida trouxe mais conforto e segurança, mas tem lá os seus efeitos colaterais. Recente estudo preparado pela seguradora inglesa Warranty Direct, especializada em garantias estendidas, mostra que o volume de falhas elétricas nos veículos cresceu quase dois terços, 66%, nos últimos cinco anos, enquanto a conta geral dos reparos aumentou 32% no mesmo período, para a média de 300 libras (cerca de R$ 1,2 mil) por ocorrência, chegando ao máximo de 2,8 mil libras (mais de R$ 11 mil).

Para fazer o estudo a Warranty Direct usou sua base de 50 mil veículos segurados com garantia estendida e mais de três anos de uso. As falhas elétricas são as mais comuns entre os reparos pagos pela seguradora, levam 23% dos segurados a fazer pelo menos um conserto por ano; e os modelos premium tendem a apresentar mais defeitos desse tipo, pois têm mais sistemas eletrônicos.

Relês e alternadores são os componentes que mais quebram, mas segundo a Warranty Direct as mais recentes inovações eletrônicas, como sensores de estacionamento, também estão entre os problemas mais relatados pelos clientes. “Conforme a tecnologia automotiva evolui, os carros ficam cada vez mais complexos, seus sistemas se enquadram hoje no campo da informática. Mas, enquanto esses avanços podem melhorar o desempenho e a segurança dos carros, também têm efeito importante sobre a frequência de falhas e no custo dos reparos”, avalia David Gerrans, diretor geral da Warranty Direct.

“As oficinas agora precisam de avançadas ferramentas de diagnóstico para consertar os carros de forma segura e efetiva. Em alguns casos, somente as autorizadas têm acesso a alguns desses sistemas aplicados aos modelos novos. Isso significa que o consumidor está exposto a custos mais altos de mão de obra”, acrescenta Gerrans.

O estudo da Warranty Direct coloca na berlinda marcas premium como Porsche e Bentley, cujos carros estão entre os menos confiáveis para falhas elétricas, enquanto as japonesas Subaru, Mitsubishi e Daihatsu apresentaram os sistemas eletrônicos que apresentaram menos problemas.

Segundo o levantamento, apenas um em cada sete modelos da Subaru sofreu algum “bug” eletroeletrônico no período da pesquisa, de 2008 a 2013. Contudo, os carros da marca japonesa apresentaram custo médio de reparo desses sistemas de 450 libras (R$ 1,8 mil), bem mais do que a compatriota Suzuki, a quarta mais confiável, mas com custo de reparação de 244 libras (R$ 968). Na outra ponta da tabela, os veículos Renault mostraram ter os eletrônicos com maio número de defeitos do estudo, mas custam menos para consertar, 264 libra (R$ 1 mil), muito mais barato que os luxuosos Bentley (lendária marca inglesa que hoje pertence ao Grupo Volkswagen), que ficaram na segunda posição entre os que tem os sistemas eletrônicos menos confiáveis e ainda têm os preços mais altos para consertar, média de 670 libras por ocorrência (R$ 2,66 mil).

Veja abaixo as marcas que se saíram melhor e as que se saíram pior no levantamento de falhas elétricas da Warranty Direct:

Defeitos



Tags: Aftermarket, seguro, defeito, reparo, Warranty Direct, Inglaterra.

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