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Duas Rodas | 17/12/2013 | 13h07

Motos: tecnologia de powertrain ganha espaço

Produtos de baixa ou alta cilindrada recebem avanços promovidos pela indústria

MÁRIO CURCIO, AB

No mercado brasileiro de motos, em que os modelos de baixa cilindrada e preço médio inferior a R$ 7 mil dominam as vendas, tecnologias têm espaço restrito pelo impacto que causam no preço final. Mas algumas inovações conseguem vencer essa barreira.

Desde maio, as concessionárias Honda vendem o scooter PCX 150. Ele tem um recurso chamado Idling Stop System, semelhante ao Start-Stop dos carros, que desliga o motor nas paradas de semáforo. Basta reacelerá-lo e ele volta a funcionar. O sistema ajuda a economizar combustível.

Outra tecnologia do PCX voltada à redução de consumo está em sua transmissão. Em regra, scooters utilizam polias variáveis no lugar de engrenagens. Elas facilitam a pilotagem como um câmbio automático, mas têm o inconveniente de manter o motor em rotações médias ou altas, elevando o consumo.

No PCX, porém, foi aplicado o Enhanced Smart Power (ESP), recurso que força o alongamento da relação entre as polias quando o piloto trafega em velocidade constante.

TRÊS CILINDROS

Motocicletas de três cilindros não são novidade, mas suas vantagens começam a ser aproveitadas por mais fabricantes, assim como ocorre entre as montadoras de automóveis. Para testar a aceitação dos brasileiros, a Yamaha trouxe ao Salão Duas Rodas 2013 a MT-09, equipada com o novo propulsor de 847 centímetros cúbicos e 115 cv de potência.

“Motores de três cilindros representam uma evolução tecnológica, pois preservam potência, torque e desempenho, mas com menos peso e menor quantidade de peças móveis”, respondeu o corpo técnico da Yamaha do Brasil sobre as vantagens desses propulsores em relação aos quatro-cilindros.

A inglesa Triumph lançou em 1968 sua primeira moto de três cilindros. Hoje, a maior parte de seus produtos utiliza esses propulsores. “Eles são menores que os quatro-cilindros, o que se traduz em redução de peso, e também têm menos peças móveis, resultando em menor atrito”, recorda o gerente de pós-venda da Triumph do Brasil, Cláudio Peruche.

Tecnologias
De cima para baixo: a nova Yamaha MT-09 e seu motor de três cilindros, uma tendência na indústria, e a Honda Titan 150 Mix 2009, primeira motocicleta flex.

FLEX TARDIO E SIMPLIFICADO

O sistema flex estreou nos automóveis em 2003, mas só chegou segmento de duas rodas em 2009. O menor consumo de combustível das motos explica em parte esse atraso, mas o preço da tecnologia e o fato de estar associada ao uso de injeção eletrônica também têm sua parte de culpa nessa demora (vale lembrar que muitos modelos até 150 cc ainda utilizam carburador).

A primeira moto flex foi a Honda CG 150 Titan Mix. Foi lançada no primeiro semestre de 2009. Hoje a Honda tem seis modelos flexíveis. A Yamaha lançou sua primeira moto bicombustível em 2012 e em outubro deste ano começou a vender a Fazer 150 Blueflex.

Por contenção de custos, as motos flex não trazem sistema auxiliar de partida a frio. Uma lâmpada no painel alerta sobre a predominância de etanol no tanque e possível dificuldade de partida em temperaturas próximas a 15 graus.

Especialistas acreditam que o pré-aquecimento do combustível (como ocorre nos carros com sistema Bosch FlexStart) será a solução mais apropriada às motos pelo pouco espaço disponível para um tanque auxiliar de gasolina.



Tags: Motos, motocicletas, Honda, PCX 150, Idling Stop, Enhanced Smart Power, Yamaha, MT-09, Salão Duas Rodas, Titan, Mix, Triumph, FlexStart, Bosch.

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