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Indústria | 06/01/2014 | 20h03

GM: ministro é contrário às demissões

Manoel Dias reuniu-se com Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

REDAÇÃO AB

Em reunião com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e Região e a CSP-Conlutas cobraram do governo Dilma Rousseff a suspensão das demissões anunciadas pela General Motors (leia aqui), estabilidade no emprego e que a montadora invista em sua fábrica situada no interior do Estado de São Paulo.

Na reunião ocorrida na segunda-feira, 6, em Brasília, o ministro concordou com o sindicato e afirmou que a montadora não poderia demitir, já que foi beneficiada pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Desde o início do programa de redução do imposto, em maio de 2012, o governo abriu mão de R$ 6,7 bilhões.

O presidente da entidade, Antonio Ferreira de Barros, apresentou ao ministro o acordo assinado com a GM em 28 de janeiro de 2013, que não prevê a demissão dos funcionários, ao contrário do que afirma a empresa. Esse mesmo acordo previa investimentos de R$ 500 milhões na fábrica de São José dos Campos.

Outro acordo, de 15 de julho, prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões em nova linha de produção em São José dos Campos. O sindicato também denunciou ao ministro o fato de a GM ter transferido parte da produção do veículo Classic para a fábrica de Rosário, na Argentina, enquanto demite trabalhadores das plantas de São José dos Campos e São Caetano do Sul (SP).

O ministro Manoel Dias comprometeu-se a envolver o governo federal em uma força-tarefa contra as demissões. Ele também vai convocar uma reunião entre GM, sindicato e o próprio Ministério do Trabalho para os próximos dias.

Na quarta-feira, 8, às 10 horas, a entidade que representa os metalúrgicos vai realizar assembleia com os trabalhadores para dar continuidade às atividades em defesa do emprego. Segundo o sindicato, no fim de 2013 a General Motors enviou cartas de demissão para os trabalhadores da fábrica de São José dos Campos. O comunicado ocorreu uma semana depois de a montadora ter enviado telegrama em que informava que todos estariam em férias coletivas até 20 de janeiro.

Até o momento, a empresa não teria informado ao sindicato o número de demissões, que chegariam a 1.053, segundo admitiu a GM a alguns veículos de comunicação, ao mesmo tempo em que alega ter criado 10 mil vagas no País durante o período de redução do IPI, desde 2012.



Tags: Manoel Dias, Antonio Ferreira de Barros, Luiz Carlos Prates, GM, General Motors, demissões, São José dos Campos, IPI, Classic, Rosário, São Caetano do Sul, Dilma Rousseff.

Comentários

  • Osmar

    Esse sindicato parou a GM quantas vezes quis, sem qualquer noção de responsabilidade. Quando as consequências chegam, depois de várias vezes anunciadas, vão para o colo do Governo pedir socorro! E o pior é que encontram. Fim da picada!!!

  • José da Silva

    O pior que esse é só o começo! O Brazil tem um mercado de 3.3 Milhões de veículos zero KM por ano e a capacidade instalada atualmente é de 4.5 Milhões, com a chegada de mais montadoras no Brasil (Chinesas) teremos uma nova capacidade de quase 5.5 Milhões, como o governo não incentiva a exportação e o sindicato pensa que somos paises de primeiro mundo e querem cada vez mais.. até uma ameba consegue ver que teremos um colapso de demanda vs capacidade e adicionalmente: - Estradas ruins - Portos que não funcionam - Carga tributária alta - Encargos de folha de pagamento exorbitantes - Legislação trabalhista brasileira ultrapassada - etc.

  • Gian

    Não defendo nenhum dos lados, eles estão errados cada um no seu papel ... GM é uma empresa e empresas não querem ter prejuízo, OBVIO !!! O sindicato (se diz) a favor dos trabalhadores, porém só querem algazarra, paradas e "auê" ... isso é ser a favor dos seus direitos ?!!? ... Se vc tem o mínimo do noção no mundo onde vive e, principalmente, onde trabalha tem que estar consciente do rumo que as coisas irão ter e é OBVIO também que esse seria o fim dessa montadora, visto que trocariam sua frota (diga-se de passagem, por carros ridículos que OBVIAMENTE não seriam problemas para a concorrência - Spin, Cobalt) e a linha seria parada ... ACORDA, vc que trabalha nessa montagem tem os dias contados !!!Por outro lado a culpa da GM que , se foi um investimento alto, investiu num barco furado !!! Colocar dois carros MEDONHOS para concorrer no mundo dominado pelos desings arrojados da HYUNDAI, FORD e até mesmo a VOLKS ... colhendo o que plantou, BANANA !!!!

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