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Segurança | 19/03/2013 | 22h00

Latin NCAP: carros inseguros na América Latina

Terceira fase do programa termina e nenhum modelo consegue cinco estrelas

PEDRO KUTNEY, AB

O Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina, conhecido como Latin NCAP, completou sua terceira fase este mês com testes dos níveis de segurança de mais dois veículos fabricados no Brasil, o Ford EcoSport, que ganhou quatro estrelas do máximo de cinco possíveis, e o Hyundai HB20, que ficou com três. Com o total de 28 modelos incluídos no programa desde 2010, nenhum deles conseguiu até agora alcançar cinco estrelas, o que levou o Latin NCAP a concluir que “os níveis de segurança de alguns dos carros mais vendidos na região são ainda inaceitáveis, abaixo dos padrões mundiais”, diz o comunicado da entidade, que realiza ensaios independentes de impacto em instalações da Adac na Alemanha.

“Contudo, foi registrado avanço, com maior número de carros que atingiram pontuação de quatro estrelas para proteção do passageiro adulto”, acrescenta o comunicado da Latin NCAP. Na terceira fase do programa, que começou no segundo semestre de 2012, dez veículos foram testados, sendo que seis foram avaliados com quatro estrelas (Volkswagen Polo, Honda City, Renault Fluence, Toyota Etios Hatch, Ford New Fiesta e EcoSport), dois com três (VW Bora e Hyundai HB20) e um com apenas uma (JAC J3).

Somados todos os 28 modelos de 12 marcas diferentes testados em três anos pelo Latin NCAP, um deles não ganhou nem uma estrela sequer (o Geely CK, que não é vendido no Brasil), nove obtiveram apenas uma, dois ficaram com duas estrelas, seis com três e dez com quatro. Nenhum recebeu cinco estrelas. Na versão europeia do programa, o Euro NCAP, a maioria dos modelos avaliados tem nota máxima.

Ao encerrar a terceira fase de testes com carros vendidos na região, o Latin NCAP conclui que há “clara evidência de que é possível construir carros mais seguros na América Latina e no Caribe, em alguns casos a preços acessíveis”.

Veja abaixo todos os resultados da terceira fase do Latin NCAP:

Latin

HYUNDAI HB20

Segundo o Latin NCAP, o Hyundai HB20 mostrou boa estabilidade estrutural no teste, mas seus sistemas de retenção (airbags, cintos e pré-tensionadores)não conseguiram evitar danos maiores aos passageiros representados pelos dummies. Devido a essas leituras, o HB20 não conseguiu atingir as quatro estrelas.

O Latin NCAP explica que, para poder oferecer boa proteção aos passageiros, o carro deve cumprir com duas condições: de um lado, a estrutura não deve colapsar, preservando o espaço de sobrevivência durante o crash test; de outro os sistemas de retenção devem proporcionar proteção adequada ante as altas desacelerações.

Os responsáveis pela criação e manutenção do Latin NCAP são a Federação Internacional do Automóvel (FIA), a Fundação FIA, a Fundação Gonzalo Rodríguez (Uruguai), Global NCAP e a International Consumers Research and Testing (ICRT), contando com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A entidade compra em concessionárias os carros que considera os mais procurados e os envia para os testes de impacto. Em alguns casos os próprios fabricantes pedem para que seus modelos sejam testados, como aconteceu com quatro dos dez veículos avaliados na terceira fase do programa.



Tags: Latin NCAP, teste de impacto, crash test, segurança.

Comentários

  • Cristian

    Os projetos novos desenvolvidos no Brasil representam nosso atraso. carros como o Sandero deveriam ser proibidos de vender. Tecnologia totalmente ultrapassada, plataforma antiga e totalmente fora dos padrões mundiais de segurança. É impressionante que o consumidor ainda compra carros assim. HB20 foi outra decepção.... sem comentários.

  • Eduardo Santos

    Interessante o que acontece em nosso pais, as pessoas se encantam com os veiculos e nao dao o devido valor a interesses relevantes ligados a esse produto chamado carro. Vejamos seguranca deveria ser levado a serio e cobrado das montadoras o porque tais resultados em alguns dos veiculos acima avaliados. O valor pago por esse produto nao e pouco e a seguranca e colocada em cheque. Fazendo um adendo a essa reportagem um centro de pesquisa no Brasil realiza tambem testes com esse produto mas ligados a reparacao desses produtos citados, e pasmem os valores sao absurdos pagos pelas seguradoras e segurados, ja que aseguranca esta em jogo.. Resumindo infelizmente tudo esta ligado ao menor custo de prosducao com o maior indice de lucratividade. Nos brasileiros temos que nos questionar o que estamos fazendo porque depois que acontece uma desgraca nao adianta querer culpar este ou aquele.....somos uma sociedade reativa esperamos as coisas acontecerem para depois corrermos atras.......

  • Antº Carlos

    Talvez essa matéria nos ajude a entender, pelo menos em parte, o alto índice de mortes em acidentes automobilísticos no Brasil.

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