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Insumos | 29/10/2013 | 19h06

Honda investe R$ 100 milhões em parque eólico

Xangri-lá, no RS, fornecerá energia equivalente à consumida na fábrica de Sumaré

MARIO CURCIO, AB | De Xangri-lá (RS)

Para gerar energia elétrica equivalente à consumida e sua fábrica de automóveis de Sumaré, a Honda assentou na terça-feira, 29, a pedra fundamental de seu parque eólico em Xangri-lá, município gaúcho a cerca de uma hora e meia da capital Porto Alegre. As instalações terão investimento de R$ 100 milhões da própria montadora e começam a gerar energia em setembro de 2014, integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Nove aerogeradores de três megawatts cada serão instalados.

“O investimento deve se pagar em sete anos”, afirma o presidente da Honda Energy, Carlos Eigi Miyakuchi. A nova companhia surgiu no primeiro semestre com o anúncio do parque. “Haverá outro para abastecer a futura fábrica de automóveis de Itirapina (também o interior de São Paulo), mas ainda não consigo definir quando. Precisamos estabelecer um período de estabilidade (de operação da atual) para depois definir como será a de Itirapina.”

Miyakuchi diz que a expansão pode ocorrer na região, mas não será no mesmo local, um terreno com 3,37 milhões de metros quadrados. Sobre o suprimento da energia da fábrica de motocicletas na Amazônia, o executivo afirmou: “Manaus ainda não está integrada ao SIN.” No entanto, ele não descarta a possibilidade de que isso ocorra no futuro e recorda que a fábrica de motocicletas consome 40% a 50% mais energia elétrica que a unidade de Sumaré e que também recorrerá ao gás natural proveniente de Urucu (AM) nos próximos meses para substituir parte da eletricidade e do gás liquefeito de petróleo (GLP) consumidos ali.

O projeto foi estudado por quase dois anos e apresentado à matriz, no Japão, que o aprovou em março. A conexão com o SIN será feita a partir de uma subestação próxima, a um quilômetro do parque. “Este foi um dos fatores que determinaram a escolha do local”, afirma o gerente de gestão ambiental e sustentabilidade da montadora, Arthur Signorini.

O terreno não é próprio, mas arrendado por 20 anos, prorrogáveis por mais dez. Abriga um imenso arrozal que permanecerá ali, assim como um grande número de chupins, pássaros da região que em bando se exibem dando revoadas em ondas e círculos, enquanto ciscam a plantação. “A parte ambiental é a mais complicada”, afirma Signorini em relação aos desafios que enfrentou no desenvolvimento do projeto.

Os aerogeradores serão fornecidos pela dinamarquesa Vestas. O projeto do parque foi da francesa Theolia. Os nove “cata-ventos” totalizam 27 megawatts. “A produção anual será de cerca de 95 mil megawatts por ano”, afirma o vice-presidente da Honda South America, Issao Mizoguchi. “Essa energia equivale ao consumo de uma cidade de 35 mil habitantes”, compara.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeólica), Elbia Melo, esteve na cerimônia realizada pela montadora e afirmou que há três anos apenas 0,5% da energia gerada no País era eólica. Esse número está em 3% atualmente. Segundo Elbia, ocorreram vários leilões durante esse período e em 2017 os aerogeradores deverão fornecer 7% da eletricidade no Brasil.



Tags: Honda, Sumaré, Parque eólico, Xangri-lá, SIN, Carlos Eigi Miyakuchi, aerogeradores, Arthur Signorini, Issao Mizoguchi.

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