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Um Mercedes-Benz de entrada para a classe A

Lançamentos | 03/04/2013 | 19h30

Um Mercedes-Benz de entrada para a classe A

Novo e charmoso hatch será o mais barato da marca no País, começa em R$ 100 mil, mas sem perder a estrela

PEDRO KUTNEY, AB

Ele é o que se pode chamar de carro de entrada para a classe A. Assim é o novo hatch Classe A, que chega às concessionárias brasileiras cerca de um ano após ter sido lançado na Europa, com a missão de conquistar clientes para a Mercedes-Benz na parte de baixo de um mercado que está lá em cima, mais precisamente acima da centena de milhares de reais. Para isso ele será o modelo mais barato da marca vendido no Brasil, mas sem perder os luxos dos carros que levam a estrela de três pontas à frente do capô.

O novo Classe A não guarda nenhuma semelhança com o antigo, que chegou a ser fabricado no Brasil, em Juiz de Fora (MG), entre 1999 e 2005. O que era uma carroceria monovolume bem careta deu lugar a um charmoso design aerodinâmico, com coeficiente de penetração aerodinâmica (cx) de 0,27, a mais baixa entre os hatchbacks no mundo todo hoje, segundo a Mercedes-Benz. No mercado brasileiro ele será oferecido só com um tipo de motor, o moderno e eficiente 1.6 turbo de 156 cavalos acompanhado de câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem – na prática, uma transmissão automática de alto desempenho. Estão disponíveis duas versões aqui: o A 200 Turbo Style, por R$ 99.900, e o A 200 Turbo Urban, com acabamento mais requintado e R$ 10 mil a mais, R$ 109.900.

“É o primeiro Mercedes-Benz vendido no Brasil abaixo de R$ 100 mil nos últimos dois anos”, ressalta Dirlei Dias, gerente sênior de vendas e marketing. Mas ele aposta que 80% das vendas serão da versão mais cara, a Urban. A expectativa é vender 2 mil unidades este ano, ou algo como 250 carros/mês. A procura pode até ser maior, mas dificilmente será possível entregar mais do que isso, pois a procura pelo modelo na Europa está aquecida também e já representa dois anos de produção.

Corrobora com a perspectiva de demanda maior do que a oferta o plano de financiamento elaborado pelo Banco Mercedes-Benz para o Classe A: entrada de R$ 55 mil a R$ 60 mil e 36 parcelas de R$ 1,4 mil a R$ 1,5 mil, com juro de 0,84% ao mês. “Cabe no bolso do nosso cliente potencial”, aposta Dias.

MERCADO

O Classe A será fundamental para fazer a Mercedes-Benz entrar em um nicho do qual não participa hoje, ao contrário de seus principais rivais. Esta faixa significa atualmente 26% do mercado de modelos premium formado pelas três marcas alemãs de luxo, com 1,8 mil unidades vendidas no primeiro trimestre deste ano, a maioria de BMW Série 1 e Audi A3.

“Nossos concorrentes têm mais produtos nesse segmento, era o que nós precisávamos para competir”, afirma Dias, lembrando que a Mercedes-Benz vai muito bem nos 74% restantes (5,1 mil veículos no trimestre passado) do nicho de carros de luxo alemães, dominado até agora pela BMW. O Classe C, por exemplo, atualmente o modelo mais vendido da Mercedes no Brasil, abocanhou de janeiro a março 43% das vendas desse estreito segmento.

O Classe A não é o carro mais barato que a classe A brasileira pode comprar (existem os emergentes Hyundai e Kia bem mais em conta), mas por certo é o de maior status pelo menor preço possível em um País que tudo custa caro demais – a começar pelo próprio hatch da Mercedes-Benz, cuja versão mais cara na Europa custa menos de € 30 mil (algo como R$ 76 mil pelo câmbio atual).

QUALIDADES

Caro ou relativamente barato, o fato é que o novo Classe A é charme puro sobre quatro rodas. No anda-e-para da Marginal Tietê, em São Paulo, já na volta de um test drive de 150 quilômetros bastante confortáveis, um senhor ao lado não resistiu e perguntou: “Nossa, é muito bonito, quando começa a vender? É 2.0?” No fim deste mês, é 1.6 turbo, foi a resposta deste feliz motorista, confortado por um banco concha bastante ergonômico, que não cansa para dirigir, e distraído por um sistema de som de alta fidelidade – com os vidros fechados, quase não se ouvem os ruídos externos, nem o eficiente motor turbinado com injeção direta e muito alumínio em sua construção, que acelera forte com pouco gasto de combustível, com a ajuda do sistema start-stop, que desliga o motor automaticamente nas paradas e religa ao tirar o pé do pedal do freio.

As linhas aerodinâmicas do Classe A são uma atração à parte. Para chegar ao cx de 0,27, a coluna A foi bastante inclinada e o desenho todo do carro foi pensado para não deixar frestas que ofereçam resistência ao ar. Com isso, segundo a Mercedes, a cada 100 quilômetros o Classe A economiza 1,5 litro de combustível e o nível de ruído ficou 6% menor do que os principais concorrentes.

O ambiente interno é absolutamente afetuoso com o cliente: nada é áspero, tudo tem resposta suave ao toque, há revestimentos de couro e tecido especial por todos os lados. Destaque para a iluminação interna noturna, com 17 luzes indiretas de LED quente, amareladas, localizadas até no encosto de cabeça dos bancos dianteiros. É um carro compacto com luxos de gente grande, exceção feita à falta do navegador GPS e do ar-condicionado sem dupla zona de temperatura – algo hoje oferecido em veículos bem mais baratos.

Esta falha, porém, é amplamente compensada pelo pacote tecnológico agregado ao Classe A, começando pela direção elétrica progressiva, que bloqueia as trepidações do solo irregular às mãos do motorista e tem correção eletrônica de rota em caso de emergência. Uma sopa de letrinhas como ESP, ABS, EBD e ASR garantem mais segurança, com controle de estabilidades, antitravamento de freios, distribuição de frenagem com assistência de emergência e controle de tração. E se tudo isso falhar, existem sete airbags, incluindo um para os joelhos do motorista. A carroceria, construído com 70% de ligas de alta resistência, oferece maior proteção aos ocupantes.

Os vastos sistemas eletrônicos são comandados por 100 centrais eletrônicas de processamento, com mais de 300 sensores ligados por três circuitos de fibras óticas, emaranhadas no meio de quatro quilômetros de cabos.

O Classe A é o segundo representante da nova família de compactos da Mercedes-Benz – o primeiro a chegar foi o monovolume Classe B e o próximo será o sedã tipo cupê CLA, recém-apresentado. Em todos eles, a ideia foi aumentar substancialmente o grau de esportividade, para reduzir na mesma proporção a faixa etária dos potenciais compradores. O resultado: carros para a classe A emergente em países subdesenvolvidos como o Brasil; ou veículos com sofisticação na medida para confortar consumidores dos mercados maduros que conquistaram o direito de comprar produtos melhores por preços razoáveis.



Tags: Mercedes-Benz, Classe A, carro, hatch, lançamento, mercado, premium.

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