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Lançamentos | 19/05/2013 | 01h02

Michelin renova linha de pneus de reposição para motos no Brasil

Fabricante quer aumentar de 6% para 12% sua participação no segmento de duas rodas

MÁRIO CURCIO, AB | De Piracicaba (SP)

A Michelin renova no Brasil boa parte de sua linha de pneus para moto. São cinco lançamentos, provenientes de fábricas na Espanha, Sérvia e Tailândia. Eles foram desenvolvidos em Clermont-Ferrand, na França, a partir de testes realizados em diferentes locais, inclusive no Brasil. Dos novos produtos, o mais importante para o mercado nacional é o Pilot Street, destinado a modelos urbanos com cilindrada até 250 centímetros cúbicos, que no Brasil respondem por cerca de 90% das vendas.

“Nos próximos dois ou três anos, queremos dobrar nossa participação no segmento urbano”, diz o diretor de marketing e vendas para pneus de motos na América do Sul, Rogério Cortes. Atualmente, a empresa detém 6% do mercado de pneus para motos, que em 2012 foi de 7,3 milhões de unidades se considerados apenas os produtos das filiadas à Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip).

Os Pilot Street vêm da Tailândia (90%) e da Sérvia (os 10% restantes). Já começaram a ser repassados aos 28 distribuidores da fabricante. A Michelin não produz pneus para duas rodas no Brasil e em princípio só os venderá para o mercado de reposição.

“Algumas fabricantes de motocicletas já nos procuraram, mas sabemos que é difícil manter um abastecimento regular quando se depende de importações”, afirma o diretor-geral para pneus de passeio, caminhonete e moto da América do Sul, Damien Destremeau.

Sobre a possibilidade de produção local, Rogério Cortes afirma: “Neste momento não existe projeto. O primeiro passo é ter volume para justificar investimentos.” O Pilot Street tem preços 5% a 10% mais altos que os de seus principais concorrentes, feitos pela Pirelli. Em contrapartida, duram 30% a mais, de acordo com avaliações feitas pelo Instituto Mauá de Tecnologia.

Os testes de rodagem do Pilot Street ocorreram no Brasil. “Eles foram projetados para o uso no sudeste asiático e na América do Sul”, afirma o gerente de produto de pneus para pequena e média cilindradas, Stephane Brihat. Eles substituem a linha Sporty e têm 12 dimensões diferentes, para montagem em aros de 14, 17 e 18 polegadas.

Dentro da linha Honda, por exemplo, podem calçar desde a Biz (de 100 a 125 cc) até as CBX 250 Twister usadas, passando pelas CG 125 e 150. Também podem ser utilizados na Yamaha YBR 125 e na Dafra Next 250. Como vantagem sobre o antecessor, o Pilot Street tem novo composto que melhora a aderência e a durabilidade. E a escultura garante bom desempenho em pista seca ou molhada, especialmente em curvas.

Automotive Business avaliou em pista seca duas Honda CG 150 Titan, uma com pneus Pirelli e outra com os Michelin Pilot Street, que resultaram em uma ligeira melhora no controle da moto nas curvas mais acentuadas.

TECNOLOGIA PARA MÉDIA CILINDRADA
Michelin

Pilot Street Radial dura 30% mais e melhora o controle da moto. Num teste, ele reduziu em 10,4 metros o espaço de frenagem em pista molhada em relação a um concorrente (fotos: Mário Curcio)

O segundo lançamento mais relevante da Michelin foi o Pilot Street Radial, produzido na Tailândia. Pela primeira vez, uma fabricante produz um pneu com tecnologia radial para motos de 250 a 300 cc. Está disponível em três medidas e pode ser aplicado nas motos Honda CBR 250, CB 300R e Kawasaki Ninja 300.

“A Michelin percebeu que as motos dessa faixa de cilindrada evoluíram muito em quadro, suspensões e freios e faltavam pneus para acompanhar esses avanços”, diz o gerente de desenvolvimento de pneus para motos urbanas, Cedric Doussot. Em relação aos pneus diagonais, os radiais propiciam maior área de contato com o solo, reduzem os espaços de frenagem e melhoram o conforto.

