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Legislação | 17/01/2014 | 20h15

Nissan ganha cota extra de importação do México para o Brasil

Fabricante fica com 47% do aumento de US$ 190 milhões no período 2014-2015

PEDRO KUTNEY, AB

Dentro do acordo firmado em 2012 com o México, que até 2015 prevê cotas máximas de comércio de veículos entre os dois países sem a cobrança de imposto de importação, entre março deste ano e do próximo o montante permitido subiu para US$ 1,64 bilhão. Houve aumento de US$ 190 milhões em relação ao valor estabelecido inicialmente, de US$ 1,45 bilhão para o período 2012-2013, que para os 12 meses seguintes foi elevado para US$ 1,56 bilhão, a ser contabilizado até março próximo. Deste incremento estabelecido para o último ano de vigência do acordo, a Nissan foi a maior beneficiada pelo governo mexicano, por ter confirmado investimento de US$ 2 bilhões em uma nova fábrica no país.

Como novo investidor, a Nissan ganhou US$ 67,6 milhões de incremento em sua cota este ano, mais US$ 21,9 milhões do rateio entre as montadoras já estabelecidas no México. Com isso, a fabricante japonesa obteve US$ 89,5 milhões extras para importar de sua fábrica mexicana para o Brasil, somando no total US$ 418,48 milhões, que poderão ser importados no período entre março de 2014 e março de 2015 sem a cobrança de alíquota de 35% de imposto de importação.

A Nissan já era a maior cotista entre os exportadores de veículos do México para o Brasil. Mas, como a maior parte de suas vendas no mercado brasileiro estavam centradas no March e Versa importados da fábrica mexicana, a marca parou de crescer após a limitação das cotas. Em 2013 os emplacamentos de veículos Nissan no País caíram 25,7% em comparação ao ano anterior, para 77,8 mil unidades, com market share de 2,17%, em queda de 0,71 ponto porcentual sobre 2012.

Agora, com a cota renovada e maior do México, aliada ao início da produção brasileira do March na nova fábrica de Resende ainda neste primeiro semestre, a Nissan pode voltar a crescer. Segundo calcula a Secretaria de Economia do México, cada US$ 10 milhões exportados ao Brasil representam 909 carros. Portanto, nos 12 meses iniciados em março próximo, a Nissan poderá trazer quase 42 mil veículos livres da alíquota de 35%. Também terá mais espaço trazer da operação mexicana modelos ainda inéditos no Brasil, como o Juke e o Note.

Assim como a Nissan, outro novo investidor que acabou ganhando do governo mexicano uma cota de importação para o Brasil foi a North Pole Star, fabricante dos quadriciclos Polaris. Contudo, não está confirmado se a empresa utilizará seu direito de embarcar até US$ 3,9 milhões em veículos isentos de imposto de importação.

OUTROS COTISTAS

Todos os outros fabricantes no México que exportam ao Brasil fizeram o rateio regular de US$ 118,44 milhões, destinados a montadoras já instaladas no país. Depois da Nissan, quem levou mais foi a Ford, com cota extra de US$ 24,5 milhões para 2014-2015, e a partir de março poderá importar o total de US$ 288,6 milhões até março do ano que vem. Dentro desse mesmo período, a Volkswagen ganhou mais US$ 20,2 milhões e para o próximo período pode trazer do México US$ 284,2 milhões.

Logo atrás a Chrysler obteve fatia adicional de US$ 19,1 milhões e soma US$ 275,9 milhões para 2014-2015. A General Motors obteve US$ 16,2 milhões e totaliza este ano US$ 242,8 milhões. A Honda tem agora US$ 16,6 milhões extras e sua cota é de US$ 122,1 milhões.

Existem ainda US$ 3,92 milhões em cotas rateadas para as empresas BMW do Méxicop, Edag (serviços de engenharia) e BRP (Bombardier Recreational Produtcs, que fabrica motores para barcos e os jet skis Sea Doo).

Com exceção da Nissan, que já usou a totalidade de sua cota de importação de veículos do México, os outros fabricantes receberam valores extras que não foram usados. O total de US$ US$ 40,4 milhões poderá ser utilizado até o próximo dia 18 de março por Ford (US$ 10,2 milhões), Volkswagen (US$ 8,4 milhões), Chrysler (US$ 8 milhões), Honda (US$ 6,9 milhões) e GM (US$ 6,8 milhões).



Tags: México, Brasil, cotas, exportação, importação, comércio exterior, acordo comercial.

Comentários

  • Wiliam Elias Vasconcelos Corrêa

    Parabéns a NISSAN!!! Acho bastante positivo o empenho da NISSAN em querer colocar sua linha de produtos no Brasil e é muito bom para os proprietários dos seus automóveis, porém acho que a empresa deve também se preocupar com sua representatividade e seu Pós- Venda. As concessionárias existentes queimam a marca não dão a minima para o consumidor. Isso é muito mal.

  • Sean Gibbons

    De que fonte você tirou essa informação? Um site do governo? Achei que é muito difícil encontrar este tipo de dados no site MDIC.

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