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Legislação | 09/09/2013 | 16h21

Brasil precisa ajustar processos de homologação

Metodologias devem focar em agilidade para contribuir com a chegada de novas tecnologias

SUELI REIS, AB

“Os processos de homologação precisam se ajustar e ter prazos menores.” O alerta é de Carlos Bonote, vice-presidente da VCA South America, agência oficial de homologação de veículos do Reino Unido, que acaba de montar sua filial na América do Sul, localizada no consulado britânico em São Paulo. Para o executivo, a legislação deve servir como ferramenta de apoio ao avanço das inovações e não como barreira:

“Se congelar o processo de homologação, ou seja, se as regulamentações não evoluírem com a necessidade local, você pode inibir a aceleração do desenvolvimento de novos veículos”, disse Bonote.

Em sua apresentação durante o painel "Desafios na certificação de componentes e veículos" do Workshop Desafios da Legislação Automotiva 2014, promovido por Automotive Business na segunda-feira, 9, em São Paulo, Bonote apresenta alguns entraves que se solucionados poderiam auxiliar na redução de tempo da chegada de novas tecnologias, fator crucial para que montadoras País alcancem, entre outras questões, os níveis de eficiência energética exigidos pelo Inovar-Auto.

“Novas tecnologias requerem novas regulamentações. Há alguns modelos internacionais de processos de homologação, como o Type Approval, no qual a responsabilidade de certificação é compartilhada entre o fabricante e um órgão certificador. Por outro lado, um processo do tipo Self Certification, o único responsável é o próprio fabricante: os dois modelos tem prós e contras e precisam ser avaliados conforme a necessidade de cada localidade”, explicou.

Ele acrescenta que há países que já adotaram o sistema Type Approval, por reduzir o risco do processo de homologação. Ao mesmo tempo, porém, é mais burocrático, demanda mais tempo e maior custo. No Self Certification, enquanto se extingue a necessidade de testes testemunhados, menor tempo e custo, o fabricante deve interpretar os requisitos por conta própria, o que pode oferecer maior risco, com relação a fatos futuros, como ações legais ou mesmo recalls. No caso do Brasil, prevalecem processos no modelo de Self Certification, mas o País tem adotado parcialmente, assim como em outros mercados emergentes, o Type Approval, tornando as medidas mais rígidas.

Para o Superintendente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), Mário Guitti, o próximo passo da certificação no Brasil deve passar pelo crivo das autopeças, dentro do âmbito do novo regime automotivo: “O Inovar-Auto é importante neste processo de avanço das certificações: o que ele exige traz como consequência a vinda de novas tecnologias. Acredito, contudo, que deve-se olhar mais carinhosamente para as autopeças: nós do IQA identificamos alguns setores com dificuldade para atuar. Também há questão de regulamentação do aftermarket: o que envolve concessionárias, distribuidores e centros de reparação. Se houvesse compulsoriedade de certificação do mercado de reposição, ganharíamos novo patamar de serviços no Brasil, seria grande nosso potencial de melhoria”, conclui.

Assista abaixo as entrevista exclusivas a ABTV de Carlos Bonote e Mario Guitti:





Tags: Workshop, legislação automotiva, certificação, homologação, Carlos Bonote, Mário Gutti.

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