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Eventos | 11/11/2013 | 22h46

Capacidade ociosa é problema em regiões do globo

Em 2019 ela chegará a 22,6 milhões de unidades

MÁRIO CURCIO, AB

Ao expor os movimentos globais e os polos de produção automobilística mundial, o diretor da PricewaterhouceCoopers, Marcelo Cioffi, alertou sobre o excesso de capacidade instalada em todo o mundo. O executivo apresentou estudos da consultoria durante o workshop Operações Automotivas realizado por Automotive Business na segunda-feira, 11, no Milenium Centro de Convenções.

Em 2019, segundo levantamentos da PwC, a capacidade instalada em todo o mundo estará em 105,9 milhões de automóveis por ano, excedendo em 22,6 milhões a produção efetiva. Atualmente, em alguns mercados o problema é mais acentuado. “No Leste Europeu ela está em 50% a 60%.” O ideal, segundo Cioffi, fica em torno de 85%.

Entre os problemas enfrentados em parte da Europa está o enfraquecimento da demanda na Rússia, onde dois terços das taxas de juros vêm sendo financiados pelo governo. Na Turquia, o dólar alto impacta a produção, dependente de itens externos. Cioffi também adverte sobre a baixa utilização da capacidade produtiva na Índia. “Está em torno de 60%.”

Sobre os movimentos de produção, Cioffi mostra que na Europa, onde já há indícios de lenta recuperação, o fechamento de unidades ocorre de maneira combinada ao início de produção local de veículos. Os fechamentos de fábricas europeias de 2001 a 2007 resultaram na perda de capacidade de 1,4 milhão de veículos. Em período semelhante, de 2001 a 2008, a abertura de indústrias resultou em instalações para até 1,6 milhão de carros. A tímida melhora na demanda no continente pode resultar, em 2016, em utilização de mais de 80% da capacidade.

Os sinais são melhores nos Estados Unidos, mercado sensível a altas de combustível, que elevaram a venda de crossovers e reduziram a de picapes e utilitários esportivos de grande porte. O Estado de Michigan tem números surpreendentes. Apesar da redução de 19 para 12 fábricas de 2002 para 2012, sua produção atual de veículos corresponde a 22,3% do total fabricado nos Estados Unidos e passará a 23,3% em 2019. Se considerada toda a América do Norte, saltará dos atuais 14,6% para 16%.

“Michigan abriga 375 centros de pesquisa e desenvolvimento, dos quais 120 são de fabricantes estrangeiros. Esses centros geram 65 mil empregos e desembolsam anualmente US$ 12 bilhões”, relata o diretor da PricewaterhouseCoopers.

No Brasil, em contraste com o mercado de vendas estagnadas, os volumes de produção devem chegar a 3,79 milhões de unidades até o fim de 2013 e de cerca de 4 milhões até o fim de 2015, estima a consultoria. Mais comunicados de novas fábricas são esperados por causa do cenário atual.

Sobre os anúncios recentes como os da Honda para uma nova unidade para carros em Itirapina (SP) e da Mercedes-Benz para Iracemápolis (SP), voltando a produzir automóveis no Brasil, Cioffi acredita nas escolhas dessas cidades pelas proximidades tanto dos consumidores finais como dos fabricantes de autopeças.



Tags: Marcelo Cioffi, PricewaterhouseCoopers, capacidade instalada, Automotive Business, Operações Automotivas, Milenium, Leste Europeu, Índia, Turquia, Itirapina, Iracemápolis.

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