A Michelin também informa durabilidade 30% superior para o Street Radial em relação aos concorrentes e preço 5% mais alto em relação ao antecessor. O novo pneu utiliza um composto de sílica que melhora a durabilidade e, de acordo com testes, propicia melhor aderência em piso molhado na comparação com concorrentes Bridgestone e Pirelli.

Num autódromo, a fabricante realizou um teste simulando frenagem de 80 km/h a zero com chuva. As cinco primeiras paradas foram feitas com pneu dianteiro Pirelli Sport Demon e as cinco restantes, com o dianteiro Michelin Pilot Street Radial. A motocicleta utilizada foi uma Honda CB 300R equipada com freios ABS. Na média das cinco passagens, o Pirelli precisou de 42,6 metros para parar e o Michelin, 32,2 metros, ou seja, 10,4 metros a menos.

Automotive Business confrontou em asfalto seco duas motos Honda CB 300R, uma com pneus Pirelli e outra com os novos Pilot Street Radial, que aumentam a sensação de segurança em curvas de alta velocidade.

NOVAS OPÇÕES PARA ALTA CILINDRADA
Michelin

Pilot Power 3 tem dois compostos na banda de rodagem e recebeu tecnologia 2CT+ para o pneu traseiro, que melhora o controle da moto em curvas durante as acelerações

Para motocicletas esportivas de alta cilindrada a Michelin está trazendo da Espanha três novos modelos. O primeiro deles, chamado Power Supersport, é voltado aos usuários que pilotam motos metade do tempo em viagens, metade em pistas de corrida, como nos chamados track days, eventos cada vez mais comuns. Assim como o pneu antecessor, o Supersport utiliza dois compostos na banda de rodagem, um mais duro no centro e outro mais macio nos ombros para melhorar a aderência em curvas. O Supersport está à venda em cinco medidas (uma dianteira e quatro traseiras), todas para aros de 17 polegadas.

Também com dois compostos, a Michelin traz o Pilot Power 3, destinado a uso predominante em rodovias (85%). O desenho de sua banda de rodagem propicia melhor aderência em piso molhado que o do Power Supersport. Tanto um como outro contam com uma nova tecnologia (2CT+, aplicada somente nos traseiros) que melhora o controle da motocicleta durante as acelerações em curva. A oferta também é de cinco medidas para rodas de 17 polegadas.

A fabricante de pneus traz também ao Brasil o Anakee III, que equipa 80% das novas BMW R 1200 GS (os outros 20% são da Continental). Esse pneu é voltado a motocicletas do tipo big trail, capazes de cobrir grandes distâncias em asfalto ou piso sem pavimentação. Está à venda em oito medidas diferentes, para rodas de 17, 19 e 21 polegadas. Segundo a Michelin, este foi maior lançamento no segmento de duas rodas já feito pela fabricante na América do Sul.

Michelin

Anakee III foi desenvolvido para as big trails, capazes de percorrer longas distâncias em caminhos com e sem asfalto. Tem novo desenho e é o equipamento original de 80% das novas BMW R 1200 GS. Os outros 20% são fornecidos pela Continental



Tags: Michelin, Pilot Street, Radial, Clermont-Ferrand, Rogério Cortes, Instituto Mauá, motos, motocicletas, Damien Destremeau, Stephane Brihat, Power Supersport, Power 3, 2CT.

Comentários

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    De fato a informação quanto a durabilidade do pilot power 3 frente aos correntes é fidedigna, tenho uma kawazaki vulcam 650 s, rodei com o original exatos 13.350 km, quando pneu criou uma vala no meio da banda de rodagem, coisa que só descobri lá em Salvador, estava vindo para Macaé-RJ, são 1.400 km de distancia, calculo que o pneu original, rodou com segurança aproximadamente 12.100 km, coloque o pilot power 3, pneu caro, em vista dos concorrentes, entretanto, já rodei com ele 11.150 km, com uma longa viagem ao nordeste e o mesmo continua novo, acredito piamente que rodarei folgadamente mais uns 4.000 km, creio que ele (pneu) no final supere a marca de 30 % noticiada pela fabricante, de fato o valor pago por ele, aqui na minha região gira em torno de R$ 900,00 vale o investimento.

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