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Segurança | 18/10/2013 | 19h25

Prefeito Luiz Marinho defende continuação da Kombi

Reivindica a produção de um veículo de 50 anos sem airbag e ABS para manter empregos na VW

CAMILA FRANCO, AB

Durante seminário Segurança Veicular Brasil-Suécia, realizado na sexta-feira, 18, em São Bernardo do Campo, o prefeito da cidade, Luiz Marinho, revelou que é contra o fim da produção da perua Kombi (leia aqui). O veículo é o mais longevo do mundo, sai de linha depois de 56 anos por sequer ter freios ABS e airbag, itens de segurança obrigatórios a partir do ano que vem no Brasil.

“Eu e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, estivémos com o ministro (do Desenvolvimento) Fernando Pimentel esta semana para tentar impedir o fim do modelo de imediato. Cerca de mil trabalhadores diretos da Volkswagen deverão ser demitidos, além de mais de 3 mil funcionários indiretos, o que impactará a cidade.”

O político quer que o modelo seja produzido por mais 2 ou 3 anos. “É o tempo suficiente para a fábrica da Volkswagen se adequar para produzir um novo produto e evitar a diminuição de mão de obra”, declarou. Mas o próprio Marinho, no fim de seu pronunciamento, admitiu que será difícil ter a continuação das vendas da perua: “A presidente Dilma não quer saber de velharia.”

O Brasil é o único País onde a Volkswagen ainda produz e vende a Kombi. Mais de 1,5 milhão delas foram feitas por aqui desde 1957.



Tags: Luiz Marinho, São Bernardo do Campo, Kombi, Volkswagen, airbag, ABS, Sindicato dos Trabalhadores.

Comentários

  • Rafael

    É brincadeira. Politicagem barata. Este tempo de 2 ou 3 anos não só a Volkswagen teve, como todas as outras, desde 2011 quando foi anunciada a obrigatoriedade. A fabricante já sabia que não seria possivel adequar estes sistemas desde pelo menos 2012. Não fez nada porque não quis. Sobre o brasileiro poder andar numa caixa de ovos insegura não se diz nada, melhor deixar comercializar por mais tempo e manter os empreguinhos da cidade dele.

  • André Queiroz / PIANEWS.NET

    A Volkswagen AG parou o produto (lançado nos anos 50) desde a década de 80. No Brasil último país que ainda fabrica o produto - as exigências de segurança obrigaram a VW a retirar o produto de linha este ano. A KOMBI até o final da década de 70 prestou bons serviços . No entanto levou a morte milhares de pessoas. Infelizmente o Brasil é tão "cego" QUE NENHUM AUTOMÓVEL AQUI FABRICADO pode ser exportado/comercializado nos Estados Unidos : é reprovado nos testes de segurança da NHTSA - National Highway Trafic Safety Administration. Em choques frontais, os carros brasileiros por não utilizarem chapa com a mistura de metais nobres não garantem o efeito sanfona para a proteção do habitáculo. Não não se preocupem com a "eventual demissão dos 3 mil operários da VW". A montadora irá utiliza-los em outros setores inclusive no retorno imediato da planta da Audi ao Brasil.

  • GIAN

    PIADA !!! CARROS INSEGUROS E GOVERNOS IRRESPONSÁVEIS ... ESSA É A LONGEVIDADE QUE IMPERA NO BRASIL !!!!

  • Marcos Antônio Rolim Villa Verde

    Esse prefeito é um imbecil! Querendo que um carro sem segurança seja fabricado! Eu sabia desde que a lei foi promulgada (OBRIGANDO a inclusão do ABS e AIRBAG a partir de 2014) que os dias da Kombi estava vencido! Por que este Prefeito não foi negociar com a VW a fabricação de um modelo novo! Esta pais é o paraíso das montadoras! O ex-presidente FHC não teve coragem de aprovar a obrigação do AIRBAG e do ABS no seu governo! E olha que só são DOIS airbags, na Europa o Ford Fiesta tem 10 airbags independente do modelo seja mais simples ao mais caro! Marcos Rolim

  • Fábio Viviani

    É extremamente lamentável essa posição do prefeito de São Bernardo. A situação fica ainda mais absurda por ter sido colocada durante um seminário de segurança veicular. A abertura de uma exceção para a Kombi abrirá portas para que outros modelos brasileiros sem airbag e ABS continuem a ser produzidos. É necessário ter consciencia que a continuidade destes modelos terá como resultado mais mortes e indivíduos inválidos devido a acidentes de transito. Minha pergunta é: "Quantas vidas humanas justificam manutenção de empregos?" Não podemos justificar a manutanção da produção de veículos mortalmente perigosos (leiam a edição de Outubro da revista Quatro Rodas página 122) sob a justificativa de beneficiar um determinado número de empregos e prejudicar a sociedade como um todo. É preciso entender que carros brasileiros mais seguros com mais equipamentos de segurança ativa e passiva, geram também uma quantidade significativa de novos empregos, tanto na produção como em testes e pesquisa.

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