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Indústria | 13/03/2013 | 21h22

Caoa confirma Maciel na presidência do grupo; ele pode tocar projeto da montadora brasileira

Andrade passa a presidir o conselho de administração

REDAÇÃO AB

Confirmando os rumores que circulavam no mercado desde novembro passado (leia aqui), o Grupo Caoa anunciou oficialmente na quarta-feira, 13, que Antonio Maciel Neto, 55 anos, é o novo presidente executivo da empresa, no lugar do fundador e sócio-controlador Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que deve deixar as suas funções executivas e passa a ocupar a presidência do conselho de administração do grupo.

Ao trazer Maciel, o Grupo Caoa profissionaliza sua gestão e deve aproveitar a experiência do executivo para atender ao objetivo já declarado de Andrade, de produzir um carro com projeto 100% brasileiro, em uma montadora nacional. “Eu vou realizar este sonho antes de 2020. O Brasil é o quinto maior mercado de automóveis do mundo e não pode ser um país sem sua própria montadora”, disse o empresário no começo de março em entrevista ao portal Brasil 247. A ideia, segundo fontes ligadas à indústria, conta com grande simpatia do governo federal, que estaria disposto a colocar sua máquina de financiamento, via BNDES, para apoiar o surgimento de uma marca automobilística nacional.

A “montadora nacional” Andrade já tem, desde 2007, quando inaugurou sua fábrica em Anápolis (GO), com capital próprio, para produzir veículos sob licença da Hyundai, bem antes de a coreana se interessar em ter sua própria unidade de produção no País, que começou a operar apenas no ano passado. O Grupo Caoa também é importador oficial e distribuidor da Hyundai no Brasil e, atualmente, monta na planta goiana os caminhões HD78 e HR e os utilitários esportivos Tucson e ix35 – a produção deste último começa em breve e conta com investimento de R$ 300 milhões.

Portanto, o que falta agora é o projeto do carro brasileiro, que poderia também ser feito em nova fábrica. O contrato da Caoa com a Hyundai vai até 2027, segundo o próprio Andrade, mas há tempos especula-se o desejo da coreana de assumir toda a sua operação no País – o que começou a ser feito pela fábrica de Piracicaba (SP) e pela rede separada de concessionárias para vender os modelos feitos lá (HB20, HB20X e HB20S).

A EXPERIÊNCIA DE MACIEL

Quando esteve na presidência da Ford Brasil, de 1999 a 2006, Maciel se notabilizou por retomar a participação de mercado perdida pela marca no País, que chegou a baixar para menos de 7% e subiu, no fim de sua gestão, para 10%. Na época, Maciel em pessoa foi garoto propaganda e estrelou um comercial de TV da montadora, convidando os consumidores a experimentar um Ford. Em 2001, ele inaugurou a fábrica de Camaçari (BA), o maior investimento já feito pela companhia no Brasil. Em outubro de 2003, o executivo foi nomeado chefe das operações na América do Sul, acumulando a função com a presidência da subsidiária brasileira.

Maciel tem uma longa carreira executiva que inclui posições de liderança em diversos setores e uma passagem pelo governo. Antes de comandar a Ford, de abril de 1997 a junho de 1999, ele foi presidente do Grupo Itamarati, da Ferronorte Participações e presidente do Conselho da Ferroban (empresa criada após a privatização da Fepasa). De 1993 a 1997, esteve no comando da Cecrisa Revestimentos Cerâmicos. Trabalhou para o governo de 1990 a 1993, nas funções de secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, secretário adjunto de Economia e diretor adjunto do Departamento da Indústria e Comércio. Entre as atribuições que assumiu na época, foi o coordenador técnico das Câmaras Setoriais, inclusive da que promoveu a reestruturação do setor automobilístico brasileiro.

Antonio Maciel Neto nasceu em 11 de outubro de 1957, em Apucarana, Paraná. Graduou-se em engenharia mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1979. Ele iniciou sua carreira profissional em 1980, na Petrobras, onde trabalhou até 1990.

Hoje Maciel também é membro do conselho de administração da ADM (Archer Daniels Midland) nos Estados Unidos e do Grupo Marfrig. Participa também da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, como um dos quatro representantes do setor privado.



