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José Gonçalves: novo presidente da FPT Industrial para AL
José Luis Gonçalves, novo presidente da FPT para América Latina

Powertrain | 08/08/2013 | 19h55

José Gonçalves: novo presidente da FPT Industrial para AL

Após 18 anos no Grupo Volvo, executivo chega com foco em ampliação de negócios e da rede

SUELI REIS, AB

Após percorrer diversos mercados do mundo durante os 18 anos que trabalhou no Grupo Volvo, o ex-gerente de vendas e marketing da divisão de ônibus para a América Latina, José Luis Gonçalves, assume um novo desafio: o de presidente da FPT para a região. Nascido na Colômbia e naturalizado brasileiro, o executivo chega com a missão de acelerar o crescimento dos negócios da fabricante de motores e ampliar a rede de atendimento no segundo principal mercado regional para a companhia, depois da Europa. Pela primeira vez, a empresa do Grupo Fiat Industrial nomeia um brasileiro para o cargo.

A América Latina representa 11% da receita da FPT no mundo, que atingiu € 2,9 bilhões em 2012 (com a venda de 476 mil motores, dos quais 450 mil com padrão Euro 5, mais 80 mil eixos e 34 mil transmissões). Do total de vendas da fabricante de motores na região, o Brasil responde por 95%.

“Depois da Europa, a América Latina é o mercado mais importante para a FPT com tamanho e porte de representatividade global, para o qual prevemos um grande potencial de desenvolvimento que consolidaremos nos próximos anos”, afirmou.

Com duas fábricas na região para gerir – a brasileira em Sete Lagoas (MG) e a argentina em Córdoba – que somam capacidade produtiva de 140 mil unidades por ano, mais um centro de desenvolvimento no complexo industrial brasileiro, o executivo alinha sua gestão à estratégia global para alcançar a meta de vendas de 100 mil motores por ano no período de 4 anos. Em 2013, a projeção aponta para vendas de 78 mil motores, dos quais 72 mil só no Brasil, um aumento de mais de 16% sobre as entregas de 2012 no mercado brasileiro, puxado especialmente pelo segmento de comerciais leves. No mundo, a estratégia da FPT está focada no aumento da fatia do que ela chama de mercado aberto, ou seja, clientes que não fazem parte do Grupo Fiat Industrial – que hoje representam 90% das vendas da companhia mundialmente.

No Brasil, o executivo sustenta sua aposta de crescimento dos negócios a partir de diversos fatores, como a expectativa positiva acerca do desenvolvimento da economia brasileira, baseada em investimentos em infraestrutura, safra recorde, estímulos do governo ao setor de caminhões e ônibus (redução da taxa Finame PSI), manutenção do PAC 2, além da consolidação do Euro 5. Com a previsão de um PIB elevado em 2,5% em 2013 sobre o ano anterior, ele aponta que haverá um aumento significativo das vendas de veículos comerciais, algo como 10% para caminhões, 18% para máquinas agrícolas, 12% máquinas de construção e 8%, ônibus. O incremento, segundo ele, se deve não só pelas baixas bases de comparação do ano passado, mas pelo real avanço dos mercados, que refletem uma recuperação das atividades econômicas do País.

“Devemos ter no ano um crescimento importante sim e há indícios de que ultrapassaremos o volume recorde de 2011, no caso de caminhões. Se considerarmos todos os mercados, desde caminhões, ônibus e comerciais leves até máquinas agrícolas, de construção e geradores de energia, estamos falando de índices de crescimento entre 3% e 20% em 2013, o que representa um acréscimo de 62 mil motores com relação ao total que entrou no mercado durante todo o ano passado”, argumentou.

Em linha com sua meta de ampliar negócios, o executivo aposta em crescimento da FPT acima do mercado em todos os segmentos, exceto para máquinas de construção. As demandas, segundo Gonçalves, serão impulsionadas pelo próprio crescimento dos clientes atuais, e, portanto, do mercado, mas também pelo desenvolvimento de novos negócios, atraídos pela diversificação do portfólio e com o desenvolvimento de novas potências para atender aplicações específicas.

Atualmente, a gama da FPT atende as faixas de 60 cv a 560 cv, no caso do mercado brasileiro. Em sua gama completa internacional, a empresa mantém motores de até 1 mil cv de potência e prevê o lançamento de pelo menos mais duas versões, um propulsor de 16 litros com potências de 670 cv a 710 cv e um de 12 litros e 3 cilindros que deve entregar de 120 cv a 150 cv de potência, para aplicação em comerciais leves, principalmente vans. Ambos previstos para 2014 com estreia na Europa, a princípio.

Além da diversidade e aplicações customizadas, a empresa destaca sua atuação no desenvolvimento de tecnologias para uso de combustíveis alternativos. Segundo Helton Lage, diretor de engenharia da FPT, já estão mais que consolidados projetos nessa linha, como os motores para veículos comerciais pesados movidos a gás natural veicular (GNV). Ele lembra o fornecimento de 1,5 mil unidades para a Modasa, no Peru, que gerou contrato no valor de US$ 30 milhões para entregas previstas até 2016 (leia aqui). Também há desenvolvimentos de motores para veículos pesados a etanol, tanto para aplicações on-road e off-road, propulsores preparados para biodiesel, além de novidades na área de fluídos de pós-tratamento alternativos a ureia.

“Essa aplicação especificamente para off-road, segmento que representa 27% da vendas da FPT, será um ponto forte de inovação para o mercado local”, declara Lage, lembrando que o País já determinou normas de emissões para veículos fora-de-estrada que deve entrar em vigor em 2015. Para o segmento de máquinas agrícolas, especificamente, a empresa espera aumentar em 50% suas vendas em 2013.

REDE

Para consolidar sua participação no mercado brasileiro e ampliar a atuação geográfica no País, Gonçalves destaca que outra meta de sua gestão será o aumento da rede de atendimento ao cliente com a criação de uma rede exclusiva da FPT, via concessão, com investimento privado. Segundo ele, a estratégia prevê 50 novos pontos de atendimento nos próximos quatro anos, complementares aos 500 postos atuais que fazem parte da rede de empresas das marcas do Grupo Fiat Industrial, considerando revendas de Iveco, Case e New Holland (máquinas agrícolas e de construção).

“Será um atendimento diferenciado, com assistência e serviços voltados exclusivamente ao conjunto powertrain”, conclui.



Tags: FPT, motores, Fiat Industrial, José Luis Gonçalves, Euro 5, GNV, biocombustível, GNV.

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