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Anfavea mantém projeções mas já prevê recorde para junho

Mercado | 06/06/2013 | 17h40

Anfavea mantém projeções mas já prevê recorde para junho

Vendas no acumulado somam 1,48 milhão de unidades; devem chegar a 3,9 mi no final do ano

CAMILA FRANCO, AB

A Anfavea, a associação que reúne os fabricantes de veículos, mostrou-se mais uma vez cautelosa diante das projeções para o ano de 2013, porém mais confiante de que o mercado chegará a 3,9 milhões de unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em reunião com a imprensa na quinta-feira, 6, em São Paulo, Luiz Moan, presidente da Anfavea, disse que ainda não revisou as previsões, o que deverá ser feito apenas daqui a dois meses, após a virada do semestre, mas já aposta que junho terá recorde de vendas e que os demais meses continuaram em linha crescente.

“Nos últimos oitos anos, junho tem anotado volume melhor do que maio. Neste ano não deverá ser diferente”, afirmou Moan. Outro motivo para o otimismo é o índice de inadimplência. “As expectativas são boas. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, os calotes têm diminuído. Giram em torno de 6% ao ano se considerados veículos novos, usados e motos. E estão na casa de 3% se considerados apenas os automóveis.”

-Veja aqui os dados da Anfavea

RESULTADOS

Nos primeiros cinco meses deste ano, os licenciamentos totalizaram 1,48 milhão de unidades, alta de 8,6% sobre o mesmo período de 2012, apesar de dois dias úteis a menos. A média diária subiu 10,7% na mesma base de comparação e contribuiu para o resultado. De janeiro a maio deste ano a média foi de 14,3 mil unidades entregues a cada dia, enquanto no mesmo intervalo do ano passado, de 12,9 mil veículos.

O segmento de automóveis e comerciais leves foi o que mais contribuiu para o desempenho dos primeiros cinco meses, com crescimento de 8,9% na comparação anual, chegando a 1,40 milhão de unidades. A ascensão neste caso é justificada por uma base fraca de comparação de 2012. O presidente comentou: “O período entre janeiro e abril do ano passado foi fraco. Só houve alta no final de maio, quando o governo recorreu à redução do IPI para automóveis.” Caminhões e ônibus apresentaram leve alta no acumulado do ano, de 2,2% (60,9 mil unidades) e 0,8% (13 mil), respectivamente.

Todos os licenciamentos efetuados em maio somaram 316,2 mil unidades, o que representa uma alta de 10% sobre maio do ano passado (quando ainda não havia redução do IPI) e uma queda de 5,2% sobre abril deste ano. Moan afirmou que o resultado do último mês só foi melhor por causa do feriado que parou os dias 30 e 31 de maio.

Com 21 dias úteis, a média diária de maio teve queda de 0,7% sobre o mês anterior, para 15 mil veículos emplacados por dia, contra os 15,1 mil em cada um dos 22 dias úteis de abril.

Do total dos veículos licenciados em maio último, 300,9 mil foram veículos leves (232,9 mil automóveis e 67,9 mil comerciais leves), 12,6 mil caminhões e 2,6 mil chassis de ônibus. Luiz Moan frisou que este foi o melhor mês de maio da história no segmento de leves.

Na comparação de maio com abril (considerado atípico pela associação), nenhum dos segmentos apresentou expansão nas vendas. As de automóveis e comerciais leves caíram 5,1%; as de caminhões, 9,5%; e as de ônibus, 4,7%. Sobre maio de 2012, o resultado foi positivo para todos, com crescimento de 9,7% para automóveis, de 16,1% para caminhões e de 15,2% para ônibus.

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:



Tags: Anfavea, vendas, mercado, Luiz Moan, emplacamentos, licenciamentos.

Comentários

  • WAGNER SIQUEIRA

    Boa noite a todos que me leem; O governo federal deveria deixar de subsidiar juros e aprimorar renovação de frota, onde o autônomo e pequeno transportador poderiam renovar sua frota com subsídios de sucateamento dos veiculos com idade superior a 15 anos. O que esta sendo gasto pelo governo em subsídios de taxas de juros daria para comprar 70% da frota circulante superior a 15 anos porem com os subsídios das taxas de juros só beneficiam os grandes e transportadoras que elevaram suas compras para se beneficiar dos juros e agora na atual conjuntura houve um entrave nas vendas de caminhões devido que os grandes e transportadoras de grande porte estão com os investimentos estagnados pelo grande volume comprado muitas vezes sem a devida necessidade. Parabéns DILMA e toda equipe ECONÔMICA que só aplicam vantagens aos grandes.

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