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GM admite rever demissões em São José dos Campos
Trabalhadores da GM protestaram por duas horas nesta sexta-feira, 18

Trabalho | 18/01/2013 | 19h16

GM admite rever demissões em São José dos Campos

Montadora, contudo, ainda cobra propostas mais flexíveis do sindicato local

MÁRIO CURCIO, AB

Após cerca de quatro horas em reunião com representantes dos metalúrgicos e dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a General Motors admitiu nesta sexta-feira, 18, a possibilidade de rever a demissão de um excedente de 1.598 trabalhadores de sua fábrica de São José dos Campos (SP).

Em entrevista concedida ao fim do encontro, o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, cogitou a possibilidade de revisão das demissões se o sindicato apresentar novas propostas “dentro da flexibilização que a empresa deseja”. Essa “flexibilização” se traduz, por exemplo, na implantação de banco de horas e de uma nova grade salarial.

A próxima reunião entre montadora e sindicato ocorrerá nesta quarta-feira, 23. Dependendo das tratativas, um encontro derradeiro poderá ocorrer em 26 de janeiro, dia em que se encerra o lay-off, acordo que suspendeu temporariamente os contratos de trabalho de 940 funcionários. Eles são parte dos quase 1,6 mil trabalhadores que temem ser demitidos.

O restante permanece trabalhando no setor MVA, sigla de Montagem de Veículos Automotores. Até a metade de 2012, a seção produzia Corsa, Classic, Meriva e Zafira. Destes, só o Classic permanece em linha por ali, mas o carro também é feito em São Caetano do Sul e Rosário (Argentina), o que aumenta a insegurança dos metalúrgicos. Também em São José dos Campos, mas em outro setor, são montadas a S10 e a Trailblazer. Da fábrica saem ainda motores, kits para exportação, itens de plástico injetado e aço estampado.

Inconformado com a falta de avanços concretos até o momento, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região informa que vai pressionar o Governo Federal. Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que de agosto de 2011 a novembro de 2012, a GM fechou 1.297 postos de trabalho em São José dos Campos. No estudo ainda não estão incluídos os postos fechados pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV), iniciado em agosto de 2012.

O sindicato insiste em ser recebido pela presidente Dilma Rousseff. “Depois de todos os benefícios dados às montadoras, o mínimo que Dilma pode fazer é assinar uma medida provisória proibindo essas demissões”, afirmou o presidente do sindicato local dos metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros.

Na manhã desta sexta-feira, 4 mil trabalhadores do primeiro turno da GM de São José dos Campos realizaram paralisação de duas horas e protesto contra a ameaça de cortes em massa.



Tags: General Motors, GM, Luiz Moan, sindicato, metalúrgicos, São José dos Campos, lay-off, Corsa, Classic, Meriva, Zafira, PDV, Antonio Ferreira de Barros, Dilma Rousseff.

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