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Abeiva projeta redução nas vendas em 2013
Padovan, da Abeiva, espera volumes maiores de vendas no segundo semestre

Importados | 23/07/2013 | 13h48

Abeiva projeta redução nas vendas em 2013

Associação calcula queda de 4% sobre 2012, para 120 mil veículos importados

GIOVANNA RIATO, AB

A Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, reduziu novamente a expectativa de vendas para este ano. A entidade calcula que os negócios das empresas associadas chegarão a 120 mil carros, com redução de 4% na comparação com o resultado de 2012. A nova perspectiva foi anunciada pelo presidente da organização, Flavio Padovan, na terça-feira, 23. A expectativa é menor do que a divulgada no início do ano, de 150 mil emplacamentos, e fica abaixo ainda do anunciado em junho, quando a entidade reduziu a projeção para 130 mil carros.

- Veja aqui os dados da Abeiva

A expectativa mais modesta é consequência da forte redução nas vendas no primeiro semestre do ano, que diminuíram 23,2%, para 54,5 mil unidades. Padovan aponta que a retração é reflexo da forte base de comparação do mesmo período do ano passado. “Na primeira metade de 2012 o mercado ainda foi embalado pelas unidades que tinham sido importadas sem o adicional de 30 pontos no IPI”, lembra. As empresas associadas da Abeiva responderam por 3,1% do total vendido no mercado interno.

A entidade destaca que, entre janeiro e junho, as importações realizadas pelos fabricantes de veículos instalados no Brasil sofreram retração maior, de 14,2%, para 274,1 mil unidades. “A queda reflete as restrições de importações do México”, avalia Padovan. Considerando os veículos trazidos do exterior pelos associados da Anfavea e da Abeiva, as importações chegaram a 330 mil carros, com diminuição de 15,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Enquanto isso, as vendas de veículos nacionais saltaram 10,9%.

Em junho as vendas das marcas da associação se mantiveram praticamente estáveis na comparação com o mês anterior, com leve crescimento de 0,2%, para 9,6 mil unidades. Em relação ao mesmo mês do ano passado a queda foi mais expressiva, de 14,2%.

Padovan esclarece que a valorização do dólar não é o fator que mais influenciou na redução das vendas do setor no primeiro semestre. Para ele, o maior impacto dessa alta aconteceu no ano passado, quando a cotação subiu de cerca de R$ 1,70 para mais de R$ 2.

A associação dos importadores projeta demanda maior no segundo semestre, com aumento da média mensal. “Mesmo com algumas más notícias da economia, como o crescimento da inflação, a segunda metade do ano é tradicionalmente mais aquecida. Esperamos elevar nossa média mensal de vendas para entre 10 mil e 11 mil unidades”, diz o presidente da organização. Segundo ele, a média ficou em torno de 9 mil carros por mês entre janeiro e junho. Antes da melhora do patamar de vendas prevista para o segundo semestre, os importadores deverão registrar volumes fracos em julho, mês influenciado pelas férias escolares.

MARCAS PREMIUM GANHAM ESPAÇO

Durante o primeiro semestre, a Kia Motors manteve a liderança nas vendas entre as marcas da Abeiva, como maior importadora sem fábrica no Brasil. A companhia garantiu 27,9% de participação na entidade. Em segundo lugar está a JAC Motors, que teve 16,4% de market share entre janeiro e junho.

Em terceiro, quarto e quinto lugar aparecem as marcas de carros premium BMW (com 11,1% de participação), Land Rover (9,7%) e Audi (5,1%), respectivamente. As companhias garantiram crescimento importante mesmo com os volumes limitados pelas cotas de importação do Inovar-Auto. As empresas inscritas como importadoras no programa podem trazer de fora certo número de veículos sem pagar o adicional de 30 pontos no IPI. Esse volume é calculado com base na média de importações dos últimos três anos, com teto de 4,8 mil unidades anuais.

“Essas cotas beneficiam mais as empresas pequenas, que vendem baixo volume no País”, aponta Padovan. As importadoras que vendem modelos mais baratos e em grande quantidade, como a Kia, por exemplo, acabam não recebendo incentivos importantes com o programa, já que a maioria dos carros vendidos no Brasil é sobretaxada. O presidente da Abeiva lembra ainda que a demanda por carros de luxo é menos elástica, o que faz com que parte dos os consumidores não desistam da compra diante de variações de preço.

Segundo Padovan, o segmento premium tem grande espaço para crescer no Brasil. O executivo aponta que a participação desses modelos no mercado interno é de cerca de 6%. “Esse porcentual é menor do que o registrado em muitos países, incluindo os Brics, como a China”, analisa, referindo-se ao bloco das nações emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China.

Assista à entrevista exclusiva com Flavio Padovan, presidente da Abeiva:



Tags: Abeiva, veículos importados, Flavio Padovan, premium.


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