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Mercado | 30/01/2014 | 17h50

Audi espera recorde de vendas em 2014

Estimativa é vender 10 mil unidades e crescer 50%

PEDRO KUTNEY, AB

Ao completar 20 anos no mercado brasileiro, a Audi comemora o melhor janeiro de sua história no País, com quase mil carros vendidos e expectativa de ultrapassar, pela primeira vez, as 10 mil unidades em um ano inteiro, o que significa cerca de 50% de crescimento sobre os 6,7 mil automóveis da marca alemã emplacados em 2013, já em significativa expansão de 35% sobre 2012. “Este ano vamos avançar dois dígitos porcentuais novamente. Será o nosso melhor ano no Brasil”, decreta Jörg Hofmann, que há cinco meses comanda a operação brasileira da Audi.

O executivo elenca alguns vetores que devem empurrar o avanço no País. O primeiro deles está ligado ao aumento da exposição da marca: “Nunca investimos tanto em publicidade aqui e o aumento de vendas este mês é resultado dessa estratégia. É sinal que nosso planejamento está funcionando”, explica o presidente da Audi Brasil. De fato, com o lançamento do Audi A3 Sedan este mês, pela primeira vez a marca colocou no ar comerciais em horário nobre de TV e rádio, além de inserir anúncios nos principais jornais e revistas. E o plano, segundo Hofmann, é continuar assim durante todo o ano.

Outro fator de crescimento é o próprio lançamento do A3 Sedan, que coloca a Audi em um segmento inédito não só aqui, mas no mundo todo. “Estou certo que deverá ser nosso carro mais vendido no País”, garante o executivo. Justamente por essa crença o carro foi o escolhido para ser o primeiro Audi produzido no Brasil, a partir de meados de 2015, na fábrica compartilhada com a Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A empresa investe R$ 500 milhões para fazer lá, além do A3 Sedan, também o crossover Q3, que tem a mesma plataforma e também terá produção nacional a partir do segundo semestre de 2016. Isso dá à fabricante o direito de importar, sem a sobretaxação de 30 pontos porcentuais sobre o IPI de ambos os modelos, até 25% da capacidade anunciada, de 26 mil unidades/ano, de veículos similares aos que serão fabricados.

FÁBRICA, PREÇOS E PROJEÇÃO

“Com a produção nacional podemos aproveitar a isenção fiscal desde já e isso nos dá vantagem para praticar preços competitivos”, pondera Hofmann. Em 2013, o modelo que liderou a lista dos Audi mais vendidos no Brasil foi o sedã médio A4, com 1,7 mil unidades, seguido pelo Q3, com 1,6 mil. Como o preço do A4 já foi reposicionado para cima, o A3 Sedan deverá ocupar este espaço e a tendência é que o Q3 se mantenha onde está, justificando assim a decisão da Audi de nacionalizar a produção dos dois modelos com maior volume de mercado. Segundo o presidente da Audi, nos dois primeiros anos de operação no Paraná o planejamento já está feito, por isso “não há condições de produzir nenhum outro modelo além dos dois já planejados”.

Sobre os preços dos futuros carros brasileiros da Audi, Hofmann avalia ser difícil fazer já alguma projeção, mas ele garante que a intenção é manter valores competitivos. “Não digo que nossos carros serão mais baratos (com a fabricação local), mas seguramente não serão mais caros”, diz. “É muito difícil prever preços, porque o ambiente econômico é muito volátil, há mudanças de impostos, como aconteceu com o IPI no fim do ano passado, e o câmbio não para de flutuar”, acrescenta.

Hofmann admite que a volatilidade do câmbio é uma das principais preocupações no momento, pois afeta diretamente seus custos. “É uma grande questão hoje, mas nosso plano é de longo prazo. Acredito que o real vai voltar a se valorizar no futuro”, avalia. O executivo reforça que, desta vez, “a Audi voltou ao Brasil para ficar”, para desfazer a imagem melancólica deixada pelo encerramento de sua primeira fase de produção nacional, de 1999 a 2006, quando o A3 parou de ser montado na mesma fábrica de São José dos Pinhais.

O prédio onde será retomada a produção paranaense dos Audi – compartilhada com a Volkswagen que fará o Golf 7 na mesma área – já está construído, mas será totalmente reformado para receber novo maquinário. “Em fevereiro virá uma equipe da Alemanha para fazer o planejamento industrial, mas temos reunião quase todos os dias para decidir sobre as diversas etapas do projeto. Estamos planejando a infraestrutura e começamos a desenvolver fornecedores locais”, conta Hofmann. “Precisamos andar rápido, pois o tempo que temos para iniciar as atividades é muito curto até o meio do ano que vem.”

Ele avalia que a capacidade total de produção da Audi em São José dos Pinhais será atingida até 2020, quando a marca tem a meta de atingir 30 mil unidades/ano no mercado brasileiro (incluindo também modelos importados). Se isso de fato acontecer, o País se tornará um dos 10 maiores compradores da marca no mundo. Na virada da década, a Audi pretende vender 2 milhões de veículos/ano globalmente – em 2013 foram 1,57 milhão. “O Brasil tem papel importante em nossa estratégia de crescimento. É esperado avanço relevante das vendas de carros premium. Existe aqui um mercado de 200 milhões de consumidores com renda em ascensão. O País já é a sexta maior economia do mundo e o quarto maior consumidor de veículos”, justifica.

EXPANSÃO DA REDE

Além do reforço na imagem e ampliação do portfólio, Hofmann também trabalha na ampliação da rede – hoje metade dos concessionários também tem revendas Volkswagen. “Vamos investir R$ 300 milhões para dobrar o número de concessionárias das atuais 30 para 60 até 2020”, diz. Mas a ideia principal, segundo ele, é aumentar também a rentabilidade dos distribuidores. “O objetivo é dobrar o número médio de vendas por loja, da faixa de 250 para 500 unidades por ano”, ressalta.

“Claro que queremos a liderança do mercado de carros premium, mas antes disso a meta é ganhar dinheiro e fazer os concessionários ganharem dinheiro também, pois assim atenderão melhor os clientes”, afirma.



Tags: Audi, mercado, projeção, Jörg Hofmann, premium.

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