Tags: Caoa, Antonio Maciel, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fábrica, investimento, Hyundai, Ford, Subaru.

Comentários

  • Sadao Hayashi

    MONTADORA NACIONAL ! é realmente a noticia que faltava , não que seja uma realidade mas se estão pensando é o primeiro passo ( mas tem que ser para já pois estamos atrasados ) , uma das condições de CONTORNO talvez a mais complicada para tal tarefa, é O PESSOAL mas isso é questão de juntar as INTELIGENCIAS DOS PONTOS CHAVES , nós temos no país com larga experiencia no setor . Vamos remar para o mesmo lado para que a ideia se torne real em curto espaço de tempo.

  • José Carlos Adorno

    A todos, Gostaria de externar minha opinião sobre o Sr. Antonio Maciel Neto sem interesse algum, pois tenho uma vida pessoal e profissional bem definida e alicerçada. Além da grande admiração como profissional pelo que fez enquanto presidente da Ford Brasil, mencionado no artigo acima e que tive oportunidade de conviver neste período em função de atuar em uma grande industria de Autopeças e fornecer para a Ford. A alguns anos atrás tive a oportunidade de sentar ao seu lado em vôo de Chicago a São Paulo e conhecer um pouco da pessoa Maciel. Trata-se de um homem simples, atencioso e em nenhum momento enfatizou sua elevada posição, como normalmente fazem pessoas em um elevado nível que fazem valer seu egocentrismo. Parabenizo-o, pois ele merece e faz jus ocupar esta posição por sua elevada competência.

  • Fernando Hess

    Finalmente uma inciativa para se voltar a ter uma montadora nacional. Rússia,Índia e China tem. Nós, até hoje, só fazemos comprar carros e remeter lucros para os países de origem das montadoras no Brasil.

  • Geovane

    Ficarei na torcida para que esse projeto seja consagrado pois, como o nosso país não pode simplesmente usando aquilo que na verdade não é nosso,no que se refere na fabricação,é claro. E por outro lado cabe a cada um brasileiro que ama a sua pátria valorizar essa ideia brilhante de um brasileiro com uma ideia brasileira.Porque o nosso país também que ser conhecido como produtor e não só como consumidor.

  • Almir Cavagnolli

    Fui vítima do CAOA. Venderam-me Subaru Impreza WRX SD, chassis JF1GEELD39GO10247, 0km, mas batido, por duas vezes, repintado e com falta/ausência de partes/peças originais.

  • roberto

    GRANDE INICIATIVA DE MACIEL, PODERA SER CONSIDERADO MAIS QUE EMPRESARIO MAS UM BRASILEIRO SIMBOLO

  • welton

    O JAPÃO é uma pequena ilha e tem mais de quatro importantes marcas de automóveis, a ITALIA e ALEMANHA desenvolveram suas indústrias de automóveis em momentos difíceis, ainda não tinham se constituído estado e havia disputa por território. Há mais de vinte anos os governos da COREIA e CHINA promoveram o desenvolvimento de suas industrias automobilística e hoje colhem os frutos. O BRASIL é o quarto maior mercado de automóveis do mundo, tem uma indústria de autopeças consolidada e um mercado sedento por marcas nacionais, enquanto isso estamos engordando os cofres das montadoras estrangeiras que enviam grandes remessas de lucros para suas matrizes, o brasileiro é apaixonado por automóveis e pela dimensão do nosso mercado já era para termos no mínimo umas quatro ou cinco montadoras brasileiras, se a COREIA consegue porque não podemos fazer o mesmo, dos países que citei só se tornaram desenvolvidos em decorrência do desenvolvimento da indústria.

  • Moises dos Santos

    nao adianta nada montar uma fabricante 100% nacional e vir uma estrangeira oferecendo milhões, e os caras vende-las,se querem mesmo montar que seja pra sempre,pois as grandes montadoras so cresceram assim,cada vez mais se tornando competitivas e oferecendo um produto de qualidade,por um preço justo

  • Fábio Cézar

    Por que a CAOA não compara a marca Lancia e direitos sobre seu portfólio de modelos para criar a montadora nacional com design inspirado nos antigos Lancia incluindo seus nomes e utilizando as mecânica e plataformas da Hyundai ou Subaru.

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