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Anfavea mantém expectativa de crescimento para 2013

Mercado | 06/11/2013 | 17h58

Anfavea mantém expectativa de crescimento para 2013

Para alcançar alta projetada em 1%, vendas deverão ser recordes em novembro e dezembro

SUELI REIS, AB

A menos de dois meses para o fechamento do ano, a Anfavea mantém a projeção de crescimento das vendas de veículos para 2013, entre 1% e 2%, mesmo após registrar queda de 0,7% no acumulado janeiro-outubro na comparação com mesmo período do ano passado, para 3,11 milhões, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O presidente da entidade, Luiz Moan, argumentou e defendeu os fatores que segundo ele deverão alavancar os licenciamentos na reta final do ano:

“Sazonalmente, novembro e dezembro são os dois meses mais fortes em vendas e esperamos que isso se repita este ano: as montadoras estão fazendo investimentos fortíssimos em marketing e chamando o consumidor para feirões. Acreditamos que conseguiremos atingir nossa meta”, disse Moan na quarta-feira, 6, em São Paulo, durante a apresentação do desempenho do setor à imprensa.

-Veja aqui os dados da Anfavea

Em sua projeção, a entidade aposta que o mercado fechará 2013 com volume entre 3,84 milhões e 3,88 milhões de veículos novos. Para alcançar o resultado mínimo devem ser vendidas 365 mil unidades em cada um dos dois meses restantes do ano: este volume é maior do que o registrado no melhor mês da história do setor, julho de 2012, quanto o recorde de vendas atingiu as 364,2 mil unidades. Vale lembrar que neste mês haverá um feriado nacional, no dia 15, e um no dia 20, comemorado em algumas cidades, como São Paulo, o que reduzirá o número de dias úteis. Em dezembro os dias úteis também são menores devido às festividades de fim de ano.

Moan explica que a queda observada no acumulado de dez meses se deve ao recuo na liberação de crédito para financiamentos: “Ainda continua uma dificuldade no setor de crédito, embora a inadimplência tenha diminuído”, comenta. O presidente da Anfavea complementa: “A boa notícia é que foi convertida em lei a reestruturação das operações de leasing, divulgada em outubro: os arrendatários não poderão se eximir dos encargos, como multas de trânsito e impostos incidentes, que até então eram de responsabilidade da empresa financeira”, disse. O executivo informa que todos os bancos, não só os das montadoras, participaram do pleito junto ao governo para alteração da lei.

“Este é um fator extremamente positivo. Há cinco anos, o leasing representava 41% da carteira de financiamentos e hoje está abaixo dos 2%. Acredito que logo o mercado estará mais fortalecido com uma maior participação do leasing nas operações de financiamento”.

IPI MAIOR E SUAS CONSEQUÊNCIAS

O presidente da entidade voltou a afirmar que em seu último encontro com Guido Mantega, na sexta-feira, 1º, o ministro da Fazenda garantiu que não haverá manutenção do IPI em 2014 nos níveis atuais.

“Vou manter o IPI menor até 31 de dezembro, depois faremos um pequeno reajuste – foram as palavras do ministro. Não houve indicação dele com relação ao valor, mas nós continuamos pedindo que se ocorrer (o reajuste), que seja o menor possível”.

Ele preferiu não adiantar qualquer projeção para as vendas no início do próximo ano, mas disse que haverá em dezembro o movimento natural de corrida às concessionárias, já observado em outros momentos que antecederam reajustes de IPI. A maior demanda também será puxada pelos aumentos de preços dos veículos que cada montadora fará a partir da introdução de itens como ABS, airbags e sistema de rastreamento, que serão obrigatórios em todos os veículos produzidos a partir de janeiro de 2014. Segundo Moan, o impacto do custo desses novos itens atingirá a venda dos modelos 1.0, cuja participação nos licenciamentos caiu de 42% para 37,3% entre os dez primeiros meses de 2012 contra 2013.

“Quanto menor o veículo, maior será o impacto dos custos desses itens sobre o preço. Com isso, em 2014, a participação desses modelos com motorização 1.0 deverá cair entre 2% e 3%”, revelou.

Moan aproveitou o encontro com a imprensa para mostrar um comparativo preparado pela entidade sobre a arrecadação do governo em tempos de IPI menor, desde que reduziu a alíquota pela primeira vez, em 24 de maio de 2012. Segundo os cálculos da Anfavea, de lá para cá, até 31 de outubro passado, enquanto os cofres públicos deixaram de arrecadar R$ 4,8 bilhões com o IPI, outros impostos incidentes sobre veículos leves, como PIS, Cofins, ICMS e IPVA, geraram R$ 10,85 bilhões: descontando a perda com o IPI, o saldo ainda é positivo, em R$ 6 bilhões.

“Só PIS e Cofins representam mais de 11% sobre o preço do veículo, índice superior ao da queda do IPI. Isso mostra a imagem falsa de que esta redução de imposto afeta a arrecadação”, defendeu.

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Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea



Tags: Anfavea, vendas, mercado, recorde, Luiz Moan, IPI, licenciamentos.

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