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Autopeças | 09/09/2013 | 18h24

Bosch confirma adoção de start-stop no Brasil em 2014

Empresa já desenvolve sistema no País

ANA PAULA MACHADO, PARA AB

Ter um carro com tecnologia que desliga o motor quando o carro está parado já não é um sonho distante para o consumidor brasileiro. A alemã Bosch confirmou que está em desenvolvimento com uma montadora instalada no Brasil a adoção do seu sistema “start-stop”. A novidade chegará ao mercado já no ano que vem.

“Definimos que o sensor de baterias não será nacionalizado, mas estamos trabalhando na tecnologia para que em meados de 2014 já estejamos fornecendo para os clientes brasileiros. A chegada do sistema vai cobrir um gap existente do Brasil em relação a outros mercados e acredito que o componente será popularizado em breve. É questão de tempo”, disse o gerente de vendas e marketing, divisão de segurança veicular da Bosch para a América Latina, Carlo Gibran durante o painel “O papel da eletrônica e inovação, o que mudará nos carros”, realizado no Workshop desafios da Legislação Automotiva 2014, realizado na segunda-feira, 9, em São Paulo por Automotive Business.

Segundo Gibran, o Inovar Auto foi um impulsionador do desenvolvimento de tecnologias que priorizam a eficiência energética e por isso, ele acredita que sistemas de segurança veicular deverão fazer parte dos estudos nos centros de engenharia somente num segundo momento. “O regime também fala de segurança veicular, mas ainda é muito pouco. São sistemas que ainda vão chegar”, disse.

O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Kostal Eletromecânica, Wayne Alves, também acredita que o grande mote do Inovar-Auto em termos de novas tecnologias é a questão da eficiência energética. “O powertrain vai ser a bola da vez nesse primeiro momento, até porque temos expertise nesse assunto. Somos referência no mundo”, afirmou Alves.

O que vai pesar, no novo momento do desenvolvimento tecnológico, é a escassez de mão de obra qualificada. Segundo o diretor da divisão powertrain da Continental Brasil, Anderson Citron, o próximo apagão será na engenharia. “E não falo somente no setor automotivo, é em todos os segmentos econômicos. Falta uma definição clara do governo brasileiro sobre o que queremos. Queremos produzir e desenvolver tecnologia ou somente aplica-las.”

Na Magneti Marelli há um esforço para retenção dos talentos em seus centros de desenvolvimento. “Aos novos engenheiros ainda falta um amadurecimento. Temos programas de capacitação específicos para esses profissionais que acabam de sair das universidades”, disse o diretor geral para sistemas eletrônicos da Magneti Marelli Mercosul, Nabil Rahil.

“É uma mão de obra altamente valorizada e procurada aqui no mercado brasileiro. A engenharia é à base da indústria automotiva”, afirmou o diretor de eletrônicos & segurança da Delphi América do Sul, Valdir de Souza, acrescentando que a companhia tem pelo mundo 20 mil engenheiros e que mantém na América do Sul cinco centros de desenvolvimento, sendo quatro deles no Brasil.

Assista abaixo as entrevista exclusivas a ABTV de Anderson Citron, Nabil Rahli e Valdir de Souza:







Tags: Workshop, legislação automotiva, exportações, produção, Sthephan Keese.

Comentários

  • Carlos Monteverde

    Precisamos pensar nesta tecnologia para veículos comerciais caminhões e ônibus. Imagine o benefício desta tecnologia no trânsito caótico de SP.

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