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Tecnologia | 11/09/2013 | 19h27

Veículo elétrico longe de ser realidade no Brasil

Sem política de incentivos, novas tecnologias para a mobilidade ficam apenas na vitrine

SUELI REIS, AB

O Brasil ainda está longe de ser um mercado representativo no segmento de veículos elétricos, concluíram os participantes do 9º Congresso Latino Americano de Veículo Elétrico que ocorre paralelamente ao salão no Expo Center Norte, em São Paulo. Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, que abriu os trabalhos do Congresso, enquanto o governo não sinalizar medidas de incentivo para a importação, a venda desses modelos continuará inviável.

“Não basta ser o quarto maior mercado do mundo e ser apenas o sétimo produtor. É incompatível. Temos que produzir mais e é aqui que entra o veículo elétrico. O consumidor brasileiro não deve ser privado das tecnologias, ele deve ter acesso a elas. Normalmente, as tecnologias demoram para chegar ao mercado, temos como exemplo o flex, cujo desenvolvimento começou em 1994, mas só foi lançado em 2003, mas hoje já temos mais de 20 milhões de veículos flex vendidos”, defendeu Moan.

O vice-presidente da entidade, Antônio Calcagnotto, que também é diretor de relações institucionais e governamentais da Renault-Nissan no Brasil, assinalou que o País é dos mais atrasados no quesito medidas para incentivar veículos elétricos e híbridos:

“A nossa tentativa como entidade de entregar uma proposta ao governo é para tentar colocar o Brasil na rota que o mundo inteiro está adotando, de novas tecnologias para a mobilidade, que abrange não só automóveis, mas duas rodas, ônibus, trens, metrôs. A própria América Latina, como um todo, está mais adiantada que o Brasil, com a adoção de incentivos fiscais bastante interessantes”, ressaltou.

Segundo Calcagnotto, a medida encontrada pela maioria dos países da região que têm adotado veículos elétricos – México, Argentina, Equador, Colômbia, Costa Rica, Porto Rico e Chile - é a retirada de parte dos impostos incidentes para este tipo de produto, além de parcerias com prefeituras e empresas de distribuição de energia para levar estes veículos às ruas. Além disso, o executivo cita um novo estudo que está sendo desenvolvido pela Anfavea sobre medidas de incentivos para veículos pesados dotados de novas tecnologias, como caminhões e ônibus.

O executivo revela que os impostos representam 73% do custo de um veículo elétrico vendido no Brasil. Segundo ele, um Nissan Leaf, por exemplo, que hoje chega ao Brasil por R$ 210 mil, teria o preço reduzido para cerca de R$ 90 mil com a desoneração do IPI. Caso a empresa iniciasse a produção local do carro, o preço poderia cair para R$ 70 mil.

Para o gerente de assuntos governamentais da Toyota do Brasil, Roberto Braun, o Brasil ainda engatinha sobre a questão de carros elétricos:

“Estamos atrasados quanto à proposta do C40: quarenta cidades no mundo que assinaram um acordo para reduzir consideravelmente os níveis de emissões na próxima década. Do Brasil, apenas Rio de Janeiro e São Paulo fazem parte deste acordo. Ainda assim, as duas cidades tentam, de forma limitada, introduzir o uso de veículos elétricos, considerando mais o transporte público do que o individual.”

Veja abaixo reportagem exclusiva de Automotive Business no 9º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos:



Tags: Veículos elétricos, híbridos, tecnologia, Luiz Moan, Anfavea, Antônio Calcagnotto, Renault-Nissan, Leaf, Roberto Braun, Toyota.

Comentários

  • Marcos Rolim

    Será que o preço do carro elétrico ser tal alto ? só impostos? E como fica a ganância do fabricante? Aqui no Brasil tudo é caro porque o imposto é alto, mas na realidade aqui É O PARAÍSO DAS MONTADORAS! Todas estão chegando!!!! Recentemente li numa revista Italiana que o o carro elétrico da BMW ficaria em € 32.000,00 mas quando chegasse no Brasil iria para mais de R$ 200.000,00!!! Acho que é um assunto bom para por em discussão entre pessoas que estão familiarizadas com imposto, custo de fabricação e lucros de montadoras. Abraços

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