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Fábrica da GM em São José completa 55 anos de operações
Inauguração da fábrica da GM em São José dos Campos em 1959, quando fabricava apenas motores

Indústria | 10/03/2014 | 19h16

Fábrica da GM em São José completa 55 anos de operações

Complexo industrial comemora data entre incertezas sobre o futuro

REDAÇÃO AB

Há exatos 55 anos, em 10 de março de 1959, era inaugurada a segunda fábrica da General Motors no Brasil, a unidade industrial em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba (SP). Em um terreno de 2,7 milhões de metros quadrados, com 500 mil metros quadrados de área construída, o complexo é considerado um dos maiores do País e hoje abriga sete fábricas: a de comerciais leves, atualmente responsável pela produção da picape S10 e do utilitário esportivo Trailblazer, duas fábricas de motores, uma de transmissões, uma de estamparia, uma linha de injeção e pintura de peças plásticas e uma linha dedicada aos produtos de exportação em CKD.

Desde sua inauguração, que contou com a presença do então presidente da república, Juscelino Kubitschek, a unidade da GM de São José dos Campos produziu 5,5 milhões de veículos. No ano em que abriu as portas, o complexo fabricava somente motores e peças para os caminhões Chevrolet, picapes e caminhonetes Chevrolet Amazonas.

“O complexo industrial de São José dos Campos teve significativa importância para a região do Vale do Paraíba, tendo contribuído para seu crescimento econômico, registrando grandes marcas em sua trajetória”, destacou Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil.

A história da GM na região começou na década de 50 com a procura de um terreno junto à estrada de ferro Central do Brasil às margens da Rodovia Presidente Dutra e no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, para a construção da fábrica que iria produzir motores para caminhões. Entre 1956 e 1957 a GM teve seu primeiro projeto de nacionalização aprovado pelo governo por meio do GEIA — Grupo Executivo da Indústria Automobilística – criado para controlar a formação da indústria automobilística brasileira. A meta era fabricar os caminhões médios Chevrolet HD-6.503 e os leves 3.104. Atendendo a esse projeto de nacionalização que a empresa instalou-se em São José dos Campos, onde montou uma fundição de peças para a produção dos motores. O primeiro a ser produzido lá foi o modelo de 261 polegadas cúbicas (4,2 litros) e seis cilindros em linha. A capacidade da fábrica era de 25 mil motores por ano.

Atualmente, o ritmo de produção da divisão de powertrain se mantém com aproximadamente 4,5 mil unidades de unidades por dia ou 95 mil por mês, considerando motores e transmissões, superando o volume de 975 mil unidades por ano.

PRESENTE E FUTURO

A planta da GM de São José dos Campos vive hoje em um impasse: após a renovação da gama de veículos da marca, a linha de produção MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores, foi totalmente desativada pela montadora em dezembro de 2013, com a transferência da produção de seu último modelo, o Classic, para a planta de Rosário, na Argentina. O fechamento do MVA vem sendo feita desde a metade de 2012, quando a empresa deixou de produzir os modelos Meriva, Zafira e Corsa, que ganharam substitutos, mas que são produzidos em outras fábricas, como a de São Caetano do Sul, no ABC paulista, e Gravataí (RS).

Desde então, a ação resultou em embates entre a montadora e o sindicato dos metalúrgicos da região, que é contra a demissão de funcionários da linha desativada, que empregava cerca de 900 funcionários. Entre greves, lay-offs, protestos e inúmeras assembleias e reuniões, no início do ano passado os trabalhadores aprovaram acordo, que incluiu estender a produção do Classic até o fim do ano passado. Além disso, a unidade espera um possível investimento de R$ 2,5 bilhões, aporte que é disputado por outros países e que ainda está sem definição por parte da matriz.

Cálculo do sindicato indica que, entre abril de 2012 e julho de 2013, a General Motors reduziu 1,5 mil postos de trabalho na planta de São José. A GM anunciou em agosto de 2013 um PDV (Programa de Demissão Voluntária), que oferecia condições especiais com o objetivo de alcançar 850 adesões. O sindicato aponta que o programa atraiu 304 trabalhadores.



Tags: General Motors, fábrica, São José dos Campos, inauguração, sindicato, MVA.

Comentários

  • Argeu

    Éuma grande insatisfação que aqui venho dizer que o meu carro é um kadett ano 94 e não tô conseguindo restaura_lo como de fábrica, porque a fabricante só pensa no seu bom é melhor momento não visa que em 94 era o kadett que mostrou uma grande potência no mercado econômico e nos outros lugares afora . Isso me deixa triste como uma empresa deixa de fazer por nós sendo que isso é tão pouco pra vcs

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