Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Powertrain | 06/12/2013 | 12h52

Produção de turbos crescerá com vigor no Brasil

Fabricantes do componente vem testando seu uso em motores flex de baixa cilindrada

MÁRIO CURCIO, AB

O aumento de eficiência energética dos motores a gasolina, etanol ou flex já passa ou passará nos próximos anos pela utilização de turbocompressores. Um exemplo é o novo BMW 320i, primeiro automóvel produzido em série com motor flexível e turbinado. O uso de turbos é parte importante do downsizing, caminho que leva a indústria automobilística a adotar motores cada vez menores, mais eficientes e que emitem menos gás carbônico.

“O Inovar-Auto só veio reforçar essa tendência. Na Europa, a utilização de turbos deve se aproximar de 50% em 2016”, afirma o diretor de engenharia e vendas da BorgWarner, Lauro Takabatake. A empresa inaugurou em abril uma fábrica em Itatiba (SP) com 20 mil metros quadrados de área construída, o dobro da anterior, em Campinas, e que será capaz de produzir 500 mil turbos para motores leves por ano para suprir sua demanda em toda a América Latina.

“No fim de 2014 começa a produção piloto”, diz. “Iniciamos os testes de nossos turbos em motores flex pequenos (1.0 a 1.2) há dois anos e meio. Montamos um time de brasileiros para isso. Alguns continuam na Alemanha, outros ficam três meses aqui e três lá”, afirma o executivo. Segundo Takabatake, as novas turbinas utilizam materiais cada vez mais resistentes a altas temperaturas e têm atuadores conectados diretamente à central eletrônica do motor.

A concorrente Honeywell Turbo Technologies, responsável pela marca Garrett, investirá de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões em Guarulhos (SP) em 2014 para a fabricação de turbocompressores para motores flex de baixa cilindrada. “A produção de turbos menores tem maior grau de automação porque o volume é mais alto. Fica-se mais competitivo e há maior garantia do processo produtivo dessa forma”, garante o gerente de negócios da fabricante, Christian Streck. “Os lançamentos devem ocorrer em 2015 e 2016. Temos de estar com a fábrica pronta”, afirma.

A ampliação ocorrerá na própria unidade de Guarulhos, onde os prédios ocupam um terço do terreno. Lá, um laboratório bastante equipado conduz os testes com etanol. “É uma condição nova. É preciso validá-los (os motores turbinados) em mais de uma aplicação; as principais faixas de cilindrada são 1.2 e 1.4. Quatro fabricantes (de automóveis) estão cotados; trabalhamos mais ativamente com dois”, afirma Streck.

Turbocompressores/
À esquerda, a produção da BorgWarner, que terá capacidade instalada para meio milhão de turbinas em Itatiba; à direita, componentes Garrett fabricados pela Honeywell, cuja fábrica de Guarulhos aguarda investimento em 2014.

A Master Power também se prepara para as demandas do Inovar-Auto. “Reduzimos nossa dependência de componentes nacionais ou importados. Hoje, mais de 90% do turbo é fabricado internamente, desde a confecção dos ferramentais, passando pela fundição de ferro e alumínio, usinagem, montagem e testes”, afirma o diretor comercial, Ricardo Borghetti.

A empresa de São Marcos (RS) concluiu há pouco tempo a instalação de novos equipamentos de usinagem robotizados, que ampliaram a capacidade. “Planejamos a construção de um novo pavilhão de 12 mil metros quadrados e novos equipamentos para alcançarmos a produção de 300 mil turbos em 2016”, conclui Borghetti, que já testa suas turbinas em motores 1.0 e 1.4 para fornecê-las às montadoras nos próximos anos.



Tags: Turbos, turbocompressores, flex, downsizing, BMW 320i, gás carbônico, Honeywell, Garrett, BorgWarner, Master Power, Inovar-Auto, Lauro Takabatake, Christian Streck, Ricardo Borghetti.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência