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GM promete investir em São José e abre 3º turno em Gravataí
No dia 28, segunda-feira, metalúrgicos fazem assembleias nas entradas dos turnos da fábrica de São José dos Campos

Indústria | 27/01/2013 | 17h00

GM promete investir em São José e abre 3º turno em Gravataí

Empresa faz acordo com sindicato no Vale do Paraíba e vai contratar 2.450 no Sul

REDAÇÃO AB

Após um embate que já dura mais de seis meses, a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região chegaram, no sábado, dia 26, a um acordo para trazer novos investimentos para a planta de São José dos Campos (SP). Se a proposta for aprovada em assembleia, marcada para segunda-feira, 28, a GM promete investir R$ 500 milhões na fábrica e manter 750 trabalhadores na produção do Classic até dezembro deste ano.

Apenas um dia depois, no domingo, 27, a GM divulgou comunicado em que anuncia a abertura do terceiro turno de trabalho na fábrica de Gravataí (RS). A mudança resultará na abertura de 1.450 novos empregos diretos e outras mil vagas distribuídas em 19 sistemistas situados no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (Ciag). Segundo a empresa, o sucesso de vendas do Onix, lançado em outubro passado, justifica o aumento da produção na unidade gaúcha, que também começa a fabricar a versão sedã do modelo, o novo Prisma, a ser lançado em fevereiro. A planta já passou por grandes obras de expansão e modernização, foi a que recebeu o maior aporte (R$ 1,2 bilhão) do programa de investimento da GM, de R$ 5,2 bilhões de 2008 a 2012.

Também no domingo a montadora anunciou a contratação de 180 empregados para a fábrica de motores de Joinville (SC), que já produz mas será inaugurada oficialmente no próximo dia 27 de fevereiro.

NEGOCIAÇÃO DURA EM SÃO JOSÉ

Após nove horas de negociação, a GM e o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos chegaram a uma proposta que estende por mais dois meses o período de lay-off, suspensão temporária dos contratos de trabalho, que envolve 779 empregados da unidade MVA, onde era fabricada a linha Corsa e desde metade do ano passado só é feito o Classic. Depois do período de extensão, caso sejam desligados, os trabalhadores terão direito a uma multa de três salários-base. Dos funcionários em lay-off, 150 lesionados serão realocados para atividades compatíveis no interior da unidade.

Se a proposta for aprovada em assembleia, os funcionários que trabalham na produção do Classic entram em férias coletivas a partir de terça-feira, 29, até 14 de fevereiro. Esse período foi determinado para que a GM reponha as peças necessárias para a retomada da produção do Classic, que seria desativada caso não se chegasse a um acordo. Dessa forma, o setor de Montagem de Veículos Automotores (MVA) não seria mais fechado este ano.

Segundo o sindicato, a proposta de acordo inclui 16 itens. Entre eles estão:

- Investimento de R$ 500 milhões direcionados às áreas de powertrain (motores e transmissão), estamparia e S10, no período de 2013 a 2017;
- Produção do Classic até dezembro deste ano, com 750 trabalhadores. Após esse período haverá nova negociação;
- Quem está em lay-off terá extensão do processo por dois meses. Ao final, se a empresa demitir, terá de pagar uma multa de três salários. O trabalhador poderá optar por sair imediatamente e receber cinco salários, além dos direitos trabalhistas;
- Nova grade salarial para novos funcionários, apenas na fábrica de componentes (powertrain, estamparia e plástico), com piso de R$ 1,8 mil;
- Jornada de trabalho que possibilita duas horas extras por dia. Poderá haver folga em até 12 dias por ano, que serão compensados posteriormente;
- Reaproveitamento de lesionados em atividades compatíveis, devendo ser definidas em conjunto com o sindicato;
- Garantia do nível de emprego.

A assembleia que votará a proposta ocorre nas entradas dos turnos da segunda-feira, 28. “O acordo será aprovado ou não pelos trabalhadores. Foi um acordo possível. Impede o fechamento do MVA e garante investimento na fábrica de São José dos Campos”, diz o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros.



Tags: GM, General Motors, sindicato, metalúrgicos, São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, MVA.

Comentários

  • Luiz Miguel Cabral

    O preço de carro nacional é dos mais caros do mundo devido ao alto custo incidente, direto e indireto. O custo da mão de obra é elevado devido aos encargos, é claro que a presidente Dilma não se envolverá, pois todos os impostos somados tem o peso acima de 200% do valor da M.O. A GM está certa em enchugar os custos retirando operários ociosos, pois em breve só teremos carros populares asiáticos para os operários da GM comprar....(March e Tida-JaponesNissan que fala frances Renault, Tida, Jac-chines,Alsvin,Fulwin da Cherry,Chana, HB20 Hiunday, Etios-Toyota e por aí vai) e o impostômetro correndo solto.

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