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Eventos | 27/09/2013 | 09h51

Seminário da AEA debate segurança veicular

Evento destacou a importância de incluir mais equipamentos na motocicletas

ALEXANDRE AKASHI, PARA AB

O uso de tecnologias que garantem frenagens mais eficientes em motocicletas foi o tema principal debatido nesta quinta-feira, 26, durante o Seminário de Segurança Veicular 2013, realizado pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), em São Paulo, que contou ainda com palestras sobre a importância da certificação compulsória de autopeças, a evolução dos ensaios biomecânicos e o uso correto de veículos com airbags.

O encontrou teve ainda palestra do ministro de Transportes do Reino Unido, Ian Yarnold, que falou sobre como a Inglaterra trata o tema Segurança Veicular. De acordo com ele, os focos são educação, engenharia de vias e veículos, e fiscalização. "Investigamos os acidentes para propor soluções", afirma ao mostrar as estatísticas: 200 mil feridos em acidentes por ano, sendo 468 mortes causadas por excesso de velocidade, 166 por embriaguez, e 407 decorrentes de acidentes causados por falta de manutenção no veículo.

Estes são números que o Brasil não dispõe, assim como carece de uma política melhor de formação de condutores, principalmente em motocicletas. O debate principal do seminário foi a necessidade de se adotar sistemas de frenagem mais eficientes para motocicletas, uma vez que os cursos de formação de condutores são falhos e não ensinam como o motociclista deve agir em situações de emergência.

"Eficiência da frenagem é reduzir a velocidade do veículo na menor distância possível mantendo sua dirigibilidade em qualquer condição de piso", explicou o gerente técnico do Cesvi Brasil, Emerson Feliciano, ao apresentar estudo que revela os números de motocicletas com freios ABS disponíveis no mercado brasileiro. "Temos 38 montadoras de motos que comercializam 350 versões de veículos, sendo que 74% dos modelos não têm o ABS, 16% disponibilizam como item de série e 7% como opcional", disse.

VIOLÊNCIA

Diante disso, o cenário é preocupante. Falta conhecimento ao motociclista, de como operar o veículo de forma segura, falta legislação para obrigar as fabricantes de veículos a oferecer equipamentos de segurança e falta interesse das montadoras de ofertar os sistemas, uma vez que isso encarece o produto e pode prejudicar as vendas. O resultado é o crescimento de mais de 134% nas mortes em acidentes de trânsito com motociclistas entre 2000 a 2011. Estudo da IHA apresentado pelo gerente técnico do Cesvi aponta que "com o sistema ABS, os acidentes fatais com motocicletas diminuem 31%."

Apesar disso, o uso puro e simples do sistema ABS ainda é controverso. Para o engenheiro da Honda Alfredo Guedes o ideal é a combinação do sistema ABS com o CBS (Combined Break System), que atua nas rodas dianteira e traseira sempre que o freio traseiro é acionado. "Mas isso para motos de maior performance, com mais de 300 cilindradas", afirmou durante palestra no evento, em que mostrou comparativo entre a frenagem de uma moto com os sistemas CBS e ABS e uma sem.

No exercício proposto, com a velocidade de 50 km/h, a distância para parar a moto acionando somente o freio traseiro foi de 35 metros. Já ao se utilizar somente o freio dianteiro, a distância cai para 24 metros, mas ao utilizar ambos os freios, a distância cai para 18 metros. "Em modelos de menor porte, somente o CBS dá conta do recado", defende.

AIRBAG

Apesar do cenário preocupante para motocicletas, a segurança veicular passa por período positivo com a obrigatoriedade do uso de airbag e de freios ABS em 100% dos automóveis vendidos no Brasil a partir de 2014. Existe, no entanto, alguns cuidados que o motorista deve ter ao conduzir um veículo com airbags. Este foi o tema da palestra que o engenheiro Rodrigo Laurito, vice-coordenador da Comissão Técnica de Segurança Veicular da AEA, ministrou no evento.

Entre as diversas dicas, a mais importante: "O airbag não dispensa o uso do cinto de segurança", enfatizou ao exibir vídeo produzido pelo governo inglês que mostra as consequências do impacto do corpo sobre o airbag no momento do acidente: vértebras fraturadas com perfuração de órgãos como pulmão e coração. Resultado: morte.

Outra dica importante é respeitar a distância mínima de 20 a 25 cm do volante ao dirigir, assim como não posicionar a cadeirinha para o transporte de crianças no sentido contrário, no banco dianteiro do veículo.



Tags: AEA, segurança veicular, airbag, ABS, moto.